21.9.18

A Carmencita bebe batidos



Há dias vi um programa sobre escolhas alimentares e impressionou-me: há pessoas que rejeitam completamente legumes e frutas. Simplesmente nem fazem parte da sua lista de supermercado.

Na minha família, isto é impensável. Há legumes todos os dias e em todas as refeições, consumimos imensa sopa e efectivamente sinto falta de mais legumes quando estou fora do país. E não faço esta opção alimentar por ser boa para a saúde, mas porque é realmente o que eu gosto de comer.

Verdade seja dita: no meu caso, fruta é que não tanto. Sou muito mais adepta de legumes do que de fruta (o que não considero grave) mas não quero que a Carmencita seja assim. Teria muito gosto que em adulta retirasse prazer de uma alimentação cheia de “plantas”, do que cresce nas árvores e na terra. Por isso, todos os dias procuro educar-lhe o paladar nesse sentido. Para além de comer sopa ao almoço e jantar, de ter legumes no prato e de comer fruta como sobremesa, de vez em quando incluo alguma fruta extra fazendo uns batidos que têm reacção visível: adora!

Os batidos da Carmencita são simples, bebe sempre de manhã ao pequeno-almoço ou ao lanche e são ainda uma forma de aumentar o consumo de água no dia-a-dia:

210 ml de água
7 medidas de NAN Optipro 4 da Nestlé
Fruta a gosto
Tudo na varinha mágica ou liquidificador

Costumo optar por banana, maçã ou pêra mas, dependendo de quanto tempo falta para a refeição seguinte, por vezes faço tutti-frutti. Não junto manga porque tem fios e pode entupir a tetina do biberão e evito frutas como morangos e kiwi por causa das pepitas (pelo mesmo motivo). A ideia é keep it simple, optando por frutas portuguesas mais tradicionais.

Para quem não sabe como incluir mais fruta no dia-a-dia das crianças ou para quem quer aumentar a sua ingestão de água proporcionando-lhes um teor protéico adequado, os batidos de fruta com NAN Optipro 4 são uma excelente opção. Fica a ideia!

#NANOptipro4  #Nestlé  #NestléBebéPT





SHARE:

18.9.18

Documentário: Bully



Bully, trailer aqui

Cruzei-me com este documentário no Netflix por acaso e decidi ver. Eu e o PAM ficámos num estado de tristeza e apreensão que só nos fazia suspirar. Todas as pessoas deviam ver este documentário, especialmente quem tem filhos. 

Pergunto-me se isto sempre foi assim, se não era assim e passou a ser, se sempre houve disto mas tornou-se muito mais comum e ganhou força ao receber um nome com um estrangeirismo. 

Imaginem a dor de um miúdo de 11 anos para quem ir à escola é um terror tal, que prefere matar-se. 

Qual é o miúdo de 11 anos que pensa em suicídio? O que é preciso fazer-lhe para sentir que essa é a solução e o alívio? Este documentário é absolutamente arrasador, coloca muitas questões, coloca o dedo na ferida, deixa-nos alerta e faz-nos querer estar mais por dentro do que se passa na escola.

Eu tive a minha dose de bullying, não na escola, mas onde vivia. Queria ser amiga de toda aquela gente e andar com os meninos populares. Eu via-os da janela, pareciam divertir-se tanto! Mas não estava autorizada a socializar com aquela gente (a minha mãe sabia o que fazia). Podia dar-me com as minhas vizinhas do prédio, tenho óptimas memórias desse tempo e por extensão delas, nas férias do verão comecei a conhecer algumas pessoas desse grupo num campo liso onde se jogava futebol e eu podia patinar quando não havia jogos. 

Não era o meu meio social. Nunca foi e eles sabiam. Sem que ainda hoje eu saiba explicar como aconteceu, como foi a cadeia de eventos, passei de uma pessoa que só queria fazer amigos e divertir-me com pessoas da minha idade (13 ou 14 anos) para ser motivo de gozação. Se estivessem em grupo e me vissem passar na rua, cantavam em uníssono chamando de "purgante". Para eles eu era o remédio para cagar. Se me vissem passar na varanda, ecoava o "purgante" pela rua outra vez. Cheguei a sair, a sentir a proximidade de algumas pessoas deste grupo nas minhas costas para me escarrarem na roupa. Tinha de voltar a casa, limpar e desejar que não me vissem outra vez para não me cuspirem.

Não era só eu. Ao irmão mais novo de um deles, com problemas cognitivos, cantavam "deficiente". O próprio irmão cantava isto e ria. Uma vida inteira colocado de parte, com problemas cognitivos e dificuldade na fala.

Isto foi há muito tempo, eu não fiquei traumatizada, mas magoou-me e nunca esqueci. E durante muito tempo morri de pena do rapaz que nunca mais vi. Nunca percebi como era possível os adultos permitirem que fizessem isto ao rapaz e hoje percebo que eram tão burros quanto os filhos. Não percebiam a extensão do problema, achavam que se tratava de um episódio sem importância ou não sabiam de todo. No documentário há um rapaz que nos faz doer a alma de tão maltratado que é pelos colegas. Tão maltratado que procura enganar-se a si próprio e tenta convencer-se que muito do mal que lhe fazem afinal é a brincar. 

Toda a vida odiei de morte os bullies. Quando vi este documentário, sendo mãe, eu não sei se não lhes ia à tromba. Eu acho que não me segurava. Por outro lado, bem sei, não podemos promover como castigo exactamente aquilo que condenamos. Então como se resolve? Não sei.

Toda a gente devia ver este documentário. E devia passar nas escolas, logo no primeiro dia de aulas. E todos os bullies reincidentes deviam ser expulsos das escolas. Ser o homem da câmara e filmar este documentário sem meter o dedo nas situações, deve ter sido das coisas mais difíceis que o gajo da câmara fez.

Neste documentário só faltou explorar um lado que nunca vi explorado como deve ser: os pais dos bullies. Sofrem com isto ou vem o argumento "o meu filho nunca faria uma coisa dessas"?

SHARE:

6.9.18

Séries: Ozark




Trailer aqui

Ozark. A série é tão boa que que temo não escrever sobre ela com justiça.

Ingredientes: uma família normal dos EUA, em Chicago, dois filhos, uma rapariga mais velha com os dramas habituais da adolescência, um filho mais novo com inteligência em destaque mas socialmente afastado, um casamento por um fio e de repente, o pai anuncia que vão viver para outras bandas, para uma terra que nada tem a ver com a cosmopolita Chicago. O anúncio era como ir viver para a parvónia., já podem imaginar a reacção pouco positiva.

A mudança era na verdade uma forma de garantir a sua sobrevivência e acabar o trabalho de lavagem de dinheiro para um cartel de droga. Parecem tão normais, mas afinal a ambição do pai colocou-os nas teias do crime, tudo corre mal (ou quase tudo), vão para uma terriola cheia de gente estranha, às tantas uma pessoas pergunta-se: "o que mais pode acontecer a este gajo?". E mais não conto para não estragar!

A série Ozark está a consumir os americanos, tem uma excelente pontuação, estreou o ano passado no Netflix, mas só vi este ano, por insistência do PAM quando acabámos mais uma série. Ele tinha lido qualquer coisa que prometia, vi o trailer e não me inspirou, mas também não tinha mais nada para ver e acabei por ceder. Ainda bem que o fiz!

Os primeiros episódios não são do outro mundo, são mais introdutórios para compreender o contexto, mas a partir do quarto episódio a série entra num ritmo "quero ver maaaais!". E se a primeira temporada dá vontade de continuar, a segunda temporada começa com o pé no acelerador e deixa-nos aos pulos no sofá.

Agora estamos aqui, abandonados, de lágrimas nos olhos, mendigando por mais episódios que só devem sair à rua daqui a um ano. Um ano, senhores!





SHARE:

4.9.18

Salvar o mundo com marmitas na rua

  


Eu quero muita coisa. E na minha lista interminável de coisas que quero, está perder 4Kg (ainda não estou realmente focada para o fazer) e reduzir o consumo de plástico ligado à alimentação diária. Já todos vimos ao longo do verão vídeos de praias completamente dominadas por lixo plástico (exemplo aqui), uma visão aterradora para mim que sou uma freak de reciclagem. Ao ver estes vídeos perguntei-me: apesar de ser cuidadosa, será que algum lixo que eu reciclo vai parar ao mar?

Vi também há tempos uma reportagem sobre a quantidade de paus de cotonetes que se vêem na praia porque as estações de tratamento de resíduos não as conseguem reter. Mas quem é que em consciência atira cotonetes pelo cano?

Acredito que quase todo o plástico que não é reutilizável deveria ser proibido. Devagar se vai ao longe: aboli caixas plásticas de conservação/refeição que não sejam reutilizáveis, reviro os olhos de cada vez que vejo uma palhinha (já acabei com elas há que tempos e até o Starbucks vai fazê-lo). Não quero ver copos, pratos, nem talheres de plástico. Com isto, tenho comido menos vezes na rua comprando fora, controlo o que como porque levo de casa (maior probabilidade de conseguir perder o peso que quero), poupo dinheiro e ainda ajudo o planeta.

#nãoépublicidade , já tinha escrito aqui nesta receita sobre as caixas de conservação da Tefal que descobri depois de me terem enviado um press kit (chamam-se Masterseal) e algumas leitoras colocaram questões: plástico ou vidro?

Oh, se eu tivesse conhecido há mais tempo! Quantas sopas verteram nas minhas lancheiras noutro tempo da minha vida… Nunca tive caixas de conservação tão boas, transporto-as na minha mala de cada vez que faço uma refeição fora de casa sem que uma única vez me tivessem dado um desgosto de fugas. Zero! Não absorvem cheiros e nem tingem.

Claro, podia ter optado pelas caixas da marca iguais mas em vidro (que também tenho e recomendo), mas confesso que para mim não é prático para fazer vida de rua, são mais pesadas e corro o risco de se partirem (e ficar sem refeição). Sinto que estou a ser amiga do planeta ao optar por reutilizar vezes sem conta as mesmas caixas de conservação.

Ainda sou do tempo em que ninguém transportava comida de casa para o trabalho, em que as pessoas quase se sentiam constrangidas a fazê-lo. Hoje em dia é mais do que comum, já ninguém liga e na verdade as pessoas juntam-se nas copas para fazerem as suas refeições. Lembro-me de ter tido alguns “desastres” nas lancheiras, de ficar chateada, mas nunca me lembrei que poderia ter evitado estes dramas se tivesse optado por adquirir caixas boas. Até porque também nunca pensei que existissem caixas verdadeiramente à prova de fugas. Vão por mim, vale a pena a aquisição.



SHARE:
© A Maçã de Eva

This site uses cookies from Google to deliver its services - Click here for information.

Blogger Template Created by pipdig