3.6.19

I love home style #36



Os tapetes e os sofás já estão. A arte está quase. As prateleiras virão.

Vejo a possibilidade de colocar uma estrelícia na sala quase, quase. Mas para isso é preciso a colaboração do homem e isso, riquezas, é cansativo como ter de lidar com as finanças.

É preciso um imenso poder de infernizar a cabeça de um homem. 
Com ele as coisas concretizam-se pelo cansaço.




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31.5.19

É este fim-de-semana!



Uuhhhh, é este fim-de-semana!
Adoro o Summer Market Stylista, só coisas giras e comida boa.

Eu lá estarei com os bikinis e fatos de banho ROS Lisbon.
Apareçam para dizer olá e levar-me uma garrafinha de oxigénio. Ali o trabalho não pára e chego ao fim do mercado como se tivesse sido atropelada.






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30.5.19

Fauna e Flora - que comida tão boa!


O Fauna e Flora é um sítio muito instagramável que eu conheci por via de influencers. De repente toda a gente ia ali e eu também queria ir - não por esse motivo - mas porque de facto a comida nas fotos parecia realmente atraente. E com o que eu gosto de comida e de um brunch, as minhas papilas tinham de passar por ali.

Um dia, já muitos meses depois de saber da existência do espaço, lá rumámos a este café ou restaurante em Santos. A fila era enorme, mas eu estava grávida (acho) e tinha alguma prioridade. Seja como for, esperámos uns bons 40 minutos por mesa. A vontade era muita e a espera não desiludiu.

Desde esse dia voltámos à porta algumas vezes para desistir desiludidos. O sucesso é bom, mas não dá para lidar com aquelas filas de pessoas e tempo de espera. Não sei como está esse aspecto hoje em dia, mas como a vida profissional nos permite, optámos então por adoptar uma estratégia: vamos almoçar em dias da semana e depois da hora típica de almoço. Assim não esperamos, mas tem sempre gente na mesma. Tentamos ir uma vez por mês, mais ou menos.

Desde a primeira vez repetimos os mesmos pratos, é tão bom que não dá para variar. Nunca comi disto noutros restaurantes. Começamos por dividir o açaí bowl (6,50€) que pela sua cobertura de fruta e muesli de excelente qualidade é dos melhores açaí que já comi - sendo que tenho muita experiência de Brasil. A tosta tericow (8,50€) é uma tosta perfeita que poderia comer todos os dias: picadinho de vaca em pão torrado, com abacate, cebola crocante, ovos perfeitamente escalfados (os mais perfeitos que já comi) e rebentos, toda uma combinação de ir ao céu que também dá para dois. Seguem-se umas panquecas guilty (6,50€) de manteiga de amendoim, banana, chocolate quente, amendoins salgados caramelizados, não há explicação e comemos os dois, mas dava para três. Tudo regado a um smoothie paradise (4€).

Riquezas, experimentem. A sério, em nenhum sítio como os paladares que oferecem no Fauna e Flora, é um espaço que adoro, adoro, adoro. Se gostarem dos ingredientes, sigam o nosso cardápio, não vão ficar desiludidos. 

O serviço é bom, o espaço é bonito, o pessoal é simpático e bem disposto, têm uma comunicação muito gira no instagram, eles só pecam pela falta de espaço (imagino que o sucesso tenha superado largamente as expectativas) e pelo facto de fecharem para férias, uma opção muito 1980. 

Recomendo muito! Bués, bués!





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Airbnb: nas costas do Castelo e com uma vista soberba






Riquezas, trago-vos mais um spot de Airbnb onde ficar em Lisboa, com uma vista tãaaao boa que não há olhos que cheguem para a imensidão de cidade que se avista daquelas varandas.

O prédio é dos meus tios, em cima das costas do Castelo de São Jorge, mesmo no centro de Lisboa antiga. Construíram o prédio e num pequeno apartamento no último andar criaram um Airbnb gerido pela minha prima, cujo perfil de Airbnb podem consultar aqui. É uma pro de Airbnb, faz disto vida, está mais do que habituada a receber hóspedes e ajudar no que um hóspede precisa. Também ela tem um rating muito bom.

O apartamento é completamente novo, os olhos agradecem a decoração, tem elevador, tem nota máxima em tudo (limpeza, comunicação, localização, etc.), que isto de quem tem negócios na família é com rigor. Só acho que as fotos não fazem justiça à beleza da vista. Isto requeria fotos profissionais, darei o toque ao meu tio! Portanto, se acham bom, na verdade ao vivo é muito melhor, com mais luz e mais bonito.

As seguidoras do blogue perguntam-me sempre por espaços onde ficar em Lisboa, esta é mais uma boa recomendação. Não escrevo isto porque queira dar negócio aos meus tios, mas porque sei que os hóspedes vão ser bem recebidos, numa óptima localização, a um bom preço e com uma vista de que não se vão esquecer. E porque é muito mais confortável optar por um Airbnb com quem existe uma espécie de relação de "confiança" do que através de totais estranhos. Todos os elogios são verdadeiros.

Se não conseguirem datas nesta casa do Castelo, não fiquem tristes, também em Lisboa têm aqui os dois apartamentos de outra tia minha e aqui e aqui os dois apartamentos da minha irmã. 

A quem interessar um desconto AirBnb, marquem através deste link que está ligado ao meu perfil. Desta forma vão numa espécie de recomendação da minha parte e pagam menos 35€ na primeira noite.

Já tenho feito outras sugestões de Airbnb, tudo experiências pessoais ou pessoas da minha confiança. Em Portugal ou noutros países, para conhecerem as casas onde já estive e recomendo, basta clicar neste link.

Boas viagens!





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29.5.19

Séries: O desaparecimento de Madeleine McCann



Trailer aqui.

O nome dispensa apresentações, poucas serão as pessoas no mundo que não saibam do desaparecimento da Madeleine McCann, quanto mais se forem portugueses. Acompanhei o caso desde o dia zero, na altura era estudante de comunicação e todo aquele aparato mediático era (e continua a ser) digno de estudo.

Esta série que me parece isenta - começa de uma forma e acaba de outra - é tão boa que não há palavras. Está aqui um trabalho jornalístico de juntar peças, de falar com especialistas de todo o mundo, com envolvidos nas investigações de todas as nacionalidades, o resultado é digno de Óscar, se houvesse para trabalhos de investigação.

Talvez importe dizer que eu tenho a convicção de que aqueles pais são pais em sofrimento e que nada têm a ver com o sumiço da criança. Não só tenho essa convicção como é um assunto tão sério, tão grave, uma realidade que me deixa tão melindrada, que eu não tenho paciência para ler/ouvir as teorias da conspiração. E ainda chega a meter-me nojo as piadas que se fazem em torno do assunto.

