29.9.20

De magrinha a chubby, a magrinha outra vez - a dieta LEV


Para quem quer perceber o meu contexto, os ganhos e perdas de peso, a minha decisão pela dieta LEV, recomendo a leitura do texto relativo ao meu processo de mentalização, aqui.



Sobre a divulgação que fiz da dieta LEV. Foi publicidade?

Nim, deixo isso para vossa decisão e passo a explicar. Como contei neste post e nuns stories, tive consulta marcada com a LEV em março, mas deu-se o confinamento nacional e a consulta foi adiada sem data à vista. Nisto, já andava a namorar a dieta LEV há meses, inspirada por duas influencers e dei a conhecer a uma amiga. Ela nunca tinha ouvido falar da marca, interessou-se, foi à consulta ainda em fevereiro, começou a dieta e perdeu imenso peso. Durante o confinamento eu ia ouvindo a sua experiência, a alegria, as roupas recuperadas e eu continuava à espera de consulta cheia de vontade (e a engordar em casa). Pode dizer-se que foi a primeira pessoa que influenciei ainda sem ter feito a dieta. E enquanto aguardava o regresso ao mundo, em conversa com ela que estava over the moon com os resultados, sugeriu-me: escreve-lhes a propor uma parceria! Ganhei coragem assim fiz.

Para minha surpresa e contentamento, aceitaram! Como é evidente, não me pagaram para fazer a dieta, apenas ofereceram a comida. Comecei a fazer a LEV e só depois de um mês com resultados à vista comecei a fazer posts na minha página. Eu tinha de ter a certeza que funcionava.

Em contrapartida só me pediram para contar a minha história, da forma que entendesse. Devo dizer que a LEV é das marcas com que mais gostei de trabalhar desde que tenho um blogue (e tenho há muito tempo): não me pediram NADA, não encomendaram NADA, não controlaram NADA! Os posts que eu fazia e faço são todos de minha iniciativa, lá na LEV vêem-nos quando vocês os vêem.

Eles correm um sério risco de ver algo mau publicado. Ou não. Como a dieta funciona, o risco é praticamente nulo. Nunca fiz uma parceria com uma marca que fosse tão isenta e interferisse tão pouco naquilo que chega ao público. Do ponto de vista de comunicação (que é a minha área), juro que este formato desprendido de divulgação às massas deveria ser um case study.

Portanto, sim, a alimentação foi oferta; mas não, não me procuraram, a iniciativa foi minha, eu é que lancei a escada à marca, eu é que quis fazer a dieta, eu é que pedi e nenhuma publicação foi controlada ou editada. Decidam vocês!


De onde veio a vontade de fazer a dieta LEV?

De inspiração de duas influencers que perderam peso, a Catarina Ferreira e a Sílvia Pereira e - muito importante - da possibilidade de comer chocolates (protéicos). A sério, a minha vida tem de ter chocolate todos os dias, senão é um castigo. E foi óptimo, nunca senti aquela vontade de doces e de provação diária que ninguém quer.


Qual o objectivo de peso? Quantos quilos perdeu?

O meu objectivo era o peso com que gosto mais de me ver e já tive. Nada de objectivos irrealistas e procurar um corpo que nunca tive. Até porque isso para manter é um castigo. O objectivo era consciente, apenas voltar ao que já fui, uma coisa real.

Quanto à perda de peso, não se foquem muito no número. Interessa mais os quilos perdidos em gordura do que os quilos perdidos na balança. Notem que a gordura é mais leve que a massa muscular. Portanto, eu posso marcar sempre o mesmo peso na balança, estar a emagrecer porque estou a perder gordura ao mesmo tempo que ganho músculo. Isso foi o que me aconteceu nas férias, a minha balança em casa marcava o mesmo peso, mas depois percebeu-se que afinal tinha emagrecido.

No total perdi cerca de 7Kg, tudo em gordura. Ganhei alguma massa muscular, não sei quanto foi.


Pena não ser para todas as carteiras. É importante falar no valor desta dieta para não criar falsas esperanças.

Não acho que tenha criado falsas esperanças, toda a gente sabe que é uma dieta cara e nunca escondi. Aliás, não há maior polémica quando se fala nesta dieta! Uma visita ao site da LEV mostra o preço das refeições e umas contas por alto permitem fazer uma estimativa de custos, não há nenhum mistério. Apesar de ter tido a comida oferecida pela marca, sei perfeitamente qual o meu custo, pois cada stock que eu levava vinha acompanhado de uma lista com um preço total de venda ao público.

A dieta LEV foi uma excelente experiência, só tenho pensa de não ter feito mais cedo. Em cerca de oito semanas mudou completamente o meu espírito, vontade de verão e o meu armário, mas as pessoas que não podem pagar têm de mentalizar-se que existem outras soluções. Emagrecer é uma questão de vontade e empenho. No limite, pode até ser uma questão de estudo: as pessoas podem ler, tornar-se auto-didactas, fazer experiências, procurar perceber qual o melhor caminho. A LEV é óptima, mas não é um caminho único. Na verdade, nem a LEV recomenda que a alimentação diária seja baseada nas comidas deles de forma eterna.

O sucesso de uma perda de peso será directamente proporcional ao empenho que é colocado nesta missão. E para isso não existe apenas uma fórmula, existem vários caminhos possíveis.


Como posso saber quanto me vai custar a dieta?

Basta marcar uma consulta que é gratuita, Aí, uma nutricionista faz a avaliação, estima-se o peso a perder, a expectativa de perda a cada mês, a estimativa de permanência em cada fase da dieta (fases 1, 2, 3 e 4, ver mais aqui) e com isso consegue-se apurar a despesa a cada 10 dias que é o tempo que separa as consultas.

Qualquer pessoa pode fazer isto e ir para casa pensar se quer fazer o investimento na dieta LEV, não é preciso tomar a decisão ali no minuto.


O problema é que a LEV não reeduca o corpo e a mente para alimentação saudável!

Não é verdade. Uma leitura atenta no site dá para perceber que a LEV recomenda a ingestão de legumes, saladas, etc., e NÃO RECOMENDA que se consuma apenas a comida LEV. A cada fase da dieta entregam uma lista de legumes e folhas que devem ser consumidas. Recomendam o consumo de sopa.

O problema não é a LEV, são as pessoas que não estão permeáveis à alimentação saudável, não terá sido nunca o seu modo de vida e educar um adulto para uma comida que nunca comeu é um trabalho hercúleo. Para mim foi indiferente, já comia de tudo o que recomendaram, não vivo sem legumes, saladas e sopas, isto tudo já fazia parte dos meus dias. Aquilo que me fez engordar era o que eu comia fora das refeições, mas as refeições principais sempre foram boas.

A LEV dificilmente poderá substituir maus hábitos alimentares se herdados de casa. Há pessoas a comer mal há uma vida inteira, isso é difícil de mudar. Mas sim, a LEV dá o know how, dá as ferramentas e depois os clientes, como adultos que são, têm de compreender o que querem, ler, estudar, aprender, experimentar novos alimentos, é toda uma nova atitude que não é servida num pacote, tem de vir da vontade da pessoa.

Para o tipo de pessoas que acham que a LEV não reeduca, não resulta a LEV nem outra dieta, cara ou barata.


[A propósito de uma almoçarada a que faltei a meio da dieta]: não sente uma certa infelicidade em ter que se distanciar para conseguir cumprir a dieta?

Longe dos olhos, longe da barriga! Não me custou, não fiquei triste, tinha perfeita consciência de que não era um distanciamento vitalício, foi temporário e uma questão de empenho pessoal. Depois de faltar algumas vezes para não ficar a ver os outros comer, quantos momentos em família com muita comida já estive presente e pude gozar? Perdi a conta!

Nada de extremos, não faltaria a um casamento, por exemplo. Não faltaria a uma festa de anos. No meu aniversário com o PAM abri uma excepção e comi uma refeição gulosa numa restaurante todo fancy. Ou seja, nem 8 nem 80, mas aquele almoço em particular era só mais um almoço. E ainda por cima eram favas que adoro. Ia custar-me muito resistir, mais do que não ir.

Para mim, a parte mais difícil de uma dieta de perda de peso será sempre a vida social. Eu sou um poço sem fundo, adoro comida. É nestas situações que percebemos o quanto os convívios giram à volta de comida, é impressionante! E como me conheço, sei que mais vale não alinhar e não aceitar convites durante uns tempos. É temporário, haverá tempo para mais e isso provou-se ter sido a melhor escolha para mim.

Parte do sucesso está na cabeça, no compromisso e na força de vontade, qualquer que seja a dieta.


A comida LEV é saborosa? Quais as comidas preferidas?

Tal como no supermercado há comidas que gostei mais, outras menos, mas não comi nada que sentisse ser intragável ou que acabasse no lixo. Quando começamos a dieta é muito às escuras, provar para saborear, ir eliminando o que nos dá menos prazer e registar o que mais saboreamos. Na fase 1, ao fim de três semanas diria que já temos uma boa percepção das comidas preferidas.

A lista de produtos LEV é enorme, não provei tudo. Algumas coisas queria ter provado mas não deu porque estavam esgotadas ou porque estava tão contente com a minha selecção que não me apetecia mudar.

Os meu preferidos de refeições principais são as pizzas (aqui também incluo o maravilhoso molho de tomate), os wraps, o chouriço, o salmão com espinafres e o salmão em lata.

Nos lanches (e que continuo a consumir por puro prazer), são a bebida de café, as barras de chocolate protéico e as bolinhas de chocolate. Estes três quero ter sempre na minha despensa.

Voltando às refeições, gosto tanto dos meus preferidos que me vejo perfeitamente voltar a consumir em alturas de maior consumo calórico para equilibrar as coisas, como no Natal, por exemplo.

Convém não esquecer que além da comida LEV há os nossos legumes, saladas e sopas que devem fazer parte da alimentação ao longo de toda a dieta e fora dela. Aí é usar a vossa imaginação!


Fazer a dieta LEV, custou a passar?

Não, nada! Olho para trás e foi super rápido. Além disso, ao fim de 10 dias começamos a ver resultados na balança, as roupas começam a ficar largas e tudo isso serve de auto-motivação. Queremos que as semanas passem porque percebemos que dali a uns dias vamos ter ainda menos gordura.


Que suplementos se toma na dieta LEV?

Cada caso terá indicação para suplementos diferentes. No meu caso tomei vitaminas, ómegas e sais minerais. Nenhum destes suplementos é feito para emagrecer, antes pretendem evitar eventuais carências.

Além destes suplementos tomei um drenante e a certa altura que parecia estar a estagnar, um fat burner que adorei. Deu ali o empurrão que precisava para a balança continuar a descer números.

Sou uma pessoa presa da barriga e a dieta LEV deu-me uma regularidade certinha. Já mais tarde, uma semana em que me senti presa da barriga, sugeriram as cápsulas de fibra que, não sendo um suplemento, é impossível esquecer. A LEV tem as melhores cápsulas de fibra para a barriga que já tomei. Funciona impecável sem ir ao extremo oposto do que se pretende. Recomendo!


Fez exercício aliado à LEV?

Sim, mas não é suposto, só a partir da fase 4 é que está indicado. Na fase 2 pedi para fazer algum exercício moderado. É que isto das perdas de peso é muito bom, mas sem musculação fica tudo mole. Como tenho boa saúde e boa condição física, fui autorizada a iniciar actividade física e foi óptimo para mim. Foi um recomeçar de ginásio que tinha abandonado há muito, só pagava a mensalidade.


Notou alterações na celulite?

Sim! Imenso e não estava a contar com isso! Por nenhum motivo, nunca associei a LEV a celulite, só a perda de peso. E ao fim de umas semanas, enquanto fazia vistoria ao espelho vestida de bikini, peguei num outro espelho para me ver de costas e... WOW! Precisei de olhar duas vezes porque não estava à espera. E como foi algo que não controlei durante a dieta, quando reparei foi uma diferença da noite para o dia em vez de ter visto uma coisa gradual. Bónus!


Depois da dieta, engordou na férias?

Sim e não, depende do que considerarmos "engordar". Ou seja, eu fui de férias, férias. Tentei equilibrar umas refeições com as outras, mas não deixei de viver: comi gelados, pizzas, jantei com amigos, bolas de berlim na praia, bebi vinho, etc. Ao mesmo tempo, quando estava em casa fazia refeições leves e quando ia para a praia levava saladas, iogurtes, etc. Eu sabia o que estava a fazer e sabia que a probabilidade de engordar era quase certa, mesmo com alguma compensação.

Quando cheguei a casa, ao fim de duas semanas tinha mais 1Kg. Voltei a ter cuidado, fui para o ginásio e numa semana recuperei. Na verdade, criei massa muscular e como o peso era o mesmo, perdi o que tinha engordado e ainda perdi mais um bocadinho de gordura.

Em suma, engordei, mas não considero que engordei, foi uma coisa passageira que ataquei logo. O truque agora é controlar da mesma forma que o fiz nesta situação. Vou viver a vida, apreciar os chocolates e as festas que a vida me der, controlo a balança e ando ali quilo para cima, quilo para baixo. Nisto a LEV ensinou-me coisas que funcionam muito bem para recuperar e que toda a vida hei-de colocar em prática.

Respondendo à pergunta de outra forma: depois da LEV não se engorda, a não ser que queiram manter os hábitos que antes levou a engordar. Não há milagres. Isto é matemática simples qualquer que seja a dieta: mais calorias do que as que o corpo consome e o corpo vai criar gordura. Simples.


Pretendes perder mais peso?

Queria/gostava, mas não sei. A nutricionista (Adelina, na loja do Saldanha) sugeriu-me perder mais 2% de massa gorda para ficar no ponto e ter boa margem para asneiras. E eu gostava, acho boa ideia, mas por outro lado tenho roupa que de certeza vai deixar de me servir. Agora estou bem, sinto-me lindamente, mas tenho a certeza que também gostarei de ver-me com menos 2% de massa gorda, estou numa espécie de impasse. Vamos vendo com os treinos! Agora que meti na cabeça que sem ginásio não consigo fazer uma boa manutenção de peso, tenho ido com muita regularidade e até tenho conseguido retirar prazer disso. Truque: uma boa playlist!



[A propósito de uma foto em bikini que publiquei em frente a um espelho]: e isto importa a quem? Publicar fotos assim para quê?

As fotos que publiquei importam a quem precisa de motivação, tal como eu fui motivada por outras pessoas que fizeram publicações nas suas páginas. 

Com o tempo soube que motivei imensa gente a perder peso, com e sem LEV. Escrevem-me felizes, inspirei outras pessoas. E isso não é bom? Temos de ver para lá do nosso metro quadrado. Além disso, estava de bikini, não despida. Curiosamente, semanas depois nas férias, fotos com o mesmo bikini não provocaram espanto ou comentários de estranheza. Sendo uma dieta, deu que falar. 

Civismo nas redes sociais é pensar "não me importa a mim, mas pode interessar a alguém". Exemplo: não me interesso por animais de estimação. De que forma seria olhada se fosse à página de quem adora animais de estimação perguntar "e? A quem é que importam estes gatinhos?". Não faz sentido, há um mundo para lá dos nossos interesses.



Nos meses de julho, agosto e setembro, disponibilizei um código de 10% de desconto em compras LEV, AnaROSLev, válido nas lojas ou online. Infelizmente acaba hoje, 30 Set., e não vai continuar. Portanto, se alguém tiver interesse, é aproveitar para fazer compras hoje.

No caso de não estarem a fazer nenhuma dieta mas consumirem barras ou bebidas com proteína, aproveitem o desconto online para comprar a barra Choco Break ou a Bebida de Café. Mesmo, não se vão arrepender! Até o PAM que veio a provar agora quer a sua dose destas barras de chocolate.

Acho que estas são as perguntas mais colocadas. Se têm alguma dúvida, enviem que acrescento a esta lista com resposta. Espero ter ajudado!




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24.9.20

Séries: Normal People



Trailer aqui

Normal People. Gostei TANTO desta série!

Estreou em agosto na HBO, vi uma semana depois da estreia, 12 episódios em menos de uma semana. Acabou e queria mais. Nem me apetecia mudar de série. Curiosamente, o PAM não gostou como eu, encolhia os ombros, revirava os olhos às questões do amor, é um gajo das cavernas, este segmento não é do interesse dele.

A mim tocou-me imenso, revi-me em tantas situações. E acho que é exactamente esse o sucesso da série, todos nós já nos vimos nas teias dos amores e desamores, já nos envolvemos em erros de comunicação, já deixámos de falar por falta de coragem, já fomos comidos de ansiedade sem saber o que iria acontecer dali a uns dias, já vimos alguém de quem gostamos com outra pessoa ou quisemos mostrar que já não tínhamos sentimentos, dar ares de indiferença no lugar de mostrar ferida aberta. Todos nós já fomos ele ou ela em algum momento da vida.

Às tantas já estava no sofá a torcer-me de sorriso (agora posso rir, na altura só chorava) e dizia kill me now! Não é uma série daquelas boas para passar o tempo. Episódio atrás de episódio obriga-nos a reflectir e a sentir. A ir buscar memórias ao baú. 

Adorei. Admito que não seja o tipo de série para homens pouco românticos, mas a mim deixou-me num estado meio saudosista - não porque tenha saudades -, mas dava um dedo para viajar no tempo, voltar atrás e fazer as coisas de forma diferente.

Sim, tenho pena de não ter feito muita coisa diferente. Saber aos vintes o que sei hoje tinha sido completamente diferente e provavelmente mais feliz. É uma pena que a maturidade e a segurança não seja aproveitada enquanto mais novos e só venha depois. 

A série ainda só conta com uma temporada e conta a história de Marianne Sheridan e Connell Waldron, colegas de escola, no fim da adolescência e nos primeiros anos da vida adulta, a relação que começa em segredo, os desgostos, os encontros e desencontros que se seguem.

São os dois inteligentes e os diálogos são maravilhosos, dá vontade de beber do que dizem. É evidente que a ligação deles é muito mais que uma atracção física, é do coração e é um encontro de almas, de pensamentos. 

O desempenho deles enquanto actores é sublime, notável mesmo, nem sei como me são desconhecidos dos ecrãs de cinema ou das séries. Aquilo não é fácil de fazer, há muita nudez, dele ou dela. Nas cenas íntimas parece que estamos lá, que fazemos parte daquilo. Ou que somos ou fomos um deles.

Para mim a série é mesmo muito, muito, boa. Conta com uma pontuação de 8,6 no IMDB, o que é incrível. A não perder.




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23.9.20

I love home style #38

 


A vida jamais conseguirá explicar-me por que me deu gostos caros.



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22.9.20

De magrinha a chubby, a magrinha outra vez - o meu processo e mentalização


Antes e depois. Os mesmos calções que não usava há anos (nem me conseguia sentar).
Os braços, as coxas e, evidente, a barriga. Tudo!

Genética ou alimentação adequada, nunca tive um IMC fora do normal (nem mesmo quando fiz a dieta LEV). Tive no entanto oscilações de peso ao longo da minha vida, quase todas depois dos 30.

Em pequena era magra demais, nem enchia a roupa. Era leve, praticante de ginástica rítmica e patinagem artística. Apaixonada por estas modalidades, de tal forma que se não estava a treinar no ginásio, treinava muitas vezes em casa. Pelos 17 anos os interesses começaram a mudar, comecei a namorar, abandonei os treinos aos poucos e passei a fazer o exercício que a escola me obrigava. Odiava, coisa mais sem graça isso do atletismo. Faltava as vezes que podia. Nesta altura não me lembro de engordar ou se engordei, foi insignificante e nem dei por isso. Era bastante magra naturalmente.

Os anos passaram, entrei nos vintes, estava no ensino superior, aumentei alguma coisa de peso. Lembro-me bem de um regresso às aulas em que depois do verão umas jeans tinham deixado de me servir. Estavam muito desconfortáveis! De tal ordem que as vesti, mas já na rua voltei a casa para mudar de roupa. É a primeira memória que tenho de "alguma coisa mudou". Mas como era tão magrinha, nem me ficava mal e não constituiu nenhuma preocupação ou tentativa de recuperar o que era.

A década dos meus vintes foi pautada por alguns desgostos (desamores) que são o melhor dietético de sempre. Várias vezes ficava bastante magra e ia recuperando. Também nesta altura, isto era apenas um facto, nunca foi uma preocupação para mim.

Até que entraram os trintas, comecei a namorar com o PAM e engordei sem saber como. Como eu costumo dizer, o amor engorda. Ou a estabilidade emocional. Não comi mais ou menos do que fazia antes, mas o meu metabolismo passou a funcionar de outra forma. Já não andava nos 55-58 Kg, andava ali nos 60-63Kg (tenho 1,69cm). E OK, aceitei, é a vida.

O exercício continuava completamente de parte e à medida que os anos de vida profissional sedentária de escritório passavam, mais eu sentia gordurinhas. Não necessariamente traduzidas em aumento de peso significativo, pois a gordura é leve, o que mais pesa é o músculo. Mas eu que tive tanto, não tinha quase nada.

Até que fiz uma curta dieta de redução calórica com a minha amiga nutricionista Mariana Abecasis, que adorei, resultou lindamente e durou. Foi a primeira vez na vida que fiz uma dieta, acho que foi em 2012 ou 2013. Mas para uma pessoa que toda a vida comeu o que quis sem engordar, a mudança de hábitos e o controle não é uma constante. Com o tempo acabei por regressar ao ponto onde estava que, não sendo gorda, era algo a que não me habituava.

Em 2014 fiz um plano de aceleração do metabolismo e treino muscular com um amigo meu (que já não trabalha na área). A ideia de perder peso era atraente e queria, claro que sim, mas eu estava muito interessada na mudança de composição corporal. Até ali tinha andado a brincar no ginásio (mais a pagar que a treinar) e não percebia nada daquilo. Também os planos que os PT faziam não me convenciam nada. 

Este plano que fiz foi absolutamente revolucionário, ensinou-me imensas coisas para a vida, ganhei uma massa muscular incrível, comia como uma leoa (um plano alimentar específico de compras de supermercado normais) e fiquei seca de gordura como já não me lembrava. Há fotos dessa altura em que até estranho a minha cara de tão magra que estou.

Foi espectacular, levou-me exactamente onde queria. Mantive durante imenso tempo o peso e a composição corporal até que fui relaxando. Já estava "como antigamente", como se fosse uma coisa sem necessidade de manutenção e o ginásio passou a ser uma miragem.

Entretanto engravidei, tinha 63Kg. Tinha tanto medo de ficar gorda que controlei bastante as asneiras que fazia e das poucas vezes que me davam fomes comia sopa (mesmo que me apetecesse pão). Tentei fazer ginásio, mas tive de desistir porque me faltava o ar e começava a ver clarões. Depois de estar tanto tempo parada não dava para me tornar desportista aos primeiros meses de gravidez! 

Parei o ginásio, tomei alguns cuidados com o que comia - agradeço os enjoos - e aumentei 11kg em toda a gravidez. Três semanas depois do parto só tinha 1kg a mais do que tinha quando engravidei, pesava 64kg. Uau! Estava contente, parecia que já não engordava outra vez e relaxei. Tinha bebé, estava contente, comia em modo de celebração enquanto lambia a cria. 

Ao fim de uns meses já não eram 64kg, eram 65kg. Regressou o medo de aumentar, voltei a ter cuidado, fui oscilando entre perdas e ganhos pequenos, equilibrado, mas sem grande motivação para fazer uma coisa a sério.

A minha filha nasceu em Março de 2017 e esse ano nunca fui à praia. Tinha um bebé muito pequeno, nem me apetecia. Mas a verdade é que não me sentia confortável. 

2018, idem. Não fui, não me sentia bem.

2019, idem. A história repetia-se.

Fui algumas vezes à praia com o PAM numas idas ao Brasil e não mais que isso. Também sem me sentir bem e sempre a pensar "estou gorda". Era como me ver ao espelho e não me reconhecer, não era o meu corpo que conhecia da vida inteira. Não me dava as mesmas respostas da forma que o conhecia.

Tinha vontade de emagrecer, mas empenho zero. Arrastei-me.

Odiava quase todas as fotografias e praticamente não tirei fotos com a minha filha nos seus primeiros três anos de vida. E isso é uma tristeza.

Até que no início de 2020 pensei "é este ano!". Finalmente comecei a motivar-me, a mentalizar-me e parte disso encontrei online com duas pessoas que fizeram a dieta LEV. Aquilo começou a despertar-me curiosidade e fui lendo sobre o assunto. Falei com pessoas, li testemunhos. Decidi-me e marquei consulta para meados de março.

Dá-se a pandemia. Tudo fechado em casa. Consulta adiada para data desconhecida.

Entre a preocupação da situação, havia ali alguma oportunidade de tempo para agarrar e gozar. Para estar em casa, ócio, boa comida, ver séries e fazer trabalho de escritório. Trabalhei imenso, mas também parecia que nos tínhamos dado liberdades de compensação emocional à situação e comi de forma alarve. O PAM estava louco, era pizzas e hamburguers em série. Eu, essas pizzas e hamburguers, mais chocolates a toda a hora. Às tantas era uma tablete por dia. E muito pão. Sempre tranquila porque dali a um tempo iria dar início à dieta, não havia de ser nada.

Mas o confinamento nunca mais acabava. Ao fim de dois meses em casa neste registo e à espera que as  calorias não se transformassem em gordura por milagre, já não eram os loucos 65kg. Eram 68kg. 

Meu Deus, nunca estive ali sem ser grávida. Estava reduzida a três pares de calças. Não me conseguia vestir. A minha cara parecia uma bolacha. Era uma situação nova na minha vida. Sentia-me horrível. Deprimida. Triste. Sim, eu mantinha-me dentro do IMC normal (quase a sair), mas sentia-me um ogre.

Como é que cheguei aqui? Por quê? - eram perguntas que me fazia.

Este estado emocional não foi uma coisa que partilhasse ao longo do tempo. Acho que pouco ou nada falei do assunto com o PAM e talvez ele só vá saber da verdadeira dimensão das minhas emoções na altura em que ler este texto. Na verdade, olhando para trás, acho tenho agora melhor noção do mal que me sentia do que percebia no momento. 

Entretanto, o país abriu as portas em maio, fui à LEV (de minha iniciativa) e em dois meses regressei ao peso que tinha há 11 anos. Voltei a encontrar motivação para ir ao ginásio, a ter ganas de ganhar músculo, mentalizei-me que sem ginásio não consigo comer as coisas boas que me apetece mantendo o peso que quero, recuperei roupa que não vestia há anos e anos. 

Surpreendente: voltei à praia, até fiz férias no Algarve, vesti bikinis à frente de toda a gente sem sentir que não era eu. Claro que não estou igual, estou mais velha e tudo bem. Mas já não me sinto estranha e já não me lembro do desconforto. É um assunto que não paira constantemente na minha cabeça. Já tiro fotos (selfies ao espelho!). Comprei roupa nos saldos com gosto. Aqueles três pares de calças que eram a única roupa que conseguia vestir, estão-me grandes. E vivo, também comi bolas de berlim na praia e fui jantar pizzas com os amigos.

Eu não tive cabeça para fazer isto há três anos, mas olho para trás e sei que só perdi tempo. Mais do que tempo, eu perdi momentos em família e deitei fora um tempo que não volta. 

Estou hoje num lugar completamