28.2.19

Um dia mato este gajo #93


Em casa, eu e o PAM dividimos o escritório. O que algumas vezes é uma maçada, ele faz muito barulho, pensa em voz alta e aquilo encanita os meus nervos.

Mas há dias o homem estava ao telefone com os seus business e eu ouvi a conversa. Era inevitável ouvir, procurei interrompê-lo para mandar a minha posta de pescada, mas o homem baixou o telefone e respondeu irritado:

- O que é que queres?! Que chata! O que é que queres saber? Estou a tratar de tudo, já tenho o Manel das Couves que vai tratar do contrato e disto e daquilo, está tudo controlado!

- Eu quero ajudar: isso não pode ser facturado assim, senão as finanças entendem que esse bolo é todo teu quando não é. Tens de separar assim e assado para pagares menos impostos, senão vais pagar uma percentagem em imposto sobre um valor que não é teu.

PAM fica a pensar em retiro espiritual. Olha para mim pensativo... faz contas no telefone... as sobrancelhas sobem e descem acompanhando o novo raciocínio... números para aqui e para acolá, prensa os lábios e assume:

- Pois...

Contas feitas, fiz o homem ganhar mais mil euros por ano.

Eu nem quero ser daquelas pessoas "não eras ninguém sem mim na tua vida" ou "toda a gente quer uma maçadora destas na sua vida", mas isto é óbvio. Qualquer contribuinte quer uma Maçã na sua vida!

Quando for a época deixo-lhe um melão na secretária.

Assina,

A Chata.




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27.2.19

Just saying #16






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26.2.19

As minhas cirurgias plásticas - Perguntas & Respostas II



As minhas cirurgias plásticas - Perguntas & Respostas I, ler aqui

Lembro-me bem que nas consultas, em conversa sobre cirurgias várias, o Dr. João Bastos Martins me perguntou opinião: por que motivo as cirurgias plásticas são um tabu, ao ponto de se esconder em sociedade? E eu não sei se tenho uma opinião formada sobre isto porque não me consigo colocar na pele de quem toma a opção de esconder.

Por um lado acho que só alguém muito fraco de carácter é que nega cirurgias plásticas que fez, em alguns casos evidentes. Até admito que uma pessoa possa responder "não falo sobre isso", o que é parvo na mesma, mas ao menos não nega a verdade e poupa-se a passar por mentiroso/a. Por outro lado, apenas uma tremenda insegurança sobre um aspecto que se pretendeu melhorar é que impede que uma pessoa fale num assunto destes. Afinal, qual e o mal de querer melhorar? Não queremos todos tratar dos dentes e ter dentes bonitos? Por que não aplicar o mesmo raciocínio a umas mamas?

Nunca fiz segredo das minhas cirurgias plásticas e até faço piadas. Há dias numa festa, um grupo de amigos comparava narizes e heranças genéticas no formato. Nesse grupo estava uma pessoa que eu tinha acabado de conhecer virou os olhos para mim e respondi: "não vale a pena olhar para mim, este nariz foi comprado!".

As minhas cirurgias deram que falar no blogue, mas também noutras páginas (que, claro, outras pessoas me avisaram). Estes comentários que publico abaixo não foram deixados na minha página e as autoras escreveram num registo de fofoca, cheias de preconceitos.

Quando li estes comentários percebi que é exactamente por estes gestos que algumas pessoas escondem as suas cirurgias plásticas: não estão para se submeter ao escrutínio da sociedade. O que é uma pena, porque honestamente, o que se lê abaixo não passa de um exercício de tontas desocupadas.

"Confesso que também me faz alguma confusão, tanta plástica numa pessoa só e ainda tão nova. À primeira vista, parece-me “apenas” uma pessoa muito insegura, com algumas coisas do passado para resolver (...) se calhar é só uma forma de dizer que tem dinheiro e talvez por isso, tanta exposição".

"Não me faz confusão a exposição das cirurgias, mas sim a necessidade de as fazer. A jovem em causa no blog aparenta ser tão segura de si, auto-estima em grande e no entanto esta necessidade em fazer cirurgias transparece uma certa insegurança. Faço figas para que fique tão gira como a doña Letizia do Montijo".

"É verdade que são coisas da vida dela, mas a exposição online dá nisto. Todos queremos opinar. E sim, parece também querer mostrar a si própria que o dinheiro lhe resolve alguns problemas. Em termos de personalidade parece que não bate a bota com a perdigota. Revela insegurança e ao mesmo tempo muita futilidade naquela cabeça".

Eu leio isto, procuro construir uma linha de raciocínio, mas honestamente fico bloqueada. O que responder a este tipo de comentários? É daquelas coisas que por um lado mais vale ficar quieta, não é que eu vá ensinar alguma coisa a pessoas convictas da verdade sobre mim, mas por outro lado é preciso combater o preconceito. E além disso, eu posso afirmar que NAAAAAADA no mundo vindo de gente desta estirpe abala a satisfação de termos realizado a cirurgia que tanto queríamos.


Idade vs. Cirurgia Plástica
Existe uma relação? Eu não sei bem qual foi o raciocínio de quem escreveu este comentário, mas eu reduzi as maminhas porque as tinha grandes, há uma idade para isso? Conheço quem o tenho feito aos 18 anos! Orelhas de abano, se podemos fazer uma correcção em criança, para quê esperar pela idade adulta sem gostarmos de nos ver ao espelho uma vida inteira? No entanto, se uma miúda de 18 anos quer fazer um lifting ao rosto, estamos a entrar no campo de percepção física alterada, de facto não seria normal. Esse seria um caso sem indicação de cirurgia, mas não serve de exemplo para nenhuma das cirurgias que eu fiz.

Insegurança vs. Cirurgia Plástica
As pessoas verdadeiramente inseguras não fazem cirurgias plásticas, são dominadas pelo medo.
Já as que têm algum receio mas não se deixam dominar e procuram muito um resultado, a vontade prevalece. E por sua vez as pessoas que escondem e negam, essas sim são as inseguras. A insegurança é isso mesmo, uma incapacidade de falar abertamente no assunto.

A cirurgia plástica pode corrigir situações físicas que provoquem insegurança, mas não corrige as questões psicológicas. De resto, diante de uma faixa da sociedade como a representada nestes comentários, só alguém seguro de si assume que faz cirurgias plásticas para melhorar certos aspectos do seu corpo. A mim parece-me perfeitamente normal, nem todas gostamos disto ou daquilo em nós. Volto a dar o exemplo dos dentes: também coloquei aparelho e faço branqueamentos, e aí ninguém comenta que "não é normal". E coloquei aparelho nos dentes aos 30 anos. Os meus dentes eram feios, eu queria tê-los bonitos, corrigi, assumi. E hoje em dia adoro os meus dentes.

Futilidade vs. Cirurgia Plástica
"Todos queremos opinar (...) em termos de personalidade parece que não bate a bota com a perdigota (...) revela insegurança e ao mesmo tempo muita futilidade naquela cabeça". Pessoa escreve este comentário e eu sou a fútil. I rest my case.

Dinheiro vs. Cirurgia Plástica
"É só uma forma de dizer que tem dinheiro". Exacto, fui fazer cirurgias plásticas que nem tinha vontade, mas pronto, assim uma pessoa sempre mostra que tem guito para fazer cirurgias plásticas que depois da cirurgia... gasta! Excelente raciocínio.


Há mais perguntas por aí? Fico contente de poder ajudar. Adorei os meus resultados e a qualidade de vida de ter umas maminhas mais pequenas... é tão boa que nem sei descrever!




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25.2.19

Séries: Peaky Blinders



Trailer aqui

O Peaky Blinders foi sugestão de uma leitora ao mesmo tempo que o PAM leu boas críticas, mas eu não estava para ali virada. O homem insistiu e uma relação é feita de cedências e, pronto, lá experimentei dar uma oportunidade. Ao fim do terceiro episódio era ele quem estava pronto a desistir, mas a mim já me aguçava a curiosidade. Ao quinto episódio estávamos os dois rendidos e devorámos as quatro temporadas que existem em pouco tempo.

O mal desta série está apenas nos primeiros episódios que não são muito interessantes, embora percebo que sejam introdutórios e necessários. E só isso justifica que não ande o mundo inteiro a falar desta série porque é absolutamente sublime. E o trailer, se fosse pelo trailer não via a série, é de facto muito fraco, não lhe faz justiça, quase nem tenho vontade de o publicar junto ao texto.

Não há, não existe, nunca vi uma série com uma fotografia destas. É absolutamente genial, apetece dizer palavrões para reforçar a admiração, é indiscutivelmente de prémio. Em casa temos uma TV gigante de tecnologia moderna (para compensar o cinema que perdemos depois de a Carminho nascer) e tenho a certeza que ver num ecrã destes ou numa TV pequena e mais antiga, fará toda a diferença. Numa TV realmente grande é possível poder apreciar todos os pormenores, os movimentos, os fumos, os nevoeiros, as sombras... É sublime, é genial, não me poupo a elogios, não sei se já disse que é genial. É de tal forma bom que várias vezes ao longo das temporadas suspirámos a falar alto: "olha-me esta fotografia...!". Quem viu não me deixará mentir.

A série é inglesa e os Peaky Blinders são uma família de gangsters que vivem num bairro manhoso de Birmingham, onde semeiam o respeito na base do medo e gerem um negócio ilegal de apostas. São conhecidos por transportar lâminas entaladas na dobra dos chapeús e acho que o nome blinder vem daí, pois nas lutas davam com os chapeús nos olhos dos inimigos. Mas não posso jurar e sei que o gang de facto existiu. É uma série com violência, mas não é o registo de termos de virar a cara, de fazer demasiada impressão. Está tão bem feito que a impressão que nos fizer passa também pela nossa imaginação.

O actor principal veste a pele de Thomas Shelby (notável e ganhou um prémio pela interpretação), é o líder da família, quem toma decisões e dá ordens, mas logo após a Primeira Guerra Mundial, regressa a casa com um stress pós-traumático que esconde da família. Eles são cinco irmãos, não têm mãe, foram abandonados pelo pai, e a única figura familiar mais velha é uma tia machona com pulso de aço. Todos a viver num miserável e poluído bairro inglês, nos anos 20, Thomas tem uma vontade desmedida de ser mais do que um bandido, sabe que é inteligente mas teve pouca sorte no meio que nasceu e então vê na ilegalidade, nos esquemas e na corrupção, o único meio para a ascensão social que tanto deseja.

A primeira temporada começa pelos anos 20 e eu posso jurar: fazer esta série custou uma fortuna! Está tudo conforme a época, ao pormenor, e à medida que que as temporadas avançam com as décadas, todos aqueles cenários se transformam, os carros, as roupas, as mobílias, o requinte, é delicioso!

Não menos impressionante é a música. Brutal! Arctic Monkeys, PJ Harvey, Radiohead, David Bowie, Leonard Cohen, criaram umas interpretações maravilhosas que encaixam nas cenas como uma luva. Na perfeição, diria mesmo. E, claro, além de uma boa TV, um bom sistema de som também valoriza a forma como entramos dentro desta série!