Sim, há limites para o humor. Enquanto os humoristas acham que tudo é válido, a linha só deve ser traçada se for o filho deles a desaparecer. A sério, a estes parvos que se põem com graçolas, deviam perder os filhos por um dia para abrir a pestana e ver se tinha graça fazer piadas sobre o assunto. Falta-lhes angústia, falta-lhes sofrimento na pele para perceber o que tem piada brincar ou não.

Nem me quero alongar sobre as piadas de parvos, a desgraça alheia não me dá vontade de rir, dá-me antes medo que me possa acontecer a mim, ainda que seja improvável e que apenas uma muito pequena parte da população viva situações destas.

Não existem crimes perfeitos, mas existem crimes escondidos por muito tempo. Espero que este seja um desses casos. Não acredito numa mão cheia de adultos que estão de férias num país que não conhecem, com mais não sei quantos empregados de hotel, mais pessoas na rua, menos carro que não têm, poupem-me... um corpo não é fácil de esconder num par de horas num país desconhecido.

Além disso, há a luta daqueles pais que se empenham numa campanha sem fim e passam os dias a tentar novos focos de atenção, retomar o caso, quando podiam perfeitamente ter deixado o caso entregue às autoridades e sossegar na terra deles. São activos, não descansam e isso não é um álibi.

As mentiras que envolveram o circo mediático foram vergonhosas. Mas a forma como se comportou a nossa polícia foi abaixo dos mínimos. A série dá um retrato da polícia portuguesa abaixo de cão, provincianos, falta de conhecimentos, o Gonçalo Amaral aparece como um tipo armado em xerife tão cheio dele próprio que não coube espaço a linhas de investigação que não fossem as que ele pessoalmente acreditava. Aquele argumento de "os lençóis estavam esticados, parecia que ninguém se tinha deitado na cama", ó filho! Devias ver como ficam os meus lençóis de baixo que têm elástico.

Na investigação mediática não há paciência para a discussão se a mãe tem cara de quem sofre ou não. Sabemos lá que cara de sofrimento faríamos se nos desaparecesse um filho e nos dissessem que tínhamos de representar de determinada maneira em frente aos meios de comunicação para proteger a vida da criança!

A série começa o desaparecimento da miúda, a GNR chega uns 40 minutos depois do alerta (certamente com a criança já a atravessar a fronteira e a chegar a Espanha). Os episódios passam com os pais da Maddie a parecer que "cheiram mal", com uma polícia portuguesa absolutamente vergonhosa até começar a investigação a sério, já bem mais tarde do que seria suposto. Um ano depois?

Os últimos três episódios sorvi-os. O PAM deixou de ver, aquilo estava a causar-lhe uma angústia desgraçada, preferiu deixar de ver, não estava a conseguir lidar com o abrir de portas de uma realidade que jamais pensaríamos existir em Portugal, um país tão pacato. Com a desistência dele fiquei uma noite a acabar de ver a série até às quatro da matina. Deitei-me sem conseguir dormir, acordei a pensar na série, estive dias e dias a pensar no assunto. 

O documentário é assim de bom, acho que era capaz de ver outra vez. Infelizmente é uma história real. Uma história real em que todos os especialistas mundiais apostam na inocência dos McCann (com base nas provas) e depois há o Gonçalo Amaral e os comentadores de redes sociais, o Zé Povinho, que ocupam espaço na internet quais mestres da investigação sem escolaridade obrigatória.


*** MAIS OU MENOS SPOILER ***

O detective espanhol contratado é sublime, inacreditável de ouvir. O que ele conta é de causar arrepios. Não queria estar no lugar dele.

A cena dos cães é completamente parva e inconclusiva. Se o boneco tem o cheirinho a cadáver, pode parecer perfeitamente normal quando os pais são médicos e trabalham em ambiente hospitalar.

Cheirar qualquer coisa num carro que foi alugado depois do desaparecimento da miúda é andar a gozar com as pessoas. Fizeram o quê? Esconderam o corpo debaixo da cama e foram desaparecer com ele mais tarde num carro alugado quase um mês depois?

O milionário que decidiu ajudar os McCann apenas porque sim, é extraordinário. Ajudar é gratificante, (quase) todos sabemos, mas pôr as mãos na massa e poder ajudar na prática deve ser um sentimento muito bom.

As agências e pessoas que se aproveitaram do sofrimento destes pais receberão a lei do retorno. É preciso acreditar nisso.

No dia a seguir ao rapto, aquela cena da mulher em Barcelona é sinistra e altamente suspeita.

Aquele especialista internacional que começa por achar que os pais estão envolvidos para mudar completamente de opinião (com base na sua experiência de investigação) era onde o Gonçalo Amaral devia colocar os olhos.

Fica claro que existe no Algarve uma operação criminosa de tráfico de pessoas.

O pico da série está no 7º episódio, quando uma estrangeira aluga uma casa no Algarve, um dia recebe um homem à porta num falso peditório para um orfanato que não existe (mas ela ainda não sabe). A mulher sente-se desconfortável naquele contacto, sente que ele só olha para a filha atrás dela, sentada no meio da sala a brincar. Despacha o homem e não pensa mais no assunto. No dia seguinte a mulher está sozinha na casa alugada com a filha, desce as escadas com um alguidar de roupa para lavar, faz a curva para a sala e lá está o mesmo homem sinistro de pé junto à filha, no meio da sala, entrado por uma janela. A simulação e descrição deste momento vivido por uma estrangeira de férias no Algarve é uma coisa absolutamente arrepiante. Juro, literalmente me arrepiei toda e levantei os braços à cabeça. É o pico do documentário e a prova de que algo muito estranho se passa no Algarve.


*******

Existem fundos para prevenir e interromper o terrorismo, para travar as drogas, há tanto conhecimento em volta destes dois problemas, mas o desaparecimento de crianças parece ser tão omisso no que toca a esforços de autoridades que não se compreende. E quando alguém nos abre as portas a este mundo, a dimensão é assustadora: todos os anos, POR ANO, desaparecem 25 mil crianças na Austrália, 40 mil crianças no Brasil, 33 mil em Espanha, 424 mil nos EUA e a lista de países continua com números aos milhares. Alguém consegue reflectir e perceber que estes números não sejam uma prioridade tão importante quanto a luta contra o terrorismo?

Em Portugal, em 2006, desapareceram 31 menores. Não acham isto um número muito grande para Portugal? Alguma vez deram conta desta dimensão? Destas, 24 foram entretanto encontradas, 2 foram encontradas mortas, as restantes continuam desaparecidas.

