9.8.18

Publicidade em blogues: o horror - parte III


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Estou dos dois lados da barricada: como blogue e como marca. E ainda como marca que tem relação saudável com outras marcas. E eu não sei tudo, mas sei muita coisa. E sei muito bem quem gera negócio e quem é fogo de vista.

Eu por exemplo, faço ofertas com as minhas marcas, não pago para aparecerem nas redes sociais, por um simples motivo: não trazem retorno. Através das minhas lojas online e em algumas campanhas, através de um código é-me possível saber quantas vendas geram cada uma destas autoras. E a verdade é que pelo menos para o meu tipo de artigo, pode valer a pena a oferta, mas não vale a pena o investimento financeiro ao valor que cobram os posts. Alguns exemplos estatísticos, rigorosos, retirados do meu sistema:

a) Em 2016 uma das autoras mais conhecidas do país gerou 18 vendas. Fazendo contas aos impostos, ao lucro, vezes o nº de peças, não compensaria nunca o valor de post que cobra. Mas a oferta de produto deixa-me contente e a quem recebe também, por isso, perfeito!

b) Uma autora que adoro de coração, tanto a pessoa como a página, quatro vezes mais seguidores do que eu, gerou uma venda. Uma venda. Neste caso não deu para pagar nem a oferta, mas gosto dela de coração, não olho a isso e continuo a oferecer. No entanto, sei ver que não vale o pagamento de um post segundo a sua tabela.

c) Uma actriz de novelas com milhares e milhares de seguidores, fez um post com umas sandálias. Uma foto horrível, atiradas ao chão, parecia que as sandálias tinham andado no caixote de lixo. Fiquei em choque com a falta de cuidado na apresentação, a falta de brio em querer fazer giro e em bom e, claro, podem imaginar que dali não veio nada. Zero vendas. E este é outro dos problemas que tenho tido, em alguns casos trabalha-se tão mal que me levou a desistir de ofertas. Não tenho paciência para ensinar bom senso, nem estas pessoas estão dispostas a ouvir/aprender.

Na verdade, uma vez fiz uma oferta a uma influencer com muito mais seguidores do que eu e pouco tempo depois vi-a vender no blogue as sandálias que lhe tinha oferecido. Ou outra influencer que aceitou a escolher um presente, publicou uma foto do bikini escolhido, mas sem qualquer referência à marca. Regra geral, sinto que se trabalha mal (e contra mim falo que estou atrasada em agradecimentos de ofertas).

Acho bem que as pessoas sejam pagas pelo seu trabalho, o problema aqui é que a larga maioria das influencers (não vou dizer o todo, mas quase) agem como sendo a última coca-cola do deserto, sendo que alguns preços são absolutamente injustificáveis para o retorno que geram. Poderia pensar que se calhar a questão está no meu produto, mas a qualidade, o crescimento das marcas, o facto de ter feito crescer a marca praticamente à margem das influencers, o facto de eu própria fazer muito pouca divulgação às minhas coisas hoje em dia, o facto de ter crescido bem ao ponto de já ter uma loja no centro da capital, faz-me deduzir que a questão não estará no produto.

Esta semana fiz uma série de convites para ofertas de fatos de banho e bikinis. Umas pessoas respondem que sim com gosto, há quem responda com alegria, "claro que sim, a apoiar a ROS desde o início!", porque gostam mesmo e valorizam receber uma oferta com um valor de mercado de cerca de 100€. Mas há quem não dê resposta ainda que me conheça, há quem recolha a oferta e goste tanto que compre outro e há quem responda "não trabalho a troco de oferta de produto nem faço testes de potencial" (autora com cerca de 115 mil seguidores). E eu percebo, juro que percebo, mas lamento imenso que daquele lado não considerem a possibilidade de não darem retorno.

Verdade seja dita, apenas uma, e apenas uma página com visibilidade valeu a pena pagar para mostrar a minha marca. E sabendo eu a verdade, por mim e através de outras marcas com os seus produtos, por que motivo haveria de queimar os lucros em investimentos que não oferecem retorno?

MAS - e notem neste "mas" - se alguma influencer acreditar que vende muito e em vez de um pagamento único quiser optar por uma percentagem do que vender, é já! Com isso, se de facto for uma influencer geradora de vendas em volume, pode ganhar muito mais do que o valor que cobra por um post.

Esta calculadora de Instagram está acessível a todos, basta colocar o nome da página de Instagram e poderemos ver um intervalo médio de valores por post nesta rede social e o engamentent rate. Notem que esta calculadora funciona com um algoritmo que tem por base as últimas 12 publicações e Agosto, pela afluência menor de seguidores, não será o melhor mês para medir com rigor. Mas vai-se a ver e o meu preço médio por foto anda agora por volta dos 65€, um preço que não me deixa rica e também não leva nenhuma marca à ruína (mas levou uma agência a responder "nunca mais falamos contigo!").

Pegando noutro blogue português conhecido, a média por foto ronda os 500€ e a Kim Kardashian está à vontadinha para cobrar entre 170 mil a 288 mil dólares por foto.

Mas é curioso ver que eu tenho um engagement rate maior que o da Kim Kardashian. Ou seja, a confiança que os seguidores depositam no que estou a dizer é maior. Mas perco na dimensão de escala, claro.

O que nos leva a outro tema da área em que muitas autoras são novas, não têm experiência de trabalho (embora tenham muita visibilidade), algumas são simplesmente mal-educadas e têm comportamentos inaceitáveis. Falo com muitas marcas e digamos que Portugal é um país pequeno onde se fala. Sei de bloggers que destratam pessoas que trabalham para as marcas (juro, fico maluca). Bloggers que vão a lojas querem fazer uma compra, não querem pagar e iniciam a conversa do "sabe quem eu sou?"Bloggers que num evento fazem uma cena constrangedora porque não têm cadeira, deixando as pessoas que estão a tentar resolver a situação a falar sozinhas, literalmente virando-lhes as costas e abandonando o espaço. Bloggers que chegam a uma banca num mercado, perguntam pela peça que escolheram e que a marca ainda não tem disponível, "eu vou de férias para a semana que vem, não esperam que vista o modelo do ano passado!". E eu juro, juro, já vi algumas pessoas desconcertadas, sem saber o que fazer, aflitas, porque trabalham para uma agência, representam marcas e têm de tratar todas estas pequenas nas palminhas. Eu já fui ter com algumas pessoas que estão a trabalhar e a levar com isto para dizer-lhes que lamento

Embora o Instagram esteja em alta, acredito que esteja ao mesmo tempo a começar a gerar desconfiados. São vidas perfeitas, viagens perfeitas, fotos perfeitas, rabos perfeitos, vidas fantásticas - que todos gostamos de ver e sonhar, sem dúvida! - mas onde é que isto nos vai levar? Qual é a próxima rede social, sendo que passámos de textos criativos a muito rabo com pouco texto? E estas pequenas que vivem da imagem, bonitas, jovens, corpos esculturais (meio caminho andado para conseguir milhares de seguidores), o que vão fazer quando se lhes gastar a beleza e chegarem outras mais bonitas? Viverão como influencers a mostrar o unboxing day até quando?

Há dias falava com um amigo mais velho que eu, trabalha em eventos, por força do trabalho dá-se com as camadas mais jovens convidadas a aparecer em festas, onde fazem stories "isto está o máximo, apareçam, alta festa!", para depois desligarem o telefone e dizerem "isto está uma seca, tenho de ficar até que horas?". Ou a magra gira e fotogénica que está fechada no escritório, deprimida, a fazer render as fotos das férias que acabaram há que tempos num registo "a vida é boa", mas na verdade, a vida está uma merda.

À parte das realidades inventadas, há ainda o mercado das it girls, as tais dos rabos (fantásticos) à mostra, onde tantas marcas investem, quando a percentagem de seguidores masculinos em busca de material masturbatório é enorme. São seguidas maioritariamente por homens e pitas que querem ser estas it girls, não porque lhes deram um voto de confiança na personalidade, mas só por serem giras, tesudas e, portanto, a capacidade de gerar negócio não garanto que seja má, mas deixa-me dúvidas. Ou as it girls nascidas no meio digital, com páginas espectaculares, mas seguidas pelas miúdas da sua geração, ainda dependentes dos pais e sem poder de compra.

Este não é um texto destrutivo ao trabalho das bloggers/influencers. De todo. Acredito mesmo que cada um deve ser pago pelo seu trabalho de alguma forma. Tenho a certeza que algumas autoras que eu sigo fazem um trabalho espectacular. Muitas têm uma enorme visibilidade, mas uma grande parte não compensa o investimento que cobram. A verdade é que Portugal é um mercado modesto, o poder de compra não é espectacular e por mais que achássemos interessante, nenhuma influencer portuguesa está para chegar sequer perto das influencers espanholas, com um registo completamente diferente e procuradas pelas casas de alta costura internacionais. Mas por outro lado, quando aí se chega, as redes sociais seguidas na maioria por comuns mortais, passam a dar ao dedo no telemóvel para sonhar alto, para um escape de uns minutos, não por serem potenciais compradores de modelitos que custam um ano de poupanças, quando antes era uma peça da Zara que quase todas podíamos comprar.

Em suma, os influenciadores devem ser pagos pelo seu trabalho? "Nim". Em muitos casos estas páginas envolvem muito mais que 8H de trabalho diárias, envolvem prestadores de serviços e até staff, devem sempre receber alguma forma de retorno, financeira ou na forma de produto (se no produto tiverem interesse). Mas a verdade é que à larga maioria falta-lhes ganhar consciência de que no mercado português e sobretudo para as PME, não valem o investimento que pedem.




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Publicidade em blogues: o horror - parte II


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Depois de ter escrito o primeiro texto, chegou o momento da segunda parte, depois de esta semana uma agência de comunicação (em representação de uma marca que não terá conhecimento do que fizeram), me terem "retirado o convite" e avisado que nunca mais voltariam a contactar-me, após ter explicado por que tinha enviado um preço para as publicações que me contactaram a pedir. Recebi um mimo do tipo: "ai é? Ficas de castigo para  todo o sempre!".

Foi a primeira vez que uma coisa destas me aconteceu:



Honestamente, não faço ideia se esta resposta foi iniciativa de uma pequena imberbe num momento sem noção ou se foi de facto uma resposta mandada por um chefe ou até pelos donos da agência que me contactou (cujo nome vou omitir). O que tenho a certeza é que a marca envolvida não tem conhecimento de que me enviaram uma resposta destas.

Na dúvida, se foi a junior manager ou um chefe, dúvidas não existem para concluir que os colaboradores podem ser o melhor e o pior de um negócio. Debato-me com isto todos os dias, nas cenas mais básicas como ensinar que quando se atende uma cliente, não se passa a bola para a colega dizendo: "atende aqui a cliente, vou fumar um cigarro à rua". O sentido de noção que para mim é básico, infelizmente não é um dado adquirido para muita gente e tem de se ensinar. E o pior: a falta dessa noção básica, no limite, pode levar danos a um negócio.

No caso do email, não fico chateada por me terem tirado da lista das campanhas. Juro que me é indiferente, felizmente não me falta trabalho para fazer com gosto. Mas tendo eu negócios e colocando-me no lugar da marca (que vou omitir), enlouquecia ao saber que davam uma resposta destas. Esqueceram-se de um pormenor básico: ter influência é ter influência para o bom e para o mau. Calha eu não ser maluca, ter bons princípios e não ter vontade de assassinar negócios, mas imagine-se que eu era uma pita, que ficava enraivecida, não olhava com rigor, dava a marca pelo comportamento da agência e expunha nas redes sociais "olhem o que a marca X me escreveu!".

Bem podiam começar a gerir um momento de comunicação de crise. Já imagino a marca a pedir desculpa publicamente, dizendo que não se revê nas palavras da agência. E ao negócio da agência com essa e outras marcas, o que acontecia? Esta resposta foi mesmo de amador.

Não só de amador como a resposta foi parva. Eu não disse que não trabalho a troco de produto, porque o faço (com regularidade, até). Não faço é três posts fixos cheios de regras por produto, datas, indicações do que pode e não pode entrar na imagem, tudo com um valor de venda ao público de cerca de 8€. No entanto, no ano passado recebi um press release da mesma marca através de uma outra agência (civilizada), respondi a perguntar se não quereriam enviar-me alguns artigos, enviaram, recebi, divulguei e foi de graça. Ou melhor, foi a troco de produto.

Convenhamos, se a ZARA me propusesse receber um vale de 100€ em troca de mostrar as peças (o que já faço habitualmente), eu perguntava onde assinava. Se me exigissem 3 posts com regras e exigências a troco de um vale de 8€, eu não teria interesse. Para isso compro eu e não tenho obrigações.

A resposta continua a ser completamente parva quando nenhum blogue, nenhum, nem sequer uma página de publicidade ao valor de três mil euros na Caras, dá garantia de retorno. É um investimento. Só poderão medir retorno quando existe um código ou algum meio de consultar visualizações digitais que se podem estimar em vendas. E por entre as exigências que me foram enviadas, uma delas dizia que tinha de colocar o link de cada um dos posts numa qualquer plataforma, pelo que certamente iriam retirar algum tipo de leitura estatística.

Perderam completamente a noção. Podia ter corrido muito mal se eu fosse má pessoa, mas calhou eu ser só uma pessoa que não gostaram de ler. O meu email era construtivo, simpático mas verdadeiro e tenho pena que tenham lido como um ralhete. Poderiam ter optado pelo silêncio, poderiam ter respondido "compreendemos, mas não temos possibilidade", agradecendo. Podiam ter respondido "talvez numa outra oportunidade", agradecendo e apagando-me para todo o sempre. Faltou-lhes estaleca, mas serviu de inspiração para dar continuidade a esta série de textos.

Os blogues morreram. Já nenhuma agência quer saber do número de visualizações.
O Facebook morreu (ainda vai resistindo nos utilizadores entre os 30 e os 50, mais ou menos).
O Instagram está em alta, mas na sua maior parte vende ilusões. Vai cair e dar lugar a outra rede, só não imagino quando e em que formato.

Nunca quis viver do blogue (nem de nenhuma rede social), sempre me pareceu uma estratégia pouco consistente. Nada contra quem tomou essa opção, simplesmente para mim nunca fez sentido. Deixei-me ficar no canto onde estava, outras autoras que na altura estavam em pé de igualdade com a minha página, expuseram-se, criaram a substituição das novelas com infinitos stories e directos (que nunca fiz ou tenho gosto em ver), apanharam um space shuttle de visibilidade e têm hoje em dia muito mais seguidores do que eu.

Para mim, a partir de determinada altura, o que me fazia sentido era criar negócio e não gerar negócio para os outros. Em 2014, com a visibilidade que o blogue me dava, decidi abandonar a carreira de Assessora de Imprensa, apostei todas as minhas fichas para criar uma marca de sapatos. Correu bem, mas a intuição dizia-me que depois da crise, não podia ter apenas um só negócio. Tinha de diversificar para diminuir o risco de ficar sem nada. Fiz um novo investimento e em 2016 criei uma marca de fatos de banho. Somei outro negócio em 2017, um cabeleireiro de luxo entre o Marquês de Pombal e o El Corte Inglés. Em 2018 o crescimento ditou: abri uma loja para os sapatos e os bikinis numa das principais avenidas de Lisboa, com uma montra gigante para o Saldanha . E no meio disto ainda adquiri metade de um outro negócio que nunca comentei.

Na verdade não sei bem como isto tudo aconteceu, foi acontecendo. Não há dúvida nenhuma que estes negócios tiveram como pontapé de arranque o blogue. Olho para trás, acho isto um fenómeno inacreditável da internet e sinto-me sortuda que me tenha acontecido a mim. Mas do inacreditável volume de trabalho em que isto me fez mergulhar (o último ano tem sido particularmente pretty shitty) nasceu uma auto-traição: o tempo disponível rareou e o blogue, aquele que começou por me dar isto tudo, foi perdendo. Eu mergulhava nos meus negócios, Portugal começava a falar de influencers, as marcas começaram a desviar investimentos nos meios de papel para apostar nas redes sociais e isto começava a gerar verdadeiro dinheiro às autoras das páginas mais seguidas.

Hoje os blogues morreram, são neste momento meros acessórios das redes sociais porque estes formatos não convidam à leitura de conteúdo maior, vivem de imagens e muito pouco texto. Mas as pessoas gostam de ver fotos, sobretudo se forem boas fotos. Quem não gosta de folhear uma revista cor-de-rosa? Houve quem tivesse talento para fotografar ou visão para fazer um investimento e subisse em flecha.

As visitas aos blogues diminuíram, o Facebook passou a ser old school, as revistas foram diminuindo as impressões e algumas perceberam o rumo da coisa e aumentaram as suas versões digitais. Mas outras impressões em papel caíram de vez. Portugal disse adeus à Cosmopolitan em 2017, no Brasil esta semana a Elle e a Cosmopolitan anunciaram as últimas capas (entre outras revistas) e a editora Abril vai despedir cerca de 500 jornalistas (não se fala noutra coisa no Brasil). Um dos "culpados" apontado é o consumo das redes sociais e o interesse do público que passou das revistas para outros criadores de conteúdos, os influencers/bloggers.

Quando escrevi o primeiro texto, "Publicidade em blogues: o horror - parte I,", por curiosidade contactei algumas revistas em nome da minha marca para saber quanto cobravam por uma página de publicidade. É impressionante, ia de três mil euros numa revista cor-de-rosa, a 10 ou 15 mil € em revistas de moda e se fosse para aparecer numa capa, facilmente ultrapassava os 20 mil €. A minha pergunta era e continua a ser a mesma: no mercado português, não consigo compreender o investimento e duvido imensamente do retorno.

Do outro lado das revistas estão os blogues e influencers, com mais seguidores do que as revistas têm tiragem. Isto significa uma possibilidade muito maior de o público reparar numa marca porque a Maria das Couves diz que gosta (vou deixar de parte a possibilidade de ser uma publicidade falsa), enquanto na revista a página de publicidade é passada para o lado num dedo lambido sem que seja notada. As marcas redireccionaram os seus investimentos para o meio digital, as revistas em papel têm perdido recursos e fecham umas atrás das outras. Até o DN já só imprime ao fim-de-semana.

Todas estas influencers com 100 mil e 300 mil seguidores no Instagram (melhores realidades portuguesas), aquilo deu trabalho a conquistar! Aquelas páginas representam muitas horas de trabalho, de criatividade, de tentativas-erro, de investimento no tempo pessoal, de investimento financeiro e acho que devem ser pagas pelo seu trabalho. Mas é aqui que a porca torce o rabo.

Nos últimos meses tenho lido no instagram textos inflamados de meninas populares num registo ofendido "não me peçam para trabalhar de graça!", altamente replicado por outros blogues num grito de "capitalismo ao poder, não mais seremos exploradas!", "muito bem, é assim mesmo!", parecendo um manifesto em luta pelas 8H de trabalho diárias. Menos.

Enquanto ia lendo estes textos, suspirava. Eu compreendo e acho a "luta" aceitável em termos de lógica: as pessoas devem ser pagas pelo seu trabalho, isto é indiscutível. O que faltou neste manifesto foi dizer "eu tenho visibilidade, mas posso não justificar o investimento".


Continua com conclusão em Publicidade em blogues: o horror - parte III, aqui



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8.8.18

Séries: Amanda Knox



Trailer aqui

Não é uma série, mas está no Netflix, tem cerca de 1H30, podem ler mais informação aqui.

Acho que toda a gente conhece o caso da Amanda Knox que incendiou a Itália. Ela, estudante americana, foi de Erasmus para uma pequena cidade italiana. A colega com quem dividia a casa, ainda meio desconhecida, é assassinada. A menina Knox foi condenada, depois condenada à prisão onde esteve alguns anos, depois absolvida e depois absolvida outra vez.

O documentário mostra um enredo tão mau que se torna fabuloso: o julgamento da comunicação social, a pressão da comunicação social, o tipo de comunicação social italiana (é de cuspir), o jornalista que só quer saber dos furos dele e com uma total e incompleta incapacidade de ver ali seres humanos ou mesmo o benefício da dúvida, o chefe da polícia inflamado pela fama e pouco dado a factos, uma polícia caótica, suspeitos imaturos e com pouca experiência de vida, a família da assassinada inflamada... é um enredo digno de filme!

Para já é um documentário a não perder, mas acho mesmo que isto um dia dará um filme.



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30.7.18

Como foi a cirurgia - algumas considerações



Podem ler uma espécie de diário de bordo, experiência do dia-a-dia dos primeiros tempos pós-cirurgia, aqui.


Para a rinoplastia, façam um bom stock de cotonetes e compresas de tecido não tecido. Vão precisar!

Para as maminhas, a Mepilex tem os melhores pensos de sempre de silicone. Não se sentem, consegui usar por oito dias seguidos (o que é um recorde), mas mesmo assim não me safei de fazer alergia e ter de desistir. São caros, mas valem a pena.

Ainda para as maminhas, o Dr. João recomendou usar Mepitac. É um rolo de fita de silicone, aderente, que ajuda a deixar as cicatrizes mais bonitas. E se faz diferença! Além de ser da cor da pele (quando nos olhamos ao espelho parece que não temos nada), dá para deixar colado, tomar banho e mudar uma vez por semana. Em caso de exercício físico, com a transpiração, não recomendo. O que eu faço é colar as tiras num plástico e voltar a colocar a seguir ao duche. Dá perfeitamente para reutilizar se tratarmos as tiras com jeitinho.

Nos primeiros tempos a seguir à cirurgia optei por dormir sozinha. Pedi um colchão emprestado que esteve que tempos no chão do quarto. Em primeiro lugar porque o PAM é sonâmbulo e a probabilidade de me enfiar uma chapada, era alta. Depois, porque a Carmencita muitas vezes acaba por ir para a nossa cama a meio da noite e eu tinha medo de outra uma chapada. Optei pela segurança e distanciei-me de dois perigos.

No orçamento total, talvez queiram considerar a possibilidade de incluir uma empregada que trate da casa e da comida, pelo menos na primeira semana. Assim em jeito de retiro de férias para quem não tem familiares que possam ajudar.

Não podem ter unhas pintadas em cirurgias. Atenção aos gelinhos e afins, tem de ser retirado para que a máquina possa medir os parâmetros.

Tive saudades da Carminho. Morri de saudades. Tive-a sempre à minha frente durante os primeiros dias, mas não me atrevi a dar-lhe miminhos, beijos e abraços, achei perigoso. Tive saudades mesmo estando com ela na mesma casa.

Com autorização do Dr. e visto que não tive qualquer tipo de dores, abdiquei de tomar os comprimidos prescritos. Não fazia sentido, era mesmo zero dores. Tomei apenas o que era mesmo necessário, como os antibióticos.

O frio tem que se lhe diga. Algumas vezes saí à rua, estava frio e vento, ficar com pele de galinha, a contrição do mamilo por causa do frio, auch!

Em caso de espirro, tem de sair pela boca para não fazer pressão nasal. Assim do tipo cuspir tudo e todos. Temos pena.

Num registo mais íntimo, a limpeza manual do nariz é muito dificultada. Ainda é ao fim de quatro meses. Apesar de estar muito menos inchado, no interior dos salões nasais as paredes estão onduladas de inchadas e pronto, digamos que os dedos não cabem bem. Ainda assim, um lado está melhor que o outro. Eu tenho sérias dúvidas que o interior do nariz já esteja normal daqui a dois meses (diz que desincha em cerca de seis meses), mas pode ser que me engane.

Para quem tem crianças, fica o aviso: é um pincel. Perdi a conta às cacetadas no nariz e nas costuras das maminhas. Uma pessoa fica de lágrimas nos olhos e pronto, passa.

Ao sair da clínica, no saquinho dos medicamentos seguem contactos caso sejam necessários e indicações do que é normal acontecer ou o que não é normal e quando o médico deve ser contactado. Entre as consequências habituais e normais referiam obstipação. Mas que obstipação! Estive quase a convocar as leitoras para rezarem um mantra pelos meus intestinos, viriam autocarros do Porto, autocarros de Faro, charters, juntavam-se todos ali perto do Marquês onde há espaço e as energias de todos iriam devolver normalidade à minha barriga. Não foi preciso, bastou esperar cerca de 10 dias para voltar ao que era.

Quando fizerem contas à vida sobre uma cirurgia, são capazes de querer juntar mais uns euros. Apanhado um corpo novo, novas formas que aspirávamos há tempos, há uma certa tendência para o descontrole de compras. Coisas que antes não me ficavam bem, agora ficam. Soutiens que não me serviam nas lojas comuns (e com preços mais simpáticos), agora servem.

Há perguntas desse lado? Estou a criar um post cheio de perguntas e respostas.




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26.7.18

A barriga da Carminho



Felicidade é ver chegar o biberão e beber como se não houvesse amanhã!

A barriga da Carminho sempre trabalhou com bom rigor. Haja rendimento para tantas fraldas! E tem sido muito “boa boca”. Com a introdução de novos alimentos, se é certo que inicialmente estranhou alguns e até achei que não ia gostar de banana, hoje é um “aspirador” de comida. Depois do prato dela ainda quer saborear o dos outros e até já provou caril. Pensei que ia fugir, mas gostou.

Se a alimentação é variada com sopa, carne ao almoço, peixe ao jantar e muitos legumes, o mesmo não se pode dizer do pequeno-almoço e da ceia (quando ceia) que sempre se repete mas recebe como uma novidade: um biberão cheio de leite. Eu tenho de gravar o drama que a diva faz desde que avista o biberão até que lhe é dado para as mãos!

Agora que a Carminho tem pouco mais de um ano, ainda que nunca tenha sido motivo de preocupação, à medida que vão sendo introduzidas leguminosas, arroz e massas, e não sendo ela grande apreciadora de beber água, algumas vezes notamos as fezes mais duras.

Então optámos por uma estratégia: além de ir educando a Carminho a beber água (uma parte fundamental da nutrição), o lanche da tarde inclui um biberão de NAN Optipro 4 e um alimento não lácteo (como por exemplo bolachinhas ou fruta) adequados a esta etapa. Com um lanche destes ajudamos a satisfazer a barriguinha! E ao final do dia, a alimentação da Carminho tem o teor proteico adequado e também a água necessária.

Com o verão previam-se muitos lanches com NAN Optipro 4. Para além da água que vai bebendo e comendo nos restantes alimentos, esta tem sido uma boa solução para assegurar que recebe os nutrientes necessários a esta etapa. Desta forma nunca precisámos de recorrer ao médico, a xaropes para ajudar a evacuar e também nunca precisámos de alterar a introdução de novos alimentos com receio que lhe deixem a barriga “presa”.

O NAN Optipro 4 destina-se a bebés dos 1 aos 3 anos de idade, fornece os nutrientes necessários a esta fase de crescimento e acompanha-nos todas as manhãs, em algumas noites e sempre que saímos de casa. O doseador com NAN Optipro 4 e o biberão com água lisa está sempre dentro da mala do bebé.

#NANOptipro #Nestlé





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25.7.18

Fascinators


Adoro estas coisas, não consigo gostar do nome em português, "toucados" e tenho imensa pena que por cá não seja uma peça habitual.

Tenho um casamento em setembro, queria usar uma peça deste género, mas há sempre aquele receio de cair tanto no invulgar que mais pareço mascarada em vez de convidada. Então, a opção é ir pelos discretos, os mais pequenos, se bem que eu gosto taaaaaanto dos que têm rede! Mas lá está, para o nosso país a rede talvez já seja invulgaridade e a cair no carnaval de Torres Vedras.

Então, menos é mais, optemos pelos pequenos, mas onde? Quem já viu peças destas a preço interessante, já que não vai ser por aí além amortizado na quantidade de vezes que se vai usar?

As regras de etiqueta deixam-me dúvidas, leio informação contraditória. Sendo que as peças pequenas, quase um gancho, não me fazem impressão nenhuma usar num jantar, as maiores (e não as gigantes) e as de rede, não sei. Imagino que a rede seja puxada para trás, mas dizem as regras que li que as mulheres não precisam de tirar chapéus ou tocados dentro de portas, mas os homens sim.

Alguém sabe onde posso consultar regras de etiqueta fiáveis?





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24.7.18

Como foi a cirurgia - parte 1




Eu sou daquelas pessoas que adora um programa de um extreme makeover, vejo o Botched de queixo caído, acho que a cirurgia plástica pode fazer maravilhas. Ou desastres!

A cirurgia pode fazer muito por nós ou podemos ser estúpidos no caso de aspirarmos a ter corninhos de silicone na testa, a ter mamas de 30Kg, a colorir o branco dos olhos (e com isso perder a visão como li num caso) ou, menos radical mas ainda assim perigoso, achar que vamos ter 18 anos outra vez.

A cirurgia plástica pode ser espectacular se quisermos ter um nariz bonito e não o nariz de alguém, se quisermos colocar maminhas porque quase não existem, tirar porque temos a mais ou subir porque o tempo as fez pingonas. Pode ser fantástica se temos orelhas de abano, um defeito de nascença ou pela mais pura das vaidades, a cirurgia plástica pode deixar-nos mais bonitos com pequenas correcções. Para isto é fundamental escolher um bom cirurgião. É imperativo, é o que mais importa, é o que pode dar-nos o que procuramos.

Desde o início do blogue me leram a querer ter menos peito e com vontade de ter um nariz bonito. Eram desejos de há looongos anos. Esta foto de bikini pode ter surpreendido muita gente que sempre comentou que nunca viu em mim maminhas para tirar. Sempre fiz um esforço por esconder o 34DD usando soutiens que reduzissem e favorecessem o aspecto geral, escolhendo roupa apropriada ao meu tamanho, mas claro, depois vestida de bikini não há muito por onde fugir! Quando o PAM me tirou esta foto em 2016 ou 2017, ia morrendo. Detestei o que vi. Quantas fotos já apaguei na vida porque só se viam mamas? Incontável.

O desejo de fazer uma redução mamária foi persistente e só nunca foi "é já" porque não tinha maminhas descaídas. Era o único factor que me deixava hesitante.

Mas um dia decidi-me. Já a minha irmã mais nova e outra familiar tinham reduzido as maminhas no serviço onde trabalhava o Dr. João Bastos Martins (no caso delas com indicação de o fazer através do sistema público, no Hospital de São José, Lisboa). De cada vez que estava com elas pedia para me mostrarem as maminhas mais uma e outra vez, e fui sempre pensando no assunto. A certa altura estava mais que decidida, só faltava o quando. E nunca dá jeito. Também não me deu jeito na altura, mas tinha de ser antes de o calor chegar. Colocámos uma data no calendário à força e assim foi.




Sempre achei também que tinha um nariz demasiado comprido, que o meu rosto sairia favorecido com um tamanho mais harmonioso. Além disso tinha um desvio do septo, o meu nariz não era direito visto de frente e embora não se veja bem nesta fotografia, tinha a ponta ligeiramente curva para baixo (coisa de bruxa).

Ainda que possamos indicar narizes bonitos, é importante não ter a expectativa de ter o nariz de alguém. A minha ideia era ter o meu nariz, mas em versão melhorada. No entanto, mostrei ao Dr. João Bastos Martins alguns narizes que acho bonitos para perceber o meu conceito (imagens retiradas do Google), ele tem um enorme sentido estético, saberia adequar o que eu imaginava ao meu rosto.

Além disso, dei um retoque na papada que já tinha aspirado antes e que com o tempo achei que podia ter ficado mais sequinha. Não o faria se não fosse ao bloco operatório, mas já que ali estava, aperfeiçoava-se. E ainda fechei o furo do piercing que em tempos tive no umbigo. Cicatriz por cicatriz, fica mais discreta a de ter um ponto do que ter um furo mal fechado.

Como disse - e que não existam dúvidas - ter um bom cirurgião, competente, actualizado, do qual já tenham referências de outros trabalhos, é fundamental. Há quem se guie por preços e por profissionais das revistas cor-de-rosa. É um erro crasso.

Através de amigos de amigos conheço dois casos operados por médicos que passam a vida nas revistas cor-de-rosa. Um resultou num nariz torto com uma narina tapada (que o médico reconheceu e disse que corrigia de graça se a paciente comprasse mamas novas, o que ela nunca referiu interesse e assim desapareceu para nunca mais lá meter os pés). Outro caso é o de uma pessoa que fez uma redução mamária de talhante, com resultado desastroso, com muito sofrimento emocional, a quem o cirurgião pagou para não colocar a situação na comunicação social (e a mulher usou o dinheiro para tentar corrigir a desgraça). Adorava poder dizer quem são estes médicos tão "conhecidos", mas não posso. Mas registem isto: aparecer nas revistas não é sinónimo de profissionalismo!

Para mim, tinha então no meio seio familiar as provas de uma equipa de cirurgiões competentes. Não tendo indicação para ser operada pelo público, explorei o privado, tive atendimento de hotel na Clínica da Beloura (do grupo Cordeiro Saúde), não tive de ficar à espera da cirurgia mais de um ano como é costume e marquei de um mês para o outro.

Fui muitíssimo bem tratada! Adorei a clínica, o Dr. João Bastos Martins é um porreiro, daqueles que dá vontade de convidar a ir jantar lá a casa, a equipa que o assistiu (que é ele quem escolhe a dedo) era tudo gente bem disposta e cuidadosa, a anestesista era um doce, as enfermeiras Andreia, Cláudia e Carolina fizeram de tudo pelo o meu conforto, voltava a esta clínica outra vez sem pestanejar.

E claro, além disto tudo, não sou fã do estilo ridículo: "eu, cirurgia? Não, eu hoje acordei assim!". É da maquilhagem, é da luz, é da posição. Dá-me vergonha alheia. Lembro-me de quando estava na universidade, no meu ano estudava uma actriz conhecida da nossa TV. Faltou às aulas uns 15 dias e apareceu com maminhas evidentes. Justificou que tinha engordado.

Não compreendo estas mulheres. Acho isto tão poucochinho de cabeça. Poupem as pessoas à vergonha alheia do ridículo em que caem. Eu adoro poder contar tudo o que fiz! Não, não nasci perfeita, quis melhorar, fui ao bisturi e partilho tudo para que outra mulher, se quiser, se sinta confiante a fazer o mesmo.

Eis um pequeno diário de bordo:


Dia 13/Março - dia um, zero nervos. O PAM até me perguntou no carro: "não te sentes nervosa?". Mas nervosa com o quê? Confio no cirurgião, é algo que quis fazer a vida inteira, eu estava era ansiosa que tudo começasse e acabasse a cicatrização!

Desde que entrei na Clínica pelas 14H30 até que saí do bloco, o processo foi muito rápido (ou eu senti o tempo a voar). Levava 6h obrigatórias de jejum, assinei consentimentos, deram uma série de explicações, o Dr. João Bastos Martins deu ainda mais explicações e ao marcar-me com uma caneta fez algo que me pareceu extremamente correcto. Perguntei se havia muitas mulheres com o meu tamanho de maminhas a fazer redução, por algum motivo entendeu-me como uma dúvida, fechou a caneta, deu um passo atrás e afirmou sem problemas: "em caso de dúvida, interrompemos já". Nãaaao, credo! Não me tirem isto agora que vai acontecer!

Ainda deu para rir, mas fiquei a pensar que só um excelente médico é que diz que não opera doentes com dúvidas (o que é diferente de ter receios e medos infundados). Ainda contámos umas piadas, passei para o bloco feliz, fui anestesiada e não sei mais nada. Foram quatro procedimentos que levaram cerca de cinco horas.

Acordei com uma broa descomunal, o meu pensamento funcionava, mas o corpo só queria dormir. Levei logo as mãos aos sítios para saber como estava (a cabecinha estava mesmo a funcionar bem): gostei logo do tamanho das maminhas que agora são mãos cheias em vez de três mãos a transbordar, a rinoplastia era evidente pois tinha o nariz tapado, senti o penso no umbigo pelo que o furo do piercing tinha sido fechado e sentia o penso no queixo, a papada tinha sido retocada.

A anestesia geral deixa-nos num estado de sonolência brutal. Por dentro dizia-me a mim própria "vá, fala! Pergunta como ficou!", mas o corpo não obedecia ao pensamento. Dores zero, mas nenhumas mesmo. Para mim a parte mais chata foi ter de respirar pela boca por causa dos tampões no nariz. Isto para quem está habituado a respirar pela boca deve ser peanuts, mas para mim chateava-me e sentia a boca seca. Mas foram cerca de 24H e quase sempre a dormir, fez-se bem!


Dia 14/Março, 2º dia - O dia em que temos de nós pôr de pé. Não custa pelas cirurgias, custa pela anestesia, temos tonturas e enjoos, mas passa à medida que começamos a andar, o que fiz com ajuda das enfermeiras. O Dr. João Bastos Martins foi ver-me, fui despida, mudaram-me os pensos, pude ver-me pela primeira vez mais ou menos, tirei selfies para enviar à minha mãe, o médico disse que estava muito contente com os resultados e eu também fiquei!

Estava era desesperada para tirar os tampões do nariz, não via a hora. No blogue algumas leitoras falaram deste momento como a pior dor da vida delas, eu duvidava que fosse sentir dor, sentia-me tão bem! E na hora de tirar, doeu tanto como tirar um algodão do nariz, daqueles que nos metiam quando sangrávamos do nariz em criança. Para mim representou um alívio e zero dor. Nas maminhas tinha drenos, tirá-los foi tão simples como beber água. Custou zero.

Cheia de recomendações, caixas de comprimidos (no privado tratam de nós, no público temos de tratar destas coisas todas), fui para casa por volta das 16H e fui dormitando, sempre bem, com alguns enjoos ocasionais, fruto da anestesia geral, mas nunca vomitei.


Dia 15/Março, 3º dia - Fiquei com os sonos trocados e os enjoos desapareceram. Levantei-me às 5H cheia de energia, fui para o computador escrever posts, tomei o pequeno-almoço sozinha pelas 6H30, preparei o biberão da Carminho para quando ela acordasse, deitei-me pelas 8H e voltei a dormir até ao meio-dia.

Tomei banho (que me soube pela vida!) e vi as mamas com pensos. Acho que a última vez que vi as minhas maminhas assim tinha 17 anos! Experimentei um fato de banho que usei dias antes no Rio de Janeiro (com mamas a sair pelas costuras) e pareço tão mais magra! A diferença por dois ou três tamanhos de copa de soutien é abismal, parece que perdi imenso peso.

Experimentei partes de cima de bikinis onde me sentia a abarrotar e senti-me com um decote mesmo bonito. E estavam ainda no cucuruto, faltava que descessem e assumissem posição natural, o que aconteceu dois meses depois. Segundo o Dr., aos seis meses (em Setembro) já estarão no seu aspecto final e as cicatrizes finais, ao fim de um ano. A minha cicatriz é em volta do mamilo (que não foi retirado, não existe perda de sensibilidade) e uma linha que desce, não é um T invertido. Cada médico tem as suas técnicas, o Dr. João Bastos Martins está na crista da onda. Pelo que pude avaliar na minha irmã, para ver as cicatrizes é preciso ir lá com os olhos, tem uma linha branca muito fininha, tipo uma estria.

Neste dia até fiz a cama sozinha e aproveitei a tarde para escrever. Maior chatice do dia: sentir o nariz tão seco de manhã, o que fui resolvendo com um cotonete com vaselina e depois à tarde, sempre a pingar, mil pingos que faziam cócegas e tinha de ir secando pressionando levemente com uma compressa.

Dia 16/Março, 4º dia - Sentia-me já fartinha de esperar pela cicatrização, mas faz parte. O nariz não parava de pingar, com pingos que corriam e faziam comichão, como no início de uma constipação. Não doía, são situações que podem ou não fazer parte, depende das pessoas.

Dia 17/Março, 5º dia - Dia de mudar os pensos! Fui ter com o Dr. João Bastos Martins porque preferi, podia ter sido eu a mudar os pensos em casa. Mas quando comecei o serviço descolei sem querer um daqueles pensos que substituem pontos no mamilo, começaram a aparecer pintas de sangue, tive medo de estar a criar caminho para cicatrizes feias ou infecções e preferi ir ter com o Dr. João. Não aproveitei para ver as maminhas sem pensos, achei que não valia a pena, as primeiras semanas é para achar coisa horrível de Frankenstein e medos de ficar assim para sempre, fui avisada disso. Vi as minhas familiares e não fica como parece. Portanto, achei que não valia a pensa, não ia acrescentar nada ao meu pensamento.

A papada nesta altura já estava em óptima recuperação, doía-me como uma nódoa negra, mas só se tocasse. Os olhos começaram a passar de roxo para amarelo a uma enorme rapidez. O rosto estava ainda inchado, mas tudo dentro da normalidade.

Sentia perfeitamente que podia conduzir, tirar coisas das estantes ou pegar na Carminho ao colo. Só não o fazia porque tinha medo que me ela me desse um safanão no nariz ou nas maminhas sem querer e porque não queria que o PAM percebesse que estava cheia de força. Sempre ia mudando as fraldas por mim!

Depois de ter ido mudar os pensos fui ao Colombo almoçar de tala no nariz e olhos negros. É evidente que toda a gente olhava para mim e algumas pessoas eram tão pouco discretas que me dava vontade de rir. Mas eu queria lá saber, queria ir arejar, estava de chuva, estava perto do centro comercial, foi o escolhido. Ainda passei numa loja de soutiens e fiquei maluca com algumas novidades da nova colecção. Queria tanto comprar! Mas as maminhas ainda não estavam no sítio, tinha de aguardar para ver se ficava uma copa B ou C.

Dia 18/Março, 6º dia - Neste dia senti que uma rinoplastia não combinava mesmo com um nariz entupido. Dormir começou a ser um filme de terror porque detesto respirar pela boca. O nariz entupia constantemente, fui resolvendo com cotonetes e soro, mas acordava e às vezes demorava horas para voltar a adormecer. Ainda assim, continuava sem qualquer tipo de dores. Acreditem, onde custa mais é na carteira!

Dia 20/Março, 8º dia - Foi o dia em que tirei a tala do nariz e concluiu-se que o problema do nariz não era uma consequência da cirurgia, eu estava era constipada! Tirar a tala não custou nada, foi o mesmo que colarem uma fita-cola ao nariz e puxarem lentamente, ou seja, sente-se puxar levemente pela pele, mas não dói. O nariz estava ainda muito inchado, até parecia maior do que era, mas já dava para ver que tinha as curvas certas e que uma vez desaparecido o inchaço, ia ficar lindo. O Dr. João apertou o nariz com os dedos e não doeu nada, apenas senti pressão. O que me custou foi tirar um dos pontos presos a um pêlo na narina, auch! Lágrimas, lágrimas! Outros pontos ficaram dentro das narinas, foram caindo naturalmente. Um mês depois o nariz teria já melhor aspecto e ao fim de 6 meses terei o resultado final.

Tirei o ponto da papada e do furo do piercing, tudo impecável e a correr bem. Tirámos também os pensos das maminhas para os mudar, mas não conseguia usar mais. A minha pele não aguenta cola, começou a fazer feridas e bolhas de água, uma chatice. Optámos então por desistir dos pensos e passar a usar compressas de tecido não tecido por dentro do soutien. Além disso, sempre que tomava banho, tinha de passar betadine nas costuras, deixar secar, aplicar creme e massajar as maminhas todos os dias. Não doía e na verdade até sabia muito bem.

Num mamilo tinha sensibilidade, no outro tocava e sabia que estava a tocar porque sentia no dedo, mas não no mamilo. Tudo normal, retomará a sensibilidade a seu tempo.

E eis que chegámos ao momento de me ver ao espelho! O Dr. João Bastos Martins avisou que eu não ia gostar de me ver e que era normal. Isso para mim não era novidade, eu sabia pelas minhas familiares que fizeram redução da mama: os primeiros tempos parecem coisa de talho. Como informou na primeira consulta, depois de uma cirurgia destas as maminhas ficam super subidas (quase na garganta), parecem escavadas por baixo do mamilo, as cicatrizes parecem horríveis e os mamilos umas tampas. Mas em 4 ou 6 meses a maminha desce, toma o formato de maminha redonda na base (desaparece o efeito escavado) e as cicatrizes começam a clarear. Portanto, quando me olhei ao espelho e já sabendo como era, não senti nenhum choque. É preciso ter paciência e aguardar pela cicatrização que naturalmente leva algum tempo, isto é uma obra!

Neste dia voltei a conduzir, oba!

Dia 27/Março, 14º dia - Duas semanas de cirurgia! Praticamente já não tinha nódoas negras na cara, só mesmo uns restinhos de nada. O nariz estava francamente melhor, ainda inchado, sem conseguir ver o resultado final, mas dava para sentir, isso sim! Ao passar os dedos para aplicar hidratante não reconhecia as formas como sendo do meu nariz, ele costumava ser mais largo. Nesta última semana eu mesma cortei pontas dos pontos que ficavam a aparecer nas narinas, eram um elemento socialmente constrangedor. Alguns pontos caíram, outros ainda lá estavam.

Por esta altura as maminhas tinham cada vez com melhor aspecto, notavam-se diferenças de dia para dia. Já conseguia dormir de lado, o que para mim era de sonho, mas tive de continuar a dormir de soutien (indicado pelo médico) até aos 60 dias. Tinha uma sensibilidade anormal nos mamilos, até a roupa me fazia impressão e comecei a sentir que a sensibilidade começava a regressar ao mamilo que estava adormecido. Tomava banho normalmente, tinha apenas de aplicar betadine nas costuras, deixar secar, massajar com creme, deixar secar, vestir o soutien com uma compressa na copa para não roçar no tecido.

4 semanas de cirurgia - Deixei de aplicar betadine nas cicatrizes, já passava a esponja esfoliante nas maminhas (sem apanhar os mamilos), já conseguia dormir de barriga para baixo, sentia que podia regressar ao ginásio e o único incómodo era mesmo a sensibilidade dos mamilos.

O nariz estava melhor, com pouca ou nenhum sensibilidade na columela, mas é das zonas que mais demora a desinchar depois de uma cirurgia. Se eu quisesse meter o indicador dentro da narina nem entrava, não cabia, tal o inchaço das fossas nasais.

6 semanas de cirurgia - O nariz já tinha muito melhor aspecto, mas a ponta continuava a parecer-me batatuda. E ao fim de seis semanas fui ao ginásio! Não era suposto, só às 8 semanas, mas eu sentia-me como nova à parte das cicatrizes, nunca diria que tinha feito uma cirurgia e fui por minha conta e risco. Durante as semanas seguintes localizei os exercícios mais da cintura para baixo, nada de saltos ou peitorais. Não é que sentisse dor, mas não me apetecia. E a diferença de fazer elíptica sem ter as maminhas sempre a dar Braga- Faro? Espectacular!

3 meses de cirurgia - Por esta altura senti o nariz muito menos inchado, mas ainda tinha por onde reduzir. Por dentro, uma das narinas estava mais inchada que outra. Infelizmente é dos locais que mais demora a desinchar após uma cirurgia.

As maminhas estão óptimas de tamanho (eu devia ter nascido projectada para ter este tamanho), segundo o médico os 3 e 4 meses são a fase mais feia de cicatrização em que as costuras ficam cor-de-rosa. No meu caso, cor-de-rosa fluorescente, mas é uma característica pessoal. Em algumas zonas a cicatriz começou a esbranquiçar. Quando fizer um ano, se achar que preciso posso fazer dermoabrasão para melhorar o aspecto ou mesmo corrigir as cicatrizes, mas ainda há muito para clarear e que recuperar até fazer um ano.

Por esta altura fui de férias, andei dias inteiros sem soutien, comprei soutiens maravilhosos, fiz ginásio, é raríssimo lembrar-me que fiz uma redução mamária a não ser quando olho ver a evolução das cicatrizes. Há zonas onde já nem se vê, estão da cor da pele.

Fazia tudo outra vez! A sensação proporcionada por ter maminhas adequadas ao meu tamanho, vale cada cêntimo! Podem saber mais sobre o Dr. João Bastos Martins aqui.

E não, ninguém me pagou para escrever este post, paguei as minhas cirurgias como toda a gente.
Para saberem sobre preços com o Dr. João Bastos Martins, cliquem neste post.


ADENDA: Estão a enviar-me mil mensagens sobre seguros. Ou seja, estão à procura de alguém que pague cirurgias puramente estética e não existem seguros para isso.

Em cirurgia estética só entra o seguro se tiverem indicação para tal e não se tratar de uma questão puramente estética. Ou seja, pegando num caso que conheço, uma pessoa com nariz sem problemas de saúde associados, atravessou a rua, foi atropelada, partiu o nariz que ficou uma desgraça. Foi um acidente, o seguro entrou com  o "arranjo" e ficou melhor do que era.

Mas, não existindo nenhum acidente, não havendo questões de saúde associadas como dores, dificuldades respiratórias, dia-a-dia afectado, etc., se for para arranjar porque se quer bonito, o seguro não cobre. No meu caso tinha desvio do septo, mas não tinha mais nenhum problema. Enviei exames, recusaram. Nas costas tinha uma ligeira escoliose, enviei exames, ainda não estava manca, não cobriram a redução mamária. Em suma, responderam que se quisesse, eu que a pagasse as cirurgias e assim fiz.

Para mim era um incómodo ter maminhas grandes, mas era um incómodo e o seguro só entra quando a saúde é afectada. Por um lado é parvo não funcionar como medicina preventiva, por outro percebo. Depende dos casos. Mas é assim que funciona!



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23.7.18

Um rim pelos vossos conhecimentos!



Está a moer-me a cabeça, não encontro o spot para fotografar a colecção ROS Beachwear de 2019, o que tem de acontecer entre a última semana de setembro e a primeira semana de outubro. Já tenho as pestanas queimadas de tanto procurar.

Quero brancos e minimalismo! Estas imagens no mood board são um excelente exemplo do que procuro, mas por mais horas que gaste a varrer o Airbnb ou o Booking, não encontro casas ou hotéis que sirvam a ideia: muito branco (fundamental para a luz das imagens e os modelitos já têm cor que chegue), cores claras, spot chique-rústico, um sítio que dê vontade de ficar, espaço em solo nacional, que goste da publicidade que vou dar, um espaço de revista.

Eu estava gamadona na Pensão Agrícola, mas infelizmente não têm interesse e cobram como eu tendo um negócio de petróleo em vez de bikinis. 

O ano passado fotografei no Ecorkhotel, que adoro, onde já estive instalada mais do que uma vez (podem ler aqui), são de uma simpatia enorme, de uma tranquilidade que recomendo mesmo e tenho a certeza que vou voltar. Foram também de uma disponibilidade espectacular para que pudesse fotografar a colecção de 2018, senti-me mesmo agradecida e adorei o resultado do shooting. Achei que tinha feito uma escolha certeira.

E agora, 2019, comé? Conhecem espaços bonitões do género do moodboard que eu possa contactar? A problemática do espaço demora sempre uma vida a resolver, primeiro para encontrar, depois escolher e depois contactar um de cada vez. É que eu não sou do género de disparar para vários sentidos, receber mais do que um "sim" e depois dizer a alguns "afinal não quero, já tenho outro espaço". Portanto, vou pesquisando um de cada vez, perguntando a um de cada vez (a cena de ser civilizada) e estou a ficar apertada de tempo.

Onde é que estão a passar férias dentro do género das minhas imagens? Não me escondam nada.




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28.6.18

Carmencita, a Herdeira #3


É oficial, a Carmencita já disse a primeira palavra completa, inequívoca. Já repetiu mais do que uma vez, em vários dias. Se ao início tivemos dúvidas, também já a Sirly ouviu estando sozinha com a cria e comentou connosco, então não restam dúvidas.

E é com entoação em português brasileiro: "ooolha!"

Riqueza da mãe vai falar que nem nas novelas da Globo! 


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27.6.18

Casamento à vista



Este ano tenho só um casamento e ainda não decidi nada de nada. Nem vestido, nem sapatos, nem acessórios, ainda não tive tempo para me debruçar sobre isso.

Mas já sugeri à noiva que escolhesse o modelito para calçar no seu dia! 

Muitas vezes mandei fazer sandálias só para mim. Aparecia nas fotos que publicava e durante anos me gabaram os modelitos, o que me deixou a pensar e a trabalhar numa colecção especial. 

Dois anos depois, aqui está: este ano podem contar com uma Bridal Collection, noivas ou convidadas, ficam servidas com saltos como deve ser que não são vertiginosos, com palmilhas acolchoadas, com forro em pele extra macia e com uma injecção oval antiderrapante nas solas de couro (o que me custa uma fortuna mandar fazer).

Sou para lá de suspeita (eu sei), mas adoro esta colecção!

Todos os modelos estão disponíveis online aqui, na ROS LISBON
ou na loja ROS, Atrium Saldanha, piso 2



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24.6.18

Séries: "Narcos"



Trailer aqui

Narcos, que série tão boa! E o trailer não faz justiça à série.

Eu sei, já imensa gente deve ter visto, mas não era o meu caso. Estávamos a ressacar de boas séries, naquele sentimento "o que é que um gajo vê depois de uma série tão boa?" e num lanche de família sugeriram o Narcos. Tínhamos visto um ou dois episódios, ainda não tinha "pegado", mas para a minha tia ver uma série destas tinha de ser mesmo boa. Insistimos com mais uns episódios e ficámos agarrados.

A série foi lançada em 2015 e o bom de ver séries mais antigas é que as temporadas estão todas disponíveis. Não temos de andar a roer as unhas até aos cotovelos aguardando pelo ano seguinte. Na verdade, detesto esse aspecto das séries. O tempo passa, esqueço-me das coisas e não tenho a mesma motivação a ver (ando completamente a apanhar papéis com a The Affair). Gosto é quando está tudo disponível à vontade do freguês. 

E esta série foi maravilhosa de ver, deu-me mesmo gozo. No IMDB tem uma pontuação de 8,9 o que é algo difícil de conseguir. É preciso ser francamente boa para ter mais de um 8 e ter 8,9 é ao nível do genial. E corresponde, não defrauda as expectativas, apenas achei que os primeiros episódios custaram a pegar. 

Narcos é uma série de televisão americana com co-produção colombiana. E não podia ser de outra maneira, aquilo tem mesmo co-produção colombiana! Tantas vezes pensei no dinheiro que deve ter custado fazer a série, está francamente fabulosa e de uma realidade que achamos que sabemos, mas não. A verdade está para lá da imaginação.

A série de três temporadas conta com excelentes actores, várias nomeações, prémios diversos, e surpreendam-se, de repente estamos a olhar para a TV e pensámos "mas este gajo não é português...?" Fomos ver e é mesmo, temos um actor português na série e está muito bem.

Para ver esta série não sei se vos fale na droga, se na corrupção, nos maços de dinheiro, se na droga, se na corrupção, se no egoísmo pessoal, se na droga ou corrupção... aquilo não pára. Cocaína e corrupção, num enredo extraordinário adaptado à TV, mas uma história verdadeira. 

Quem não viu, não percam!



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22.6.18

Amamentação e fórmula


Quando estava grávida preparei tudo para amamentar. Não me faltavam soutiens de amamentação, cremes para os mamilos e outros produtos mil vezes recomendados por outras mães. Já na sala de partos, momentos antes de a Carminho nascer, perguntaram-me se gostaria de colonizar a pele dela encostando-a ao meu corpo e oferecer as maminhas. Claro que queria, nem tive dúvidas!

E assim foi, depois de nascer a Carminho esteve despida sobre o meu corpo e até me mostraram como ela tão bebé, acabada de nascer, quando pousada sobre o meu corpo deslocava-se em direcção às maminhas. Arrastava-se sobre mim, num gatinhar rastejante em direcção à minha mama. Completamente inato.



Dessas primeiras horas resultou esta fotografia, mas infelizmente a amamentação não correu como gostaria, para mim não foi fácil e a Carminho, que nas primeiras horas parecia treinada, perdeu o jeito. Mastigava o mamilo e nada de sucção.

Não há dúvidas que o leite materno é o melhor alimento para os bebés, foi a minha primeira opção, mas não resultando também não havia lugar a dramas. Para mim dar biberão foi uma experiência maravilhosa e muito sentida, tanto que costumo contar que sentia o útero contrair. E foi também embevecida que vi o pai alimentar a Carminho. Funcionou maravilhosamente para mim, para ela e também funcionou como família. Receber uma visita dos avós para dar o lanche à neta foi um ritual dos primeiros meses feito com muito amor.

Entretanto chegaram as papas, as sopas, as frutas, sempre acompanhadas pelo NAN Optipro 2 e depois o NAN Optipro 3.

A Carminho sempre se adaptou bem a esta fórmula, nunca sofreu de cólicas e sempre deu noites de fazer inveja a muitos pais. Escolher um leite infantil foi fácil, no nosso caso, escolhemos a marca NAN apoiados pelo pediatra, com uma qualidade proteica muito próxima do leite materno, com todos os nutrientes necessários a esta etapa de crescimento e da Nestlé, que é marca de confiança, empenhada na investigação do melhor para os nossos bebés.


#NANOptipro4  #Nestlé


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20.6.18

Sopa de espinafres




400 gr. de espinafres congelados ou um pacote de espinafres frescos
3 courgettes 
2 nabos 
2 cebolas 
3 cenouras 

Descascar os legumes, cortar em cubos, lavar, colocar tudo na panela, cobrir com água (eu deito água já a ferver do fervedor eléctrico) e deixar cozer cerca de 15 minutos a partir do momento em que começa a borbulhar.

Desligar o lume, deixar repousar mais 15 minutos com a tampa fechada, bater com a varinha mágica (em turbo para ficar bem cremosa), sal a gosto e na hora de servir, quem gostar, um toque de natas (eu adoro!).


E aproveito o post para uma recomendação que fez diferença em minha casa.

#nãoépublicidade , eu sei que pode parecer um post publicitário, mas não é.

No inverno a Tefal enviou-me umas caixas de conservação Masterseal com tampas que se fechavam em quatro nas laterais. Calhou receber o press kit numa altura em que não parava de pensar na mudança de todas as caixas de conservação da cozinha.

Naquela altura a grande questão para mim estava na sopa. Em minha casa fazem-se litradas de sopa, tinha uma caixa com capacidade para 5L de sopa, mas sentia que perto do fim ficava com o sabor plástico da caixa. Era evidentemente que o sabor da sopa estava alterado. Além disso, via que a caixa ficava tingida pela cores dos legumes, portanto, tinha de ser porosa. Não é segredo: ter caixas de conservação de fraca qualidade é um erro para a saúde, para a conservação dos alimentos e até para o sabor. Estou farta de ler sobre isso, eu sei. Mas é daquelas coisas que uma pessoa deixa andar e eu deixei andar durante anos e anos.

Aquele press kit foi o mote: procurei informação, existem mil tamanhos das Masterseal, são compatíveis com o micro-ondas até 110ºC, com o frigorífico e congelador até -40ºC, prometiam não absorver odores, prolongar o estado dos alimentos e agora, com experiência pessoal, posso mesmo garantir que é verdade. Juro que depois de experimentar recomendo a qualquer alminha.

Nunca mais os alimentos me souberam ao plástico daquela caixa, o material não fica tingido, tenho a certeza que a comida se aguenta mais tempo no frigorífico e têm servido muitos almoços na rua sem derrames na minha mala.

A Tefal tem tampas azuis para as caixas do plástico especial da marca e as caixas/travessas de vidro têm tampas encarnadas. E os modelos grandes de vidro fazem de travessa, é uma maravilha, cozinha-se um gratinado, arrefece na bancada da cozinha e é só colocar a tampa, não temos de usar película aderente para tapar nem transportar o conteúdo da travessa para outras caixas.

Recomendo mesmo, mesmo! Outra vez: eu sei que pode parecer um post publicitário, mas não é. Quem tem destas caixas da Tefal sabe que estou a dizer é verdade e não me deixa mentir. Sintam-se livres de comentar e confirmar para outras leitoras, gosto sempre de dar boas recomendações.




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8.6.18

O sofá da Carmencita


Tenho recebido muitas mensagens perguntando de onde é o sofá da Carmencita que apareceu no InstaStories, é daqui

No entanto, esta é uma informação, não é uma recomendação. 

Procurei mil sofás, tudo sem gracinha nenhuma. Ou são lisos e básicos ou estão cheios de princesas, unicórnios e purpurinas, o que me obrigaria a usar óculos de sol na minha sala. Na procura estava sempre a voltar a este sofá que acho que vi pela primeira vez ainda estava grávida. Nunca me saiu da cabeça.

Acabámos por nos decidir por este. Mas quando chegou foi muito "é isto por 90€?".

É giro, cumpre a função, ela adorou, o tecido parece ser resistente, mas esperava melhor para o preço. O sofá vem com um fecho que não tem patilha no cursor, dizem que é pela segurança das crianças (tenho pouca paciência para estes dramas), abrindo com a ajuda de um clip que temos de ter em casa há outro fecho por dentro que também vem sem patilha no cursor e, pior, o fecho estava estragado, não corria. Não sei se o estragam de propósito para não abrir (ai, a segurança), se tive azar. Foi um filme para abrir, até que se abriu de vez, era recheio por todo o lado e agora tenho de prender o lado de dentro com uma daquelas peças do Ikea para fechar pacotes de comida. 

Foi uma desilusão ver que o sofá tinha enchimento de bolinhas de esferovite e não era de espuma. Por dentro nem sequer tem uma espécie de fronhas com enchimento a preencher o interior do sofá, tem canais e bolinhas de esferovite por todo o lado. Ou seja, para lavar o sofá tenho de enfiar milhões de bolinhas em algum lado.

O sofá também vinha com enchimento a mais, duro. Tive de meter uma concha de sopa no interior e tirar um saco de bolinhas lá de dentro.

Ela adora e é mesmo giro, mas dá vontade de perguntar à marca se por 90€ não querem antes fazer em bom, justificando o preço.






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6.6.18

Capa de patroa!



Há dias, a trabalhar na minha nova loja ROS, estavam uns quantos telemóveis em cima do balcão e pedi a alguém que me trouxesse o meu. 

- Qual deles é que é?
- Que pergunta, vê-se logo! Muahahahah!

Não tem de enganar, vê-se ao longe.

As leitoras perguntaram por esta capa, comprei aqui, custa a loucura de 1,23€, portes gratuitos, é de silicone e muito jeitosa. Ando com ela há semanas e sem coragem de mudar. 



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5.6.18

Feminismo ou histerismo?



Já fumei socialmente, dava-me prazer, mas nunca fui viciada. Podiam passar semanas ou meses sem fumar, não andava de cigarros na mala. Não era uma necessidade, era um prazer que tinha. Hoje em dia não compreendo, faz-me confusão ver fumar, faz-me imensa confusão o que as pessoas estão a fazer ao corpo de forma continuada, diária, às vezes mais do que uma vez na mesma hora, incomoda-me muitíssimo o cheiro e, embora não me tenha tornado fundamentalista a pregar na vida dos outros (cada um sabe de si), dou-me ao direito que pedir que não fumem ao meu lado se não me apetecer e de certeza peço que não fumem em cima da minha filha.

Fico incomodada com o egoísmo de pessoas que fumam dentro do carro com outras pessoas não fumadoras lá dentro. Fico doente se forem crianças, filhos a levar com o cigarro dos pais que se estão nas tintas ao fim do dia no regresso a casa. Desculpem, mas é estar-se nas tintas. Aliás, com tanta coisa de que não se pode usar o telemóvel enquanto se conduz, não tem qualquer lógica ser permitido fumar enquanto se conduz. Sei o motivo (não impedir o consumo) mas nunca percebi o argumento.

Há dias, numa festa, roubei de um cigarro de um amigo. Há mais de dois anos que não fumava, desde que fiquei grávida. Soube-me horrivelmente e devolvi o cigarro.

Ontem o PAM veio de casa de uns familiares com a Carmencita, eu fiquei a trabalhar. Quando chegaram, só de passarem por mim na entrada de casa fizeram-me logo protestar: "vocês tresandam a tabaco!". "E ninguém fumou...", respondeu o PAM. É isto, a casa já está entranhada, cola-se à pele, aos cabelos e à roupa. Não percebo como se vive assim dentro da própria casa e, honestamente, uma pessoa assim não tem muita vontade de ir. Se eu fico incomodada com isto, não imaginam o PAM que discute mesmo com os invasores de espaço.

E isto lembrou-me a polémica da Capazes, largamente avistada no feed do FB, a associação apresentou queixa (aqui) sobre a campanha anti-tabágica, “uma princesa não fuma”. Ainda não tinha lido sobre a queixa nem visto a campanha (aqui). Estava à espera de uma coisa inacreditavelmente ofensiva para a classe feminina, fui ver e a montanha pariu um rato. Era isto? A sério que não deu para perceber que aquilo é uma história de mãe e filha e a cena do "uma princesa não fuma" é uma coisa "pessoal" da história das protagonistas? Aquilo é ofensivo?

Honestamente, isto da Capazes já irrita. Já não é feminismo, é histerismo. Fico mais incomodada com a histeria do que com tudo o resto. Não acho a campanha particularmente boa do ponto de vista "implacável, as pessoas vão pensar duas vezes!", mas também não me ofende. É-me indiferente.

As Capazes parece que vivem numa constante necessidade polémica e tudo o que mexe é ofensivo. Todas as mulheres têm de ser fortes, determinadas, espectaculares. E algumas não são. Eu vejo mulheres que nem uma roupa conseguem escolher, quanto mais ter firmeza e determinação uma vida inteira perante todos. Tudo é motivo de murro na mesa e com isso estão a cair no ridículo, a perder a seriedade e o reconhecimento de quem está de fora.

Qualquer dia temos hermafroditas a fazer campanhas de detergentes, para não ofender as Capazes.

Mas eu entrego uma solução: o preço de um maço de tabaco tem cerca de 90% de impostos que vão para o Estado. É uma pequena mina que convém não abalar muito, pois é uma boa fonte. Ninguém no governo teria tomates para aumentar o maço de tabaco para 20€ ou 30€, que era 1€ ou 1,5€ por cigarro, pois mexia drasticamente no retorno que daria aos cofres do Estado, mas era isso que devia ser feito. Vão lá ver o preço do tabaco nos países do norte da Europa. Os fumadores até pensam duas vezes!

Em suma, temos um governo hipócrita que de um lado divulga campanhas e do outro estende a mão "dá cá o imposto que é meu", uma associação pela igualdade de género histérica e a culpa é da campanha.



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4.6.18

Fiz um peeling superficial


Bom, na verdade fiz dois. E adorei! 

Já foi há alguns meses, foi de passagem que comentei nas redes sociais que estava a fazer peelings, vi muito interesse no assunto e fiquei de dar mais informação. As mulheres têm medo de colocar o rosto em centros duvidosos, o que funciona é o boca a boca, ir com a segurança de alguém que conhecem fez e correu bem. Eu percebo a insegurança, para mim foi igual e fui à CM Clínicas no Parque das Nações por recomendação de uma amiga. Adorei o resultado!

Antes da minha rinoplastia fiz duas sessões de peeling de ácido salicílico (de "sal"), com propriedades esfoliantes e antimicrobianas, que afina a camada superficial da pele, regulariza a oleosidade, e remove pontos negros. Este peeling superficial provoca uma descamação visível dias mais tarde (só me aconteceu no segundo peeling). No fundo é como ser uma cobra e levar a pele a renovar. Podem ver aqui no google imagens de antes e depois deste tipo de peeling.

No momento da aplicação arde um bocadinho, podemos ficar encarnadas, depois ficamos um bocadinho brancas e vamos embora com o produto a actuar mais umas horas. Retiramos já em casa com água. Nos dias seguintes é preciso fazer muita hidratação e sempre, sempre, protecção solar elevada. De preferência um chapéu para andar na rua.

Na altura usei este hidratante da Garnier, custa 6€ e foi uma agradável surpresa. Tinha-o em casa enviado pela marca e adorei. Achei que era boa ideia optar por um hidratante natural, lembrei-me que tinha este guardado, tem 96% de ingredientes de origem natural e não me desiludiu nada. Colocava três ou quatro vezes por dia, zero oleosidade.

O peeling salicílico é óptimo, logo no dia a seguir ao peeling a pele fica extraordinária, tesa, parecemos mais novas. Apenas sugiro que façam numa semana em que não têm um primeiro date ou um casamento, uma entrevista de trabalho, algo que estar a pelar da cara vos possa fazer sentir incomodadas. No entanto, é uma questão de quatro ou cinco dias, não é que fiquem a pelar da cara durante meses.

Eu tenho imensas manchas, a minha pele é um desastre de manchas que eu tenho consciência que (no meu caso) não têm solução com tratamentos superficiais, podem apenas ser melhoradas. Ainda assim, adorei o resultado. Se para mim é bom, imagino para quem não tem manchas!

Devia ter feito mais dois peelings, o objectivo eram quatro, mas entretanto fiz a rinoplastia e é impossível tocar no rosto para fazer extracção de porcarias, pelo que hei-de retomar noutra altura.

A pele está a devolver-me agora todas as asneiras que fiz no passado. Já devem ter ouvido a expressão "a pele tem memória", ou seja, não se esquece do que lhe fazemos e fiz muita estupidez em adolescente, sempre a querer ficar escura como um carvão. Se soubesse o que sei hoje! Mas também, nessa altura não se falava em cuidados como hoje, não havia a variedade de produtos que existem hoje, a protecção solar era no verão e uma miragem no inverno.

Hoje em dia é-me impossível não colocar protecção solar logo a seguir ao banho, está completamente integrado nas minhas rotinas, deixei de apanhar sol na cara e é normal verem-me de panamá na cabeça. Se me virem, não é uma questão de estilo, é mesmo um compromisso que assumi para a vida: sol na cara nunca mais. Nisto, a Carmencita vai aprender muito comigo, vou persegui-la.

Nota: não é recomendação patrocinada, eu procurei a CM Clínicas pelo meu pé através de uma amiga já cliente.




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EGG Electronics x ROS Beachwear




O gozo que me deu "fazer" esta estação! E o mais giro é a história de como chegámos até aqui.

A EGG é uma marca portuguesa que vende estações de tomadas fabricadas em Portugal. Podem ver a ideia do conceito aqui. Já tenho uma destas tomadas no escritório da ROS, há outra na mesa do PAM no escritório de casa e hei-de ter mais uma para a minha mesa igual a esta.

Adoro estas estações, acho de uma criatividade genial tudo o que tem design, é atraente ao olho e na no fundo existe para preencher necessidades básicas. Quem é que gosta de fichas triplas e emaranhados de fios? Se algum dia quiserem criar um negócio, façam-no a partir das vossas necessidades, será sempre algo em que acreditam e que vai servir outras pessoas.

O negócio da EGG é um mega sucesso. Confesso, esta estação EGG Electronics x ROS Beachwear devia ter sido colocada à venda há uns meses, mas houve uma espécie de percalço. Mesmo antes do início de venda previsto, além da própria loja online, a EGG conquistou lugar na FNAC, na Amazon espanhola, na Amazon alemã, na Amazon italiana e na Amazon francesa. Já imaginam o que aconteceu: não havia stock que chegasse para a procura e tivemos de adiar o lançamento para uma altura em que não tivessem de dizer aos cliente "não há".

Mas a história deste casamento da EGG e da ROS é muito mais gira que isso. Deve ter sido há cerca de dois anos, o PAM que é todo interessado por novas tecnologias, leu um artigo sobre as estações de tomadas da EGG quando ainda eram um projecto. Comprou duas estações, uma para mim e outra para ele, que um dia mais tarde haveriam de chegar a casa. Passaram-se uns meses, chegaram, ofereceu-me de surpresa e adorei! Mesmo, mesmo, mesmo!

Mas o PAM tinha-se enganado e adquirido para mim uma capa branca, quando ele pretendia um padrão. Nisto, escreveu à marca para adquirir a tal capa. De lá respondeu uma pessoa muito porreira, sem salamaleques corporativos, numa linguagem jovem e a tratar por "tu". A capa chegou e publiquei nas redes sociais do blogue. Era tão giro que tinha de mostrar e recomendar.

Nisto, chegaram ao Tiago mil mensagens dizendo que o negócio dele, a EGG, estava "na Maçã". Era toda uma histeria das suas amigas e o Tiago, no aeroporto de partida numa viagem de trabalho para fazer crescer a marca, perguntava "mas quem é a Maçã?".

O destino e o diálogo fizeram o resto, tive a ideia de imprimir capas EGG com um padrão ROS, o Tiago adorou a ideia, escolhemos em conjunto um dos padrões mais bem sucedidos, o LEQUE, e tem sido mesmo giro de ver o resultado.

Quem tem estas estações não me deixa mentir: além de darem um jeitão, os fios eléctricos ficam arrumados e ao olho fica bonito. A estação já tem que tempos, é um excelente produto nacional.

Algumas leitoras devem ter bikinis ou fatos de banho neste padrão (este ano há este padrão dentro do género) e identificam-no rapidamente. Também não me deixam mentir: é giro que se farta!

EGG Electronics x ROS Beachwear
disponível aqui



 



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© A Maçã de Eva

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