E pronto, está aqui uma pessoa sedenta à espera de mais.

Mais sobre a série da Netflix, aqui.




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22.2.19

Um dia mato este gajo #92


Maçã Maria estava sentada algures na estratosfera a trocar mensagens com uma amiga. Estávamos ali num modo meio adolescente sem consequências, primeiro a falar de trabalho, depois a escorregar para a porquice e a fazer piadas sobre as qualidades físicas de um fornecedor mútuo que nos enche o olho (e para o qual não temos idade).

Oooh... mas se tivéssemos idade, já estou a imaginar altas cenas de verão, o homem de calções, metro e meio de ombros, caipirinha na mão e o futuro logo se via.

Honestamente, nem somos do tipo físico, mas aquele conjunto funciona muito bem e nós não estamos mortas.

Sem notar, eu estava no meu mundo a sorrir para o ecrã de telefone e a gostar de todas as piadas que a minha amiga ia enviando naquela pequena paródia.

PAM olha para mim. PAM faz cara de quem me apanha em flagrante:

Estás a rir? Já te peidaste, não foi? 
Não me mintas, eu conheço-te muito bem! Não tarda já me está a cheirar!

É isso, aliviei-me. Não vou contestar.





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21.2.19

Amamentar, sim ou não? - a minha experiência


Não é difícil de adivinhar, o post vai ser polémico. A tensão sobe e o coração fica descompassado quando um texto sobre amamentação aterra na internet. Assim, às pessoas que ficam mais acesas com a temática, peço por favor que façam contribuições construtivas e mantenham os ânimos calmos. Quem não gostar pode sempre fechar a página.




A Carmencita já vai fazer dois anos e nunca escrevi aprofundadamente sobre a minha experiência de amamentação (até o pós-parto aguarda post). Eu sabia que já tinha abordado o tema algures, procurei e fui descobrir o post aqui. É de 2011. E o curioso de reler este texto tão antigo foi perceber que não mudei muito a maneira de pensar. Podia ter acontecido, não vinha mal ao mundo, os anos passam e mudamos os nossos interesses, hábitos e formas de pensar, mas não se deu uma grande transformação no que toca a este tema.

Parece inacreditável vindo de mim, mas ao longo da gravidez preparei tudo para dar de mamar. Oh, se gastei dinheiro! Eu tinha sete soutiens de amamentação! Que agora jazem novos, reluzentes, num saco sem que saiba o que lhes fazer.

É verdade que nunca fui fã da ideia de amamentar, não sei explicar o motivo. Tenho uma amiga que procurava converter-me, dizendo que era um momento de união especial e único, mas eu não chegava lá, não me tocava no coração.

Durante a gravidez, pedi opiniões no blogue e muni-me de tudo o que havia no mercado para me ajudar na missão amamentação. Fiz esta lista com as vossas sugestões:


1. Biberons AVENT da Philips. Escolhi a gama natural, aproveitei uma promoção para comprar cinco e são os biberons que ainda usamos. Com o tempo fui só comprando tetinas, à medida que os bebés crescem mudam as tetinas que têm mais furos para passar maior quantidade de leite. Nunca me desiludiram, recomendo muito. Passei também por vários escovilhões de limpeza que se desfizeram, o da Avent é mesmo o melhor, devia ter comprado logo junto com os biberons, os outros só serviram para acabar no lixo.

2. e 3. Creme antiestrias da ISDIN e da BARRAL. Não são bem um essencial à amamentação, mas foram essenciais para mim para evitar ficar com a pele das maminhas estragadas. Ia alternado, cumpriram, a gravidez não me deixaram uma única estria para contar a história (e entretanto fiz uma redução mamária).

4. Purelan, o famoso creme da Medela para evitar ficar com mamilos gretados e que se pode colocar entre as mamadas.

5. Soutien da Chicco. Eu disse que comprei sete soutiens para amamentar, são da H&M, da Primark e nenhum deles éfoi como este da Chicco que coloco na imagem. É tão bom, tão bom que o usei mesmo sem estar a dar de mamar. Recomendo muito!

6. Almofada de amamentação Boppy, na Chicco. Se vão ter um bebé, têm de ter uma almofada destas. É excelente para amamentar, para dar biberon, mais tarde para sentar o bebé que ainda não se aguenta sozinho, para fazer "barreira", acreditem, é um óptimo investimento que dá para várias ocasiões.

7. Creme de mamilos da ISDIN. Usei ainda grávida nas últimas duas semanas de gravidez, numa espécie de preparação.

8. Bolsas de gel no frigorífico para a subida de leite (em vez de ervilhas, sempre é mais simpático e não fica a cheirar a podre).

9. Discos de hidrogel anti-fissuras da Chicco. Os discos ajudam a prevenir lesões dos mamilos, mantêm a pele hidratada e elástica, acalmam a dor. No caso de existirem lesões, são bons para ajudar na cicatrização.

10. Mamilos de silicone da Chicco, alivia a dor e facilita a vida das mães que têm mamilos achatados.

Como vêem, eu tinha tudo! E ainda tinha uma bomba manual de retirar leite que nunca cheguei a usar e ofereci.

Dar de mamar devia ser uma coisa simples: mãe põe maminha na boca do bebé e está feito, todos gostam e vivem felizes. Mas não, é completamente diferente disto.

Ao longo da gravidez desenvolvi uma grande sensibilidade nos mamilos. Até a água do duche me incomodava. Se no início era tolerável, no fim da gravidez já me encolhia e isto fazia-me pensar que possivelmente não ia conseguir dar de mamar. Era sensibilidade a mais.

No parto perguntaram-me se queria que a Carminho fosse colocada sobre mim quando nascesse, se queria colonizar a pele dela e dar maminha. Não duvidei, claro que queria.


A foto ficou linda para mais tarde recordar, mas o que se seguiu não foi espectacular para nenhuma das duas. Por esta altura não tinha leite, nem colostro (pelo menos amarelado), era uma água transparente, umas gotas de nada, não fazia ideia como é que um bebé se ia alimentar daquilo, mas esperava que o volume aumentasse. O dia seguinte não foi muito diferente, a aguadilha era a mesma, mas os mamilos começavam a ficar cada vez mais sensibilizados, ao mesmo tempo que a Carminho revelava não ter muito jeito para mamar. Mastigava o mamilo e sucção nem por isso.

No Hospital de Cascais as enfermeiras foram absolutamente impecáveis, ajudaram, ensinaram, estimularam, acho mesmo que tentaram. Mas no dia seguinte, na falta de maior alimento veio o choro e perante o insucesso sugeriram um biberom.



Era de madrugada, a ideia das enfermeiras foi permitir-me descansar, alimentar o bebé que tinha fome e voltar a tentar amamentar dali a umas horas. Mas eu vi como a Carminho ficou consolada, oh!, ponham consolo nisso, ela estava de barriga cheia, descansada, só lhe faltava dizer "agora sim, estou bem".

Dar biberom foi tão simples, tão prático e tão agradável que me deixou a pensar que eu preferia essa possibilidade. Desengane-se quem possa pensar que há menos união entre mãe e bebé, para mim foi maravilhoso poder sentir que estava a dar-lhe leite na quantidade que precisava, mesmo que não fosse meu e - isto é extraordinário - à medida que a alimentava com leite que não vinha das minhas maminhas, sentia o útero contrair igualmente (a Natureza teve graça).

Horas mais tarde voltámos a tentar, doía-me e não saía nada de jeito, tentámos mamilos de silicone, ela parecia que não vinha ensinada.

Amadureci a possibilidade que já tinha sido colocada, chegou o PAM e perguntei-lhe se não se importava que optasse por não dar de mamar. Falei com a minha mãe para me dar uma opinião, deixaram-me sem culpa nas suas palavras, desvalorizaram esta fervorosa obrigação absoluta de dar de mamar que tantas vezes se lê e informei as enfermeiras que iria optar por dar fórmula, queria secar as maminhas e dois dias depois do parto tomei os comprimidos. Nem cheguei a ter subida de leite.

No Hospital de Cascais receei que fossem tentar uma lavagem cerebral, que me olhassem de lado ou fizessem comentários depreciativos que me deixassem aborrecida, mas foram de uma rectidão exemplar. Apenas perguntaram se tinha a certeza, se estava bem informada ou se precisava de mais informação, entregaram a receita para o medicamento e nunca mais tocaram no assunto.

Se me esforcei muito? Honestamente, não. Mas rapidamente percebi que não era para mim. E não pedi opinião no sentido de uma autorização, foi mais no sentido de me ajudarem a pensar porque depois de um parto não temos a cabeça grande coisa.

Inicialmente dava o leite com água engarrafada, ia mudando as marcas de águas para variar os minerais, sempre a uma temperatura ambiente. A ideia foi não criar vícios como via no meu sobrinho que estando na rua sem ter onde aquecer o leite, recusava-se a beber por entre gritos histéricos de fome. Com o tempo e autorização do pediatra, talvez pelos seis meses, passou a beber leite com água canalizada.

Ao contrário do que me diziam, que dar maminhas era muito mais simples sobretudo à noite, estou em desacordo. Para mim era do mais simples que há deixar os biberons fechados com água, ir dormir e à noite acrescentar o pó numas caixas onde se dividem as doses. Aquilo é só adicionar, agitar e está pronto a beber. Ainda hoje uso a caixa das medidas no saco de sair à rua.

Claro que o leite materno é o melhor para o bebé, por outro lado nunca mamei e sempre fui uma criança saudável. Também não acredito numa relação absoluta entre leite em pó e cólicas. Quando a Carminho nasceu, um primo dela tinha nascido dois meses antes e era exclusivamente alimentado com leite materno. Este bebé foi um problema com os intestinos, chorava o bebé e a mãe. Dizia-me a mãe que ela própria chorava quase todos os dias e eu ficava angustiada com aquilo. Entretanto a Carminho nasceu, foi alimentada com leite de lata e se teve duas vezes dores que me obrigassem a massajar a barriga dela, foi muito.


Confesso sem dramas, depois da minha experiência tornei-me a maior fã de leite em pó (e mais tarde vim por isso a aceitar uma parceria com a NAN da Nestlé, que foi o leite que sempre bebeu). Se vivesse num tempo em que não existisse essa possibilidade de escolha, teria passado por uma fase infeliz. A existência do leite em pó deu-me liberdade. Os primeiros meses de ter um bebé - são horríveis, não vou mentir - foram melhores porque pude dividir a alimentação da minha filha. Eu, o pai e a Sirly ou quem nos visitasse podia alimentá-la, não era exclusivamente dependente do meu corpo.

Não tive subidas de leite, mastites, fissuras nos mamilos e pude dormir quando estava mais cansada. O pior que me aconteceu foi ter os mamilos a pelar com zonas em crosta das tentativas de amamentação que fiz no hospital e oh se dói! Portanto, nem quero imaginar com insistência. Mas depois disso fui livre, tinha algumas horas para mim e eu juro que isso tornou a minha experiência de maternidade muito melhor. 

A partilha da alimentação da Carmencita foi fundamental para mim, ela dormia longas horas, ao fim de umas três semanas de vida já dormia cerca de seis horas ininterruptas de noite e este cenário permitiu-me gozar a maternidade de uma maneira que (pessoalmente) era sem dúvida a melhor.

Respondendo à pergunta do post: amamentar, sim ou não? Sim, se a mãe quiser; não, se a mãe não quiser. Por acaso perguntei ao PAM porque não queria que se sentisse colocado de parte, mas na verdade (e desculpem a franqueza) acho que a opinião do marido não conta para este campeonato. São as maminhas da mãe, as dores da mãe, o sofrimento físico da mãe, o desgaste mental da mãe, o cansaço da mãe, o tempo da mãe e para mim decide a mulher o que lhe apetecer, sem dramas e sem sentimentos de culpa. E restante família à parte, considero mesmo que neste tema os palpites alheios que não acompanham a opinião da mãe não são autorizados.

Olhando para as fotos tenho um óptimo sentimento na decisão que tomei na altura. Foi de longe a melhor opção para a minha natureza enquanto pessoa e foi bom para o PAM poder partilhar a alimentação dela. E deixo a recomendação: tirem fotos! Eu sei que não há muita vontade, mas hoje acho que tirei poucas fotografias desta fase. Na foto da esquerda a Carminho está a ser alimentada pelo pai, na foto do meio - que nunca partilhei - foi a primeira noite com os três em casa, e a terceira foto é já com a Carminho mais crescida, quando começou a segurar o biberom sozinha.




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20.2.19

Just saying #15







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19.2.19

As minhas cirurgias plásticas - Perguntas & Respostas I


Em Março de 2018 fiz uma série de cirurgias plásticas de uma assentada, sendo as maiores uma redução mamária e uma rinoplastia. Desde então fui partilhando todo o processo desde as consultas, à cirurgia, aos dias que se seguiram e os resultados. Durante todo esse processo enviaram-me mil questões que reuni e tenho gosto em esclarecer.

Sobre a experiência de cirurgia e os dias seguintes, escrevi uma espécie de diário de bordo. Podem ler o texto aqui e algumas considerações aqui. Sobre preços (que é uma pergunta sempre muito colocada), recomendo a leitura deste post.


Que médico escolheste e onde?
Escolhi o Dr. João Bastos Martins e fiz a cirurgia na Clínica da Beloura. O Instagram do cirurgião que publica imensos casos interessantes está aqui e o site está aqui.

O que te levou, entre tantos outros, a escolher o cirurgião em questão?
A resposta está aqui, mas em breves palavras vi as maminhas de duas familiares minhas (de uma equipa de cirurgia da qual o médico fazia parte). Basicamente quis ter maminhas iguais àquelas!

Ponderas fazer mais cirurgias?
Sim, coloco a possibilidade, mas não tenho uma lista de objectivos e nem penso nisso todos os dias. Primeiro porque custa dinheiro, depois porque por menos doloroso que tenha sido, há sempre um tempo de recuperação e é preciso arranjar tempo para isso.

Se com a idade ficar com pálpebras caídas ou papos nos olhos, não penso duas vezes. Não quero parecer uma boneca de porcelana e não tenho medo de envelhecer, mas pegando no exemplo das pálpebras, acho que até passa por uma questão de qualidade de vida. Pegando noutro tipo de exemplo, se existisse uma cirurgia para remover as manchas do rosto, era já!

Quanto tempo teve de cirurgia e de internamento?
Entrei na Clínica da Beloura pelas 14h30, entrei em bloco operatório cerca de uma hora depois, e os quatro procedimentos que fiz levaram cerca de cinco horas (redução mamária, rinoplastia, retoque na papada e fechar o piercing do umbigo). Saí no dia seguinte pelas 16h.

Cuidado pós operatórios?
Os que já se imaginam: não fazer esforços físicos, fazer refeições moderadas e mornas, dormir de barriga para cima, mudança de pensos e desinfectar cicatrizes, tomar alguns antibióticos e comprimidos para as dores (não tomei estes porque não tive dores), etc. Não é nada de especial e quando vamos para casa entregam um documento com todos os cuidados, indicando o que é expectável acontecer nesses dias, o que fazer, contactos do médico e da clínica, caso necessário, etc. Não fica a faltar nada.

Tenho medo. Onde vai arranjar tanta coragem?
Nem coragem, nem medo. Nem nervosismo, sequer. As pessoas que têm medo imagino que tenham medo de morrer, mas isso é muito alimentado por histórias tenebrosas de cirurgias com médicos duvidosos e em condições esquisitas. Num centro clínico normal, com uma equipa de médicos competentes não existe um risco semelhante ao de uma cirurgia num vão-de-escada em Tijuana. Aliás, para se ter a certeza que o paciente está apto para cirurgia é que se fazem tantos exames e análises antes da cirurgia. De todos os casos de morte que vão aparecendo na comunicação social, são sempre casos que já se adivinhavam situações de risco.

Tiveste medo da despersonalização, de não pareceres tu?
Nunca. Nas consultas, antes de tomarmos qualquer decisão de cirurgia, o médico pode tirar fotos e enviar-nos uma simulação aproximada do resultado final. Só fiz isto para o nariz e o resultado foi completamente ao encontro das expectativas. As maminhas já imaginava por comparação às minhas familiares.

Queria muito fazer, mas não tenho coragem. Queria um resultado muito natural e tinha pavor de ficar um Mickael Jackson.
Isso não funciona assim, este comentário está carregado de uma ideia pré-concebida que nada tem a ver com a realidade das cirurgias plásticas. O Michael Jackson não ficou com o nariz que tinha por acidente, foi porque ele procurou aquele resultado final. Ele fez uma série de rinoplastias! Se procurar no Google, encontra fotos dele alinhadas por anos e é possível ver-se a diferença de umas para as outras, calculando-se cerca de seis rinoplastias, pelo menos.

E a Carmenzita, que reacção teve?
Fez uma cara de curiosidade e estranheza quando cheguei a casa. Queria mexer na tala do nariz, mas ao fim de umas horas já não fazia caso.

Existem diferenças se fizer pelo público ou pelo privado?
Sim e não. Fazer uma cirurgia plástica pelo serviço público não é sinónimo de um mau serviço, no entanto será sempre uma cirurgia funcional, não puramente estética. Por exemplo, na minha redução mamária, o médico lipoaspirou a lateral das mamas (por baixo das axilas) para ficar mais bonito e atraente. No público não fariam uma redução de talhante, mas pode acontecer não haver este cuidado de pormenor. De qualquer forma, o Dr. João Bastos Martins também trabalha no público.

Por que motivo tem necessidade de partilhar fotos? E de falar nas intervenções que está a fazer? 
Não tenho necessidade, tenho gosto em ajudar as pessoas com informação. Desde sempre quis fazer uma rinoplastia, tinha o nariz feio e torto. Encontra-se registo dessa minha vontade desde o início do blogue. E desde há muito que também queria fazer uma redução mamária. Tinha maminhas grandes, desconfortáveis, que me incomodavam no dia-a-dia. Sempre as escondi, nunca publicava imagens onde se pudesse perceber o meu peito e a foto que publiquei em bikini na altura da cirurgia terá sido uma surpresa para muita gente (no sentido de tamanho inesperado). Com a redução pareço mais magra, uso outras roupas, arrisco decotes, vou aparecer diferente, ter atitude diferente até. As pessoas vão perceber/notar e eu vou mentir para ninguém saber? Em nome do quê? Não faz sentido nenhum.

Faço-lhe a si a pergunta: se eu posso ajudar, por que não divulgar e contar a minha experiência? Eu estranho as mulheres que não contam para se ajudarem umas às outras. Encontrar um bom cirurgião plástico pode ajudar muita gente. Tenho a certeza absoluta que o meu relato ajudou mulheres a tomar uma decisão ou a pensar numa cirurgia de correcção que nunca consideraram possível.

Nas maminhas, a cicatriz é em T invertido?
Em alguns casos pode ser necessário, mas no meu caso foi apenas uma linha de alto a baixo e em volta do mamilo. Com o tempo fica da cor da pele.

Puseram-te drenos?
Sim. E retirar não custou nada.

Tinha que copa e reduziu para qual?
É difícil responder a esta pergunta porque os tamanhos variam com as marcas. Em termos gerais passei de uma copa D ou DD para um B cheio ou C. Tudo o que é preciso! Tenho comprado soutiens 34C ou 36B, depende das marcas. Nota: o tamanho numérico corresponde ao tamanho das costas e a letra à copa.

Qual o soutien indicado para os primeiros tempos?
O Dr. João Bastos Martins indicou uns soutiens da Triumph, mas como as minhas familiares já tinham passado pelo processo, o tamanho pretendido era o mesmo e os soutiens também (embora modelos descontinuados), usei os delas que tinham guardado.

Teve que reposicionar o mamilo?
Não tenho a certeza se percebo esta questão. Se tive de tirar o mamilo, tipo tampinha? Não e isso só se faz em casos extremos. No meu caso o corte foi feito em volta do mamilo e reduziu o diâmetro em 2 ou 3mm para ser proporcional ao novo tamanho da mama. Com o tempo a linha de corte fica da cor da pele e não se vê.

O médico falou numa eventual perda de sensibilidade do mamilo?
Perguntei e é muito raro acontecer, sobretudo em casos em que o mamilo não é retirado. No entanto, não é assim tão raro acontecer temporariamente. Fiquei sem sensibilidade no mamilo esquerdo, o direito estava igual. Ao fim de uns meses o mamilo regressou à mesma sensibilidade, estão ambos iguais ao que eram. Nem lhes noto diferença de tamanho porque a nova dimensão foi adequada ao resto da mama e eu já tinha mamilos para o pequeno.

Para reduzir as maminhas, tiveste de emagrecer?
Algumas mulheres têm de emagrecer para fazer uma redução mamária, mas isto respeita apenas a casos de obesidade. Eu tenho um Índice de Massa Corporal normal.

Podes conduzir?
Sim, uma semana depois da cirurgia comecei a conduzir. Estava cheia de vontade! Sentia que podia perfeitamente ter conduzido antes, mas a recomendação não tem a ver com capacidade de conduzir, mas com os movimentos que são de evitar se queremos uma cicatrização bonita.

Durante quanto tempo são de evitar as relações sexuais?
Bom, eu vou jurar que depois de uma cirurgia com anestesia geral, maminhas cheias de pontos e o nariz quase engessado, relações sexuais estão de fora da lista das coisas que uma mulher tem vontade de fazer, ainda que não tenha dores (como foi o meu caso). Não me foi dada nenhuma ordem de abstinência, mas acho que é uma questão de lógica e bom senso: da mesma forma que recebi indicação para não carregar sacos com peso, andar com a criança ao colo ou conduzir por causa dos movimentos, o mesmo deve aplicar-se às relações sexuais. Acho que tudo depende de quão hard core pode ser a actividade. O problema não está no sexo em si, mas nos movimentos.

Essas cirurgias são feitas com que anestesia? Geral? Sedação? Outra?
As cirurgias de redução mamária e rinoplastia são feitas com anestesia geral, mas podem existir procedimentos menos invasivos que se fazem com anestesia local ou sedação.

No nariz, fizeram tamponamento?
Sim. E no blogue algumas leitoras referiram horrores para retirar os tampões. A mim retirar o tampão não me provocou qualquer dor. Pelo contrário, fez-me comichão.

Quando conseguiste respirar sem obstruções?
Assim que retirei os tampões.

Quando tempo demoraram a desaparecer as nódoas negras nos olhos?
Não tive muitas nódoas negras e rapidamente mudaram de roxo para amarelo, mas em cerca de uma semana já não tinha marcas. Foi muito mais rápido do que pensei.

O duplo queixo/papada é um procedimento simples?
É, mas não recomendo a fazer com anestesia local para quem é medrosa.

Porque fizeste retoque na papada?
Porque apesar de estar bem, com o tempo achei que podia ficar ainda mais seco de gordura. Não faria qualquer intervenção se não tivesse estas cirurgias marcadas, mas assim aproveitei o bloco e a anestesia, foi só mesmo para um retoque.

"Não tenho nada contra a cirurgia plástica e se isso faz com que as pessoas se sintam melhor e mais bonitas, então força aí. Mas vemos tantos e tantos casos de pessoas que começam com cirurgias simples, pequenos retoques, e de repente começam a perder o controlo e ficam como que viciadas na cirurgia. A certa altura tornam-se irreconhecíveis e pior do que isso, completamente artificiais. Não deveria um cirurgião por um pouco de travão?"
Há pessoas que têm transtorno de imagem. Há pessoas que se recusam a envelhecer. E há cirurgiões desprovidos de ética, interessados simplesmente em facturar.

É interessante este comentário que eu própria coloquei ao Dr. João Martins a propósito de uns tratamentos estéticos que fiz (e ainda não escrevi sobre eles). A pergunta era: "e se eu não souber parar?". A resposta foi gira: "não te preocupes, estás comigo. E se preferires outro cirurgião, perguntas e eu respondo-te na mesma".

Eu não acredito que não saiba parar. Não tenho transtorno de imagem nem medo de envelhecer, no entanto gostava de envelhecer com bom aspecto e achei bem colocar a questão. Se algum dia pedir algo desadequado ao meu corpo, espero que um médico me diga "nem pensar!" em vez de dizer "sim, sim", interessado apenas em facturar. Mas para isso é preciso encontrar o profissional e acho que essa é uma característica do médico que escolhi.

Muito do trabalho desta classe médica vai de paciente em paciente e a sugestão que vai de boca em boca é tudo. E aí, os resultados, o rigor e a assinatura dos trabalhos são fundamentais para uma boa fama. Por exemplo, no tempo de consultas em que conversávamos sobre este pilares, o médico referiu um caso de uma mulher que queria uns implantes enormes tipo bolas de queijo e ele recusou, não queria assinar um trabalho assim. E estava no seu direito. Qualquer pessoa que tenha uma consulta com ele vai perceber que tem um sentido estético muito apurado e que não é fã da falta de naturalidade.

De resto, saber parar depende das expectativas das pessoas. Tenho 40 e não tenho vontade de parecer que tenho 20, mas gosto de ter uma pele cuidada e tratada. Não tenho interesse em ter papos e sei que não vou conseguir disfarçar rugas o resto da vida, mas não procuro parecer jovem, quero apenas ter bom aspecto e um ar cuidado.

Outras pessoas confirmam que o Dr. João Bastos Martins é um profissional de mão cheia (e aqui se confirma como o boca em boca é importante, foram por minha sugestão). Estas pessoas comentaram publicamente, mas optei por esconder mais ou menos a identidade. De qualquer forma podem consultar os comentários aqui, caso queiram pedir opiniões por mensagem privada.


[Continua].




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18.2.19

O que influencia uma decisão de compra?



Entre as fontes para estes números está a Forbes e este quadro serve uma realidade americana, mas adoro fazer leituras do resultado destas análises de comportamento.

Gosto de ver que muitos dos factores aqui assinalados são os que coloco em prática nos meus negócios, não porque tenha lido em algum lado, mas porque faço as coisas à medida do que gosto enquanto consumidora e não a pensar como empresária.




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14.2.19

Novo projecto, weeee! ❤



Novo projecto! I'm so proud que não me aguento! 

Tal como eu, muitas mulheres não compram revistas. Passam os olhos, vêm muita fotografia, mas são pouco dadas à sua leitura. Pessoalmente, olho para algumas capas e já não aguento ser tratada como estúpida, ler sugestões infalíveis para orgasmos múltiplos, ler um artigo de duas páginas para cada 50 páginas de publicidade e ainda ler artigos com verdades absolutas cujas fontes são duvidosas. Dou um exemplo: há tempos li um artigo sobre depilação a laser, não sei com quem falou a autora, o texto além de incompleto era uma vergonha de informação. Sofrível. E quem não sabe leu isto a pensar que é informação útil, pensei na altura.

Depois do papel, as revistas digitais marcaram presença. Mas além de algumas sugestões de restaurantes e ideias para passear ao fim-de-semana que são interessantes, em termos de conteúdo deixaram muito a desejar. Não trouxeram nada que fidelizasse a leitura. Já não aguento ler o que se ouviu a bordo do barco da Soflusa, mais um texto sobre um dieta que a autora do texto nunca colocou em prática, nem sobre as fofocas dos famosos, se A está separado de B e detalhes sórdidos que não se percebe onde está o interesse da exploração da vida alheia.

Para onde foram os conteúdos interessantes que há uns anos se liam em blogues? Aqueles artigos sobre relações e vida pessoal verdadeiros que nos deixavam a pensar, que tinham sumo para nos inspirar? Desapareceram para dar lugar a conteúdos comerciais e, no caso dos blogues, deram lugar a redes sociais com fotografias, que é giro de ver, mas o conteúdo morreu. De vez em quando lá aparece um texto interessante, mas já não é habitual.

Para quem tem saudades de ler textos de tamanho certeiro, nem curtos nem longos, com bom conteúdo, eu garanto que vão encontrar esse registo que deixou saudades na LIIV. E, riam, o projecto é de uma antiga maçã que fazia parte deste blogue, a Liliana.

A Liliana é brilhante a escrever. Mas brilhante, daquela forma que me inveja. Acabamos um texto e ficamos a pensar nele, acrescenta alguma coisa ao nosso cérebro, aprendemos alguma coisa, nem que seja a construir um raciocínio em que se discorda. E eu não escrevo isto porque somos amigas (muitos anos a virar frangos, oh!, se soubessem!), mas escrevo porque é a minha opinião, porque gostava de escrever assim, porque acredito neste projecto e acho que fazia falta. Junto com a Liliana escreve a Sílvia, que não conheço pessoalmente, mas também tem imenso jeito para a escrita.

Acompanhei o processo desde a ideia, vi o site em construção, li os textos, opinei, dei ideias, está bom, bom, bom! Com temas que nos interessam, sem estar pejado de publicidade que a existir, é altamente seleccionada. A ideia não é aceitar quem paga, é publicitar o que é bom. E isto não é um projecto com uma redacção imensa, com valores comerciais a falar alto, com grupos empresariais a exigir resultados, o que faz toda a diferença no resultado dos conteúdos.




A LIIV é isto, conteúdos que vêm de algum lado e não porque um chefe mandou escrever. Ainda não li este texto que vem aí, mas traz qualquer realidade que também é minha. A LIIV é uma espécie de casamento entre um blogue e uma revista digital e eu tenho a certeza que vão adorar 

Amiguem-se do Facebook aqui ou do Instagram da LIIV aqui para irem apanhando artigos. 
Podem também subscrever a newsletter no rodapé da LIIV, para quem prefere receber emails.

E já agora, partilhem esta nova página com quem gosta de ler e com quem está farta dos mesmos conteúdos nas revistas habituais. I'm so proud! Deixem a vossa opinião, sugestões de artigos, a Liliana vai gostar de saber.





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13.2.19

I love home style #32



Ahhh, se eu tivesse paredes para fazer isto!

Só parava quando me tirassem a picareta da mão.




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1.2.19

Pregos, peixe, fim-de-semana, perto do rio e bom para crianças. Yummy!



No último verão recebi um press release da cadeia O Prego da Peixaria do qual fiquei fã: nele anunciavam o encerramento da loja do Príncipe Real, depois de cinco anos aberta com sucesso e em expansão, explicando que "para que um negócio se mantenha sustentável, este não deverá acompanhar os excessos da especulação imobiliária que ocorrem actualmente"

You got my atention! Achei extraordinária a honestidade (e a verdade), preto no branco, sobre o escândalo de valores que se praticam em Lisboa por esta altura. Por melhor que corra um negócio, com valores de renda milionários, quem quer trabalhar para aquecer?

O Prego da Peixaria já tinha loja no Saldanha, em Alvalade, no Time Out Market (Mercado da Ribeira) e com o encerramento desta loja abriram em Algés. Ficou a ganhar quem mora na zona da linha e quem vai passear a Belém ou no passeio marítimo Algés-Oeiras, onde adoramos fazer caminhadas e vamos com regularidade. É o nosso calçadão português.

Já éramos clientes em Lisboa, a localização veio mesmo a calhar para quando passeamos por ali. 
E oh!, se a comida é boa!

As entradas (chamuças, croquetes, rissóis, bolo do caco torrado, etc.) são de lamber os dedos. 

Nas bebidas, fujo quase sempre para o Capuchinho Vermelho, um smoothie de frutos silvestres que eu adoraria saber fazer em casa. Já experimentei a sangria e os sumos naturais, podem optar por estes à confiança, mas o Capuchinho Vermelho é mesmo o que eu gosto.

Da carta, já experimentei lombo, picanha, tártaro de carne, repito muitas vezes as opções que já conheço, mas ainda há muito para experimentar.

Das sobremesas, a Delícia de Chocolate é óptima e não devem abandonar o espaço sem experimentar o gelado artesanal de Ferrero Rocher.

O Prego da Peixaria é daqueles restaurantes que sabemos que é sempre bom, opção segura. O espaço é grande, tem 70 lugares sentados no interior e 56 lugares de esplanada, têm cadeiras adaptadas para crianças, fraldário (com toalhitas e cremes para bebés), a carta tem menus pensados para os mais pequenos e a arquitectura e decoração são espectaculares. Recomendo! 

Fui convidada para fazer esta espécie de reportagem e dar a conhecer o restaurante, mas já era/sou cliente de qualquer maneira, #nãoépublicidade .





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© A Maçã de Eva

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