No fim do documentário ficamos a saber que Portugal é um país sem desaparecimentos significativos em número anual quando comparado com outros países, mas acontecem e é palco de passagem para tráfico de mulheres e de menores. Fiquei com a plena consciência disto e sou da opinião que qualquer mãe/pai devia ver esta série, com especial atenção nos últimos episódios, onde focam outras casos, contam como se processam raptos de menores, falam de casos em Portugal, focam as agências que ajudam nestas situações, é tudo de levar as mãos à cabeça. E de não reconhecer o nosso país. 

Por exemplo, não sabia, não tenho mesmo memória deste caso, mas em leituras posteriores à série descobri que em 1996 desapareceu de uma praia em Aljezur, de uma forma inexplicável como que engolido pela terra, um menino alemão, René Hasée, de seis anos. Não me lembro mesmo de mediatização do caso e não se encontra muita coisa online. No entanto, todos os anos, há 17 anos, ali rumam os pais em busca de um filho desaparecido que terá nesta altura 23 anos.

Outro exemplo, desta vez a norte, esta semana dei com esta notícia de um desaparecimento em 1994. Alguém se lembra deste caso? A ser verdade esta notícia, como é que é possível que o caso tenha sido conduzido assim cheio de pontas soltas. E como? Como? Como é que se destroem processos de desaparecidos que nunca apareceram porque já prescreveu? Ao menos entregassem a papelada à família!

Percebo quem seja como o PAM e prefira não saber, mas entre a escuridão da ignorância ou a luz da informação, eu preferi saber. Depois de ver a série, depois de tudo o que fui lendo pela sede de saber mais que o documentário me provocou, nunca mais saí à rua com a Carminho da mesma maneira. Acho mesmo foi para mim um ponto de viragem na forma como vejo a minha filha em sítios públicos e olho para estranhos.

Se eu acredito que a Maddie está viva? Não sei. Se por um lado a lógica me diz que todo o circo que se montou tinha melhor solução com a morte dela, por outro lado existem outros casos em que a probabilidade da morte da/o desaparecida/o era alta, mas 20 ou 30 anos depois aparecem saídos de uma cave escura onde viveram a vida inteira. Nunca se sabe. Mas se pudesse pedir, espero que um dia apareça. Até porque era preciso esfregar isso na cara do Gonçalo Amaral.

A não perder.


"As a parent of an abducted child, I can tell you that it is the most painful and agonising experience you could ever imagine. My thoughts of the fear, confusion and loss of love and security that my precious daughter has had to endure are unbearable - crippling. And yet I am not the victim, Madeleine is", Kate McCann.





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28.5.19

Mergulhos à vista!


Isto de criar colecções de swimwear é um trabalho que para mim já tem alguns anos de experiência, aprendizagem, técnica e muita evolução. Se é verdade que todos os anos gostei das minhas colecções, não é mentira que hoje olho para trás e já não me identifico com algumas criações.

Acho que em nenhum ano quis ter para mim tantos fatos de banho e bikinis como neste ano de 2019. Mas sou uma empresária comedida, ficar com modelos para mim significa custos para a empresa. É evidente que me reservo ao direito de escolher algumas unidades, mas não sou de registo abusador, não tenho um de cada, nem nada parecido. E muitas vezes fico com protótipos que têm pequenos defeitos que só eu sei. Não há lugar a desperdícios.

Se noutros anos era certeira e sabia mais ou menos o que queria, este ano a escolha está complicada. Comecei com uma lista de 14 unidades, pensei "que abuso!" - a contar com os que já tenho e ainda virei a ter - e tenho vindo a reduzir a lista. Esta redução é facilitada pelas críticas negativas do homem aos "não tens idade" e também pelas formas roliças com que me vejo ao espelho e já tiveram melhores dias.

Ainda assim, há modelos de que gosto tanto que mandei fazer em restos de padrões de anos anteriores para aproveitamento. Assim até fico com alguns exclusivos!

Gostos pessoais à parte e sobre o negócio em si, este ano está a ser completamente atípico.

Começaram as vendas, até aqui nas primeiras semanas conseguia perceber rapidamente qual era o modelo que ia sair mais, qual o padrão com mais procura, mas este ano, nada! Não consigo perceber! As vendas são completamente uniformes na escolha do modelo, nos padrões idem, isto nunca me aconteceu, não consigo fazer uma leitura. Espero que a partir da próxima semana, com a abertura oficial da época balnear consiga fazer uma leitura melhor, que é quando começa a época on fire, mas por enquanto sinto que é como ter acertado na lotaria: sai de tudo, não sei quais vão ser os restos de colecção.

E por aí, têm preferidos que me ajude a perceber para onde vai rumar a clientela?

Ficam aqui algumas das minhas fotos preferidas da sessão fotográfica de 2019. Mas enquanto escrevo este post, a minha mesa está cheia de provas de cor para os padrões de 2020. Gosto tanto destes dias!

Adoro o entusiasmo de malhas novas, de cores novas, de ver o tanto de Brasil que ponho nestes padrões, cruzar cores e adivinhar best sellers. Por estes dias vou andar de saco na mão e rumar a casa de pessoas com os padrões de 2020, pedir opiniões à Mamãe, família, amigas, colaboradoras, ver reacções, escutar opiniões, reunir informação e retirar aprendizagem disto tudo.

As provas de cores já estão, a fase de protótipos da colecção 2020 começa na próxima semana. Ainda nem vesti um modelito de 2019 e já estou com um pé em 2020. É bizarro!

Gostar do que se faz é maravilhoso e conseguir fazê-lo com a devida antecedência é ainda melhor ❤ 


Colecção disponível aqui

 
 
 
 
 

Agradecimentos a estas pessoas maravilhosas que tornam tudo possível 

Fotografia by WSA

Modelos ROS 2019

Maquilhagem

Cabelos
Marisa by The LOFT 

Spot

 Acessórios




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Just saying #16



Ando com uma sede de viajar... ui!







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27.5.19

Gostei e comprei #46




Sou uma mulher com coxas e desespero metida dentro de roupa justa, portanto, encontrar calças em que não me sinta a gangrenar é um filme. Não é impossível, mas é trabalhoso, é preciso experimentar muuuuita coisa e o rácio de provas vs compras é baixo.

Mas eis que em provas recentes descobri dois modelitos de calças que respeitam quem tem coxa grossa e por isso se transformaram em compras.

As calças pretas são umas skinny, pasmem-se! Achamos sempre não existem skinny para coxa grossa, mas estas assentam na perfeição e têm um plus fantástico (que é sempre um risco), não são daquelas que passam o dia a escorregar pelas pernas abaixo. Além disso, podemos apanhar uma moeda do chão sem ficar com o rêgo à mostra, o que é de valor. 

O modelito está para o pequeno, comprei um 40 (costumo vestir o 38), a refª é a 5899/055 e têm um nice price de 25,95€. Até estava preparada para comprar mais do que uma cor, pois isto quando se encontram umas skinny de jeito é um achado e convém investir, mas não existe noutras cores, shnif!

Boa compra também foram estas calças caqui jeitosinhas. Não são umas skinny, são umas chino e o que levou a experimentá-las foi o toque do tecido tipo pêssego num material de 98% de algodão. Adoro! Acho sempre que um par de calças me vai desiludir nas formas, fui para o provador com dúvidas, mas assentou lindamente. Adoro ver com as bainhas sobradas, fica impecável com sabrinas, sandálias, botins ou ténis. Não falta versatilidade para combinar. 

Este modelito está para o grande, comprei um 36 (costumo vestir o 38) e acho que se emagrecer vou-me condenar por não ter optado pelo 34, pois alargam bastante logo no primeiro dia de uso. A refª é a 8246/053 e têm o preço de 29,95€. Também não existe noutras cores.

Com muita pena, a ZARA continua a fotografar as suas peças de uma forma muito pouco atraente, nem faz justiça a estes pares de calças. Mas são boa compra, recomendo!

  





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26.5.19

Wildy fest



Trailer aqui.


No Dia da Criança, dia 1 de Junho, o Hello Park em Monsanto vai receber o Wildy, um festival cheio de entretenimento para gozar em família. 

O festival vai estar dividido por actividades: 

A Floresta dos Ritmos by Tronkar, com aulas de música com instrumentos africanos, brasileiros e portugueses.

A Clareira da Mãe Terra, com workshops de olaria para porem as mãos na massa, moldar o barro, serem criativos e levar as obras de arte para casa. 

O Lugar dos Espíritos, onde as actividades são dedicadas ao coração e à gestão das emoções.

Workshops de reciclagem criativa em que os miúdos são desafiados a criar objectos com recurso a materiais recicláveis. 

Workshops de alimentação saudável para os mais pequenos aprenderem truques de culinária. 

Oficinas criativas, pinturas tribais, danças, jogos, teatro, não vão faltar actividades.

O Wildy é um evento de ligação com o meio ambiente e consciência ambiental com uma áurea mágica inspirada na natureza. 

Além disso, o festival tem o Apoio da República das Mamãs e se tem esse selo, é porque é bom, educativo e divertido.

Bilhetes aqui.








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24.5.19

I love home style #35



Para quando eu tiver a minha casa de sonho 







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12.5.19

Sociedade Civil: "Empreendedores de sucesso"



Fui convidada para ir ao programa Sociedade Civil. 
O tema era "Empreendedores de sucesso" e pode ser visto aqui

Não foi a primeira vez que fui à TV, já fui tantas outras vezes que não lembro quantas foram, mas foi sempre num registo de mostrar a ROS Lisbon e as novas colecções. O registo de dar o testemunho de quem está a trilhar um caminho de negócios é muito mais interessante (para mim).

E o que mais gosto disto é o que se aprende na experiência cruzada de quem tem negócios, de ouvir os outros, de poder fazer comparações, adaptações à nossa realidade e produto de mercado. E isso inclui falar de coisas boas e más. Não há pachorra para testemunhos românticos em que tudo é uma maravilha. Não acredito, I don't buy it. E com isso das verdades saiu-me uma afirmação acerca do trabalho das novas gerações que podia ter corrido mal. Mas pelo contrário, foi bem aceite, escreveram-me várias pessoas a falar disso, o que significa que infelizmente (e ainda que existam excepções  que é claro que existem), eu não estarei muito errada.

Também com muita pena, não estava sozinha e tinha colegas entrevistados com quem dividir o tempo, mas adoraria ter falado do inferno que é procurar fornecedores e encontrar fabricantes portugueses que correspondam às PME também portuguesas. Podia escrever um livro!




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8.5.19

Da ideia ao produto final



Quatro fotos: euzinha mergulhada na selva brasileira correndo perigo de ser devorada por felinos de alto porte (tudo pela inspiração), ao desenho do padrão, à foto de produto e à foto de catálogo.

Pelo meio falta o teste de cores na malha, escolher a melhor cor, a chegada das malhas em rolo, a escolha da cor do forro, o protótipo do modelo, arranca a produção, chega a mercadoria, os modelos são organizados em loja, é criado um stock para a loja online, são publicados os artigos online e começam as vendas. Depois é a parte da cliente: exibir-se numa praia!

 Não é um processo giro? 

Brevemente aqui.



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13.4.19

Um dia mato este gajo #94


Consulto umas fotos saídas de um telemóvel do PAM em quadradinhos bem pequenos, abro as imagens que me interessam, fico embevecida com imagens da Carminho bebé, depois aparecem fotos das motas, do PAM-móbil, animais e cenas que não me interessam. Vou passando com o dedo e chego a uma foto numa piscina onde está uma gaja de costas toda boazuda.

O meu coração quase pára. Em milésimos de segundos pergunto-me se será possível que um homem que é meu marido tire fotos a gajas sem o seu conhecimento? Metem-me nojo esses gestos.

Abro a foto. Aumento para ver a tipa e ver se percebo onde foi tirada a foto.

Era eu mais magra. Nas Maurícias. Meu homem que me desculpe, mas nunca soube ter sido assim, gostosa. De tal forma que nem me reconheci, só conheci o bikini.

Quase o matei, foi por uma unha negra. Mas vou perdoar porque ela era mesmo boa.



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4.4.19

Amamentar, sim ou não? - o que eu li


Amamentar, sim ou não - a minha experiência, ler aqui.

Depois de a Carmencita ter nascido, perdi a conta às mulheres que me escreveram por causa da amamentação. Estavam perdidas, queriam uma opinião de alguém de fora, alguém que fosse neutro e que tivesse uma experiência recente. Havia um denominador comum a todas estas mulheres: um sentimento de culpa muitas vezes provocado pela família próxima. Isto deixava-me sempre colérica.

Tocou-me especialmente uma leitora que não estava a conseguir lidar com a amamentação, queria desistir tranquilamente, mas não conseguia na presença diária de uma sogra que a pressionava constantemente. Pela descrição, para esta sogra era o seu momento de poder, mandava na nora e sentia-se o pináculo da sabedoria e maternidade, argumentando que a mulher foi mesmo feita para sofrer. Ela tinha de aguentar, o netinho dela não ia beber leite de lata.

A juntar a este cenário horrível, o pai da criança também não era lá pessoa muito firme, nunca soube pôr a mãe dele no lugar e ia tomando partido ora de uma, ora de outra. Resultado: uma depressão pós-parto. Morri de pena desta leitora, foi um relato horrível de ler.

Outra pessoa me escreveu, curiosamente uma enfermeira: "sou enfermeira (...) Durante a gravidez, tive muitos medos, medo do parto, de estar horas e horas a dilatar (...) Só não tinha medo da amamentação! Sempre achei a "coisa" mais natural do mundo (...) Mas a amamentação foi terrível para mim. Primeiro porque tinha os mamilos rasos e tive que usar mamilos de silicone, e depois porque o meu filho era muito preguiçoso para mamar (...) Como tinha muito leite e o rapaz não dava vazão, depois de mamar lá ia eu para a ordenha na máquina de extracção e tirar litros de leite. Mas o pior ainda estava par vir. comecei a ficar com os mamilos gretados de tal forma que chegaram a ficar em carne viva! Sei que isso é normal acontecer, apesar de todos os cuidados que tinha com os mesmos, pomadas que colocava, etc...

(...) Comecei a sentir-me muito em baixo emocionalmente. Não conseguia sentir amor pelo meu filho, chorei muito, só pensava nas mamas e nas mamadas! Como se não bastasse, tive quatro mastites num mês! Tomei antibiótico atrás de antibiótico, (...) entrei em desespero, só queria secar o leite e acabar com aquele tormento. Fui muitas vezes ao centro saúde, a minha enfermeira de família foi impecável, mas sempre com a mesma ladainha que ainda me irritava mais: "não seques o leite, isso é normal, o primeiro mês é o mais difícil, depois passa", "tira os mamilos de silicone, é mais difícil para ele pegar", "não lhe dês do teu leite pelo biberão, vai habituar-se à tetina e não vai pegar no mamilo", "põe à mama de hora a hora...", blá, blá, blá. Tinha a cabeça em água, ninguém me entendia. 

Quando tive a quarta mastite disse logo que para mim chegava, não queria amamentar mais, estava farta (...) Fui ao hospital, fui observada pela obstetra que disse logo que o melhor era secar o leite. Era uma pena, pois tinha muito leite, mas era o melhor, senão poderia ter um abcesso. No dia em que tomei os comprimidos para secar o leite chorei muito, estava sentir-me culpada por ter tanto leite e desperdiça-lo (...) Ainda dei do meu leite que tinha congelado (...) e entretanto iniciou o leite em pó.

Sou enfermeira, sei o bem que faz o leite materno, mas sinceramente, bendito leite em pó. Desde que começou a fazer o leite em pó, tive muito mais tempo para o meu filho e também para mim. Ressuscitei, literalmente! Sou defensora da amamentação, mas também sou do aleitamento, quer por opção ou por necessidade".

Acho que se consegue perceber o inferno pelo qual esta pessoa passou. Ao optar pelo leite em pó sentiu-se renovada. Estava num estado tal de ansiedade, angústia e tristeza que começou a interferir com os sentimentos que tinha pelo filho. E digam honestamente, isto vale a pena? Em nome do quê?

Durante a gravidez e alguns posts que fui publicando, havia um outro lado, o das mães triunfantes, o das mães que diziam "eu sangrava dos mamilos e não desisti! O meu filho até bolsava sangue!". As minhas sobrancelhas até se levantam, mas pronto, essas maminhas não são minhas. Acho que se a mulher quer passar por essa provação e está convicta de que por maior que seja o sofrimento não quer desistir, tudo bem. É o vive e deixa viver, o cada um sabe de si, sou completamente a favor da opção que a mãe escolher. O que eu acho errado é pressionar a continuar um calvário de amamentação uma mulher que quer desistir.

Com o tempo percebi que alguns conteúdos que circulam na net ou em livros promovem a angústia da mulher. No meu caso não tinha dúvidas quanto à minha vontade, mas há mulheres que não têm essa firmeza, há mulheres que não conseguem pensar direito no pós-parto.

Argumentos que li (juro que li): "as mães sentem-se mal quando não estão a amamentar", "a mãe que amamenta sente-se uma mãe completa", ou "a amamentação é fundamental para que a mãe e o bebé criem laços", pode fazer com que algumas mães se sintam umas aves raras, más mães, mães insuficientes. Isto numa altura em que uma mulher mais necessita de afecto, compreensão e ajuda.

Quando a Carminho tinha sete dias de vida, não evacuava desde o dia anterior, fiquei preocupada. Decidi ligar para o centro de saúde e falar com a minha médica de família para saber se esperava tranquilamente ou se dava um bebegel (ou coisa parecida). Quando me perguntou se estava a amamentar e respondi que não, levei um inacreditável sermão, como se fosse uma miúda. Nunca mais me esqueço a agressividade e de me dizer que a minha filha estava obstipada e a culpa era minha por ter escolhido não dar de mamar.

Fiquei literalmente sem palavras ao telefone, no mais profundo silêncio (o silêncio também é uma forma de resposta), segurando o telefone, deixei-a falar o que ela quis e quando foi altura de desligar, "obrigada, boa tarde". No dia seguinte liguei para o centro de saúde e disse que nunca mais voltaria a ser atendida por aquela médica. Quanto à Carminho, pouco tempo depois do telefonema sujou a fralda, foi uma coisa passageira sem motivos para alarme.

Tenho perfeita consciência de que me habilitaria a uma depressão pós-parto, a um desprazer nos cuidados com a minha filha, se me sentisse obrigada em vez e livre de fazer a minha escolha. E por tudo isto sou a maior fã da possibilidade do leite em pó, a sua existência traz muito mais do que alimento ao bebé, traz partilha de refeições, traz liberdade, traz descanso, traz alívio na rotina, traz mil benefícios que para mim e para a vida do dia-a-dia são muito maiores que os benefícios que o leite materno possa trazer.

Para outras mulheres dar de mamar é o maior prazer, a solução mais fácil e rápida, o desmame faz-se com algum sentimento de tristeza e acho óptimo que assim tenham optado se foi esse o seu desejo.

E ainda sobre este tema das maminhas, temos um casal amigo que um bebé que mamava em regime livre, mas que estavam de rastos, eram zombies, a criança tinha um ano e ainda despertava em média cinco ou seis vezes por noite. Credo! Quando a Carminho nasceu acordava duas vezes por noite e ao fim de três semanas já só acordava uma vez pelas 6h da manhã! Mas again, quem opta pelo regime livre não é assunto meu, não tenho nada contra, apenas não queria para mim.

A criança já tem três anos e ainda não dorme noites inteiras, tem um vício de mama. Não é fome, é vício. E embora eu respeite a opção, é evidente que isto aconteceu porque sempre lhe foi dada a maminha de todas as vezes que quis, às horas que quis.

Este estudo de 2017 da Universidade do Minho é muito interessante. O estudo avaliou o comportamento de sono das crias às duas semanas de idade, aos três e seis meses de acordo com o tipo de aleitamento: amamentação exclusiva, aleitamento materno + artificial e aleitamento artificial exclusivo.

Os resultados mostraram que os bebés amamentados em exclusivo "têm um período de sono mais curto durante a noite aos três meses de idade, do que os bebés em aleitamento artificial exclusivo", "despertam mais vezes durante a noite aos seis meses de idade, do que os bebés em aleitamento artificial exclusivo e têm um período de sono mais curto durante a noite".

I rest my case, sou mesmo team biberão. A minha sanidade mental é importante.

Em suma, sobre amamentar ou não, eu sou pela liberdade de escolha e pela proibição da pressão dos profissionais de saúde ou familiares. Cada mulher deve decidir o que deseja, se quer ter liberdade, paz, tempo para si ou se prefere sujeitar-se às consequências do aleitamento materno. Para mim, qualquer opção é válida, até mesmo se a mulher não quiser dar de mamar só para não estragar as maminhas. Acho um argumento tão válido quanto outros.

Se um dia vier a ter outro bebé (o que é altamente improvável) duvido que opte pela amamentação, mas não digo "nunca". Não tive uma excelente experiência com a Carminho, mas entretanto fiz uma redução mamária com técnica para poder dar de mamar se um dia desejar. O importante é ter opções.





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2.4.19

A NASA aplicada num tratamento de pele


 

Há dias fiz na CM Clínicas (Parque das Nações, Lisboa) um tratamento para dar luminosidade à pele e que foi maravilhoso. Já todas sabemos, o lado mau de alguns tratamentos estéticos são a dor, a vermelhidão, a espera por resultados, não faltam argumentos ao no pain, no gain. Mas no caso deste tratamento não há nada disso, o que é uma alegria! Pelo contrário, é um tratamento cheiroso, indolor, super relaxante e a pele fica logo limpa e bonita. Com tanta tecnologia que se desenvolve, já fazia falta algo que não nos deixasse cheia de marcas e que fosse um momento de prazer.

O Spectrum Mask é esta máscara de luzes LED na foto, uma tecnologia da NASA criada para cicatrizar e melhorar a pele dos astronautas no espaço (privados de luz solar, oxigénio, etc.), mas que agora foi aplicada à estética e resultou num tratamento de pele. A máscara cobre perfeitamente o rosto e o pescoço (que tantas vezes é esquecido) e além das luzes LED tem uma corrente galvânica que facilita a penetração dos activos cosméticos na pele, ajudando a eliminar células mortas, gorduras e a melhorar o fluxo sanguíneo. Ao contrário de alguns tratamentos de pele como o IPL, a Spectrum Mask não dói nem faz calor. Garanto, não se sentem mesmo diferenças de temperatura.

As conclusões desta tecnologia da NASA foi a de que estas luzes LED nas suas diferentes cores têm benefícios sobre a pele, estimulando os tecidos, podendo a cor das luzes ser adequada a diversos tipos de problemas.

Luz encarnada: estimula a produção de colagénio e elastina, melhora o fluxo sanguíneo e diminui a produção de radicais livres (responsáveis pelo envelhecimento da pele).

Luz roxa: além de também melhorar o fluxo sanguíneo e diminuir a produção de radicais livres, desempenha um papel de calmante da pele. 

Luz azul: minimiza os poros dilatados, destrói as bactérias do acne, reduz a produção de sebo, acalma e estimula a pele.


No meu caso, fiz um tratamento de luminosidade. Comecei por uma esfoliação suave da pele, uma massagem óptima, seguida de uma máscara de vitamina C que não enganava ninguém: tinha um maravilhoso cheirinho a laranjas. As máscaras de vitamina C  devolvem vitalidade e luz à pele, ajuda na uniformização do tom da pele, dão aquele ar de quem tem dormido bem, entre outros benefícios. Usei esta máscara de vitamina C e de seguida o protocolo do Spectrum Mask para devolver luminosidade à pele. Existem outros protocolos como o anti-manchas, anti-envelhecimento, combate ao acne, etc.

Coisas boas, o Spectrum Mask pode usar-se como tratamento único ou pode complementar-se com outros tratamentos (como um peeling, por exemplo), é seguro, não tem contra-indicações, não tem efeitos secundários e pode ser usado ao longo de todo o ano, faça chuva, faça sol.

Adorei, recomendo! Para ter uma pele espectacular no verão e minimizar os danos do sol ao longo do verão, esta é a altura perfeita para começar o tratamento, conforme o caso pode recomendar-se de duas em duas ou de três em três semanas.

CM Clínicas, aqui
917 942 251
Lisboa



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1.4.19

Um caril diferente



Há umas semanas cruzei-me com uma receita de caril diferente do que alguma vez li. Adaptei ao meu gosto, passei instruções à Sirly e o resultado foi maravilhoso!

4 peitos de frango (e/ou pernas, para quem preferir)
3 cenouras
3 alho-francês
700ml de leite de côco (daqueles que parecem pacotes de leite)
100ml de leite de vaca
2 colheres de chá de caril
2 dentes de alho
coentros
sal
pimenta
limão
azeite

1. Temperar o frango com limão e sal e reservar.

2. Num tacho, refogar o alho-francês, as cenouras e o alho em azeite. Quando estiver dourado, acrescentar o leite de côco, o leite de vaca, o caril, sal, pimenta e deixar ferver até os legumes ficarem cozidos. Bater o molho com a varinha mágica.

3. Acrescentar o frango e deixar cozinhar.

4. No fim, antes de servir, colocar coentros picados.


Esta receita rende imenso molho que podemos aproveitar para outros pratos ou até congelar. O molho é tão bom que até se come à colher, tipo sopa.

Quando o frango acabou ainda aproveitámos para cozer camarões e uma outra vez cozemos lombos de pescada. Ficou sempre óptimo!







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28.3.19

Carmencita, a Herdeira #4


A minha sogra passou por casa e ofereceu uns óculos de sol à herdeira, desses próprios para os mais pequenos protegerem os olhos em dia de muita luz.

Hoje a cria andou pela casa com os óculos de sol com jeito magnata. Parecia uma diva num iate, nas águas chiques do Mediterrâneo, flutes de leite e comida chique ao pequeno almoço.

Até que ouvi a Sirly reclamar: "isso não é chiqui! Não é nada chiqui, Carjminho!".

A herdeira anda pela casa de óculos com os dedos no nariz e de vez em quando vai colando os macacos do nariz nas lentes dos óculos.

#ascriançassãoomelhordomundo
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4.3.19

I love style #22



A minha cara! 
Alguém me envia este modelito embrulhado? Um 38, sff.
Vai ficar-me impecável, eu sei.




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1.3.19

I love home style #34



Quanto tiver a casa dos meus sonhos o WC de visitas vai ser assim,
com um papel de parede que me transporte para terras de Vera Cruz.

Papel de parede daqui. Auch!




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28.2.19

Um dia mato este gajo #93


Em casa, eu e o PAM dividimos o escritório. O que algumas vezes é uma maçada, ele faz muito barulho, pensa em voz alta e aquilo encanita os meus nervos.

Mas há dias o homem estava ao telefone com os seus business e eu ouvi a conversa. Era inevitável ouvir, procurei interrompê-lo para mandar a minha posta de pescada, mas o homem baixou o telefone e respondeu irritado:

- O que é que queres?! Que chata! O que é que queres saber? Estou a tratar de tudo, já tenho o Manel das Couves que vai tratar do contrato e disto e daquilo, está tudo controlado!

- Eu quero ajudar: isso não pode ser facturado assim, senão as finanças entendem que esse bolo é todo teu quando não é. Tens de separar assim e assado para pagares menos impostos, senão vais pagar uma percentagem em imposto sobre um valor que não é teu.

PAM fica a pensar em retiro espiritual. Olha para mim pensativo... faz contas no telefone... as sobrancelhas sobem e descem acompanhando o novo raciocínio... números para aqui e para acolá, prensa os lábios e assume:

- Pois...

Contas feitas, fiz o homem ganhar mais mil euros por ano.

Eu nem quero ser daquelas pessoas "não eras ninguém sem mim na tua vida" ou "toda a gente quer uma maçadora destas na sua vida", mas isto é óbvio. Qualquer contribuinte quer uma Maçã na sua vida!

Quando for a época deixo-lhe um melão na secretária.

Assina,

A Chata.




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27.2.19

Just saying #16






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26.2.19

As minhas cirurgias plásticas - Perguntas & Respostas II



As minhas cirurgias plásticas - Perguntas & Respostas I, ler aqui

Lembro-me bem que nas consultas, em conversa sobre cirurgias várias, o Dr. João Bastos Martins me perguntou opinião: por que motivo as cirurgias plásticas são um tabu, ao ponto de se esconder em sociedade? E eu não sei se tenho uma opinião formada sobre isto porque não me consigo colocar na pele de quem toma a opção de esconder.

Por um lado acho que só alguém muito fraco de carácter é que nega cirurgias plásticas que fez, em alguns casos evidentes. Até admito que uma pessoa possa responder "não falo sobre isso", o que é parvo na mesma, mas ao menos não nega a verdade e poupa-se a passar por mentiroso/a. Por outro lado, apenas uma tremenda insegurança sobre um aspecto que se pretendeu melhorar é que impede que uma pessoa fale num assunto destes. Afinal, qual e o mal de querer melhorar? Não queremos todos tratar dos dentes e ter dentes bonitos? Por que não aplicar o mesmo raciocínio a umas mamas?

Nunca fiz segredo das minhas cirurgias plásticas e até faço piadas. Há dias numa festa, um grupo de amigos comparava narizes e heranças genéticas no formato. Nesse grupo estava uma pessoa que eu tinha acabado de conhecer virou os olhos para mim e respondi: "não vale a pena olhar para mim, este nariz foi comprado!".

As minhas cirurgias deram que falar no blogue, mas também noutras páginas (que, claro, outras pessoas me avisaram). Estes comentários que publico abaixo não foram deixados na minha página e as autoras escreveram num registo de fofoca, cheias de preconceitos.

Quando li estes comentários percebi que é exactamente por estes gestos que algumas pessoas escondem as suas cirurgias plásticas: não estão para se submeter ao escrutínio da sociedade. O que é uma pena, porque honestamente, o que se lê abaixo não passa de um exercício de tontas desocupadas.

"Confesso que também me faz alguma confusão, tanta plástica numa pessoa só e ainda tão nova. À primeira vista, parece-me “apenas” uma pessoa muito insegura, com algumas coisas do passado para resolver (...) se calhar é só uma forma de dizer que tem dinheiro e talvez por isso, tanta exposição".

"Não me faz confusão a exposição das cirurgias, mas sim a necessidade de as fazer. A jovem em causa no blog aparenta ser tão segura de si, auto-estima em grande e no entanto esta necessidade em fazer cirurgias transparece uma certa insegurança. Faço figas para que fique tão gira como a doña Letizia do Montijo".

"É verdade que são coisas da vida dela, mas a exposição online dá nisto. Todos queremos opinar. E sim, parece também querer mostrar a si própria que o dinheiro lhe resolve alguns problemas. Em termos de personalidade parece que não bate a bota com a perdigota. Revela insegurança e ao mesmo tempo muita futilidade naquela cabeça".

Eu leio isto, procuro construir uma linha de raciocínio, mas honestamente fico bloqueada. O que responder a este tipo de comentários? É daquelas coisas que por um lado mais vale ficar quieta, não é que eu vá ensinar alguma coisa a pessoas convictas da verdade sobre mim, mas por outro lado é preciso combater o preconceito. E além disso, eu posso afirmar que NAAAAAADA no mundo vindo de gente desta estirpe abala a satisfação de termos realizado a cirurgia que tanto queríamos.


Idade vs. Cirurgia Plástica
Existe uma relação? Eu não sei bem qual foi o raciocínio de quem escreveu este comentário, mas eu reduzi as maminhas porque as tinha grandes, há uma idade para isso? Conheço quem o tenho feito aos 18 anos! Orelhas de abano, se podemos fazer uma correcção em criança, para quê esperar pela idade adulta sem gostarmos de nos ver ao espelho uma vida inteira? No entanto, se uma miúda de 18 anos quer fazer um lifting ao rosto, estamos a entrar no campo de percepção física alterada, de facto não seria normal. Esse seria um caso sem indicação de cirurgia, mas não serve de exemplo para nenhuma das cirurgias que eu fiz.

Insegurança vs. Cirurgia Plástica
As pessoas verdadeiramente inseguras não fazem cirurgias plásticas, são dominadas pelo medo.
Já as que têm algum receio mas não se deixam dominar e procuram muito um resultado, a vontade prevalece. E por sua vez as pessoas que escondem e negam, essas sim são as inseguras. A insegurança é isso mesmo, uma incapacidade de falar abertamente no assunto.

A cirurgia plástica pode corrigir situações físicas que provoquem insegurança, mas não corrige as questões psicológicas. De resto, diante de uma faixa da sociedade como a representada nestes comentários, só alguém seguro de si assume que faz cirurgias plásticas para melhorar certos aspectos do seu corpo. A mim parece-me perfeitamente normal, nem todas gostamos disto ou daquilo em nós. Volto a dar o exemplo dos dentes: também coloquei aparelho e faço branqueamentos, e aí ninguém comenta que "não é normal". E coloquei aparelho nos dentes aos 30 anos. Os meus dentes eram feios, eu queria tê-los bonitos, corrigi, assumi. E hoje em dia adoro os meus dentes.

Futilidade vs. Cirurgia Plástica
"Todos queremos opinar (...) em termos de personalidade parece que não bate a bota com a perdigota (...) revela insegurança e ao mesmo tempo muita futilidade naquela cabeça". Pessoa escreve este comentário e eu sou a fútil. I rest my case.

Dinheiro vs. Cirurgia Plástica
"É só uma forma de dizer que tem dinheiro". Exacto, fui fazer cirurgias plásticas que nem tinha vontade, mas pronto, assim uma pessoa sempre mostra que tem guito para fazer cirurgias plásticas que depois da cirurgia... gasta! Excelente raciocínio.


Há mais perguntas por aí? Fico contente de poder ajudar. Adorei os meus resultados e a qualidade de vida de ter umas maminhas mais pequenas... é tão boa que nem sei descrever!




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25.2.19

Séries: Peaky Blinders



Trailer aqui

O Peaky Blinders foi sugestão de uma leitora ao mesmo tempo que o PAM leu boas críticas, mas eu não estava para ali virada. O homem insistiu e uma relação é feita de cedências e, pronto, lá experimentei dar uma oportunidade. Ao fim do terceiro episódio era ele quem estava pronto a desistir, mas a mim já me aguçava a curiosidade. Ao quinto episódio estávamos os dois rendidos e devorámos as quatro temporadas que existem em pouco tempo.

O mal desta série está apenas nos primeiros episódios que não são muito interessantes, embora percebo que sejam introdutórios e necessários. E só isso justifica que não ande o mundo inteiro a falar desta série porque é absolutamente sublime. E o trailer, se fosse pelo trailer não via a série, é de facto muito fraco, não lhe faz justiça, quase nem tenho vontade de o publicar junto ao texto.

Não há, não existe, nunca vi uma série com uma fotografia destas. É absolutamente genial, apetece dizer palavrões para reforçar a admiração, é indiscutivelmente de prémio. Em casa temos uma TV gigante de tecnologia moderna (para compensar o cinema que perdemos depois de a Carminho nascer) e tenho a certeza que ver num ecrã destes ou numa TV pequena e mais antiga, fará toda a diferença. Numa TV realmente grande é possível poder apreciar todos os pormenores, os movimentos, os fumos, os nevoeiros, as sombras... É sublime, é genial, não me poupo a elogios, não sei se já disse que é genial. É de tal forma bom que várias vezes ao longo das temporadas suspirámos a falar alto: "olha-me esta fotografia...!". Quem viu não me deixará mentir.

A série é inglesa e os Peaky Blinders são uma família de gangsters que vivem num bairro manhoso de Birmingham, onde semeiam o respeito na base do medo e gerem um negócio ilegal de apostas. São conhecidos por transportar lâminas entaladas na dobra dos chapeús e acho que o nome blinder vem daí, pois nas lutas davam com os chapeús nos olhos dos inimigos. Mas não posso jurar e sei que o gang de facto existiu. É uma série com violência, mas não é o registo de termos de virar a cara, de fazer demasiada impressão. Está tão bem feito que a impressão que nos fizer passa também pela nossa imaginação.

O actor principal veste a pele de Thomas Shelby (notável e ganhou um prémio pela interpretação), é o líder da família, quem toma decisões e dá ordens, mas logo após a Primeira Guerra Mundial, regressa a casa com um stress pós-traumático que esconde da família. Eles são cinco irmãos, não têm mãe, foram abandonados pelo pai, e a única figura familiar mais velha é uma tia machona com pulso de aço. Todos a viver num miserável e poluído bairro inglês, nos anos 20, Thomas tem uma vontade desmedida de ser mais do que um bandido, sabe que é inteligente mas teve pouca sorte no meio que nasceu e então vê na ilegalidade, nos esquemas e na corrupção, o único meio para a ascensão social que tanto deseja.

A primeira temporada começa pelos anos 20 e eu posso jurar: fazer esta série custou uma fortuna! Está tudo conforme a época, ao pormenor, e à medida que que as temporadas avançam com as décadas, todos aqueles cenários se transformam, os carros, as roupas, as mobílias, o requinte, é delicioso!

Não menos impressionante é a música. Brutal! Arctic Monkeys, PJ Harvey, Radiohead, David Bowie, Leonard Cohen, criaram umas interpretações maravilhosas que encaixam nas cenas como uma luva. Na perfeição, diria mesmo. E, claro, além de uma boa TV, um bom sistema de som também valoriza a forma como entramos dentro desta série!

E pronto, está aqui uma pessoa sedenta à espera de mais.

Mais sobre a série da Netflix, aqui.




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22.2.19

Um dia mato este gajo #92


Maçã Maria estava sentada algures na estratosfera a trocar mensagens com uma amiga. Estávamos ali num modo meio adolescente sem consequências, primeiro a falar de trabalho, depois a escorregar para a porquice e a fazer piadas sobre as qualidades físicas de um fornecedor mútuo que nos enche o olho (e para o qual não temos idade).

Oooh... mas se tivéssemos idade, já estou a imaginar altas cenas de verão, o homem de calções, metro e meio de ombros, caipirinha na mão e o futuro logo se via.

Honestamente, nem somos do tipo físico, mas aquele conjunto funciona muito bem e nós não estamos mortas.

Sem notar, eu estava no meu mundo a sorrir para o ecrã de telefone e a gostar de todas as piadas que a minha amiga ia enviando naquela pequena paródia.

PAM olha para mim. PAM faz cara de quem me apanha em flagrante:

Estás a rir? Já te peidaste, não foi? 
Não me mintas, eu conheço-te muito bem! Não tarda já me está a cheirar!

É isso, aliviei-me. Não vou contestar.





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© A Maçã de Eva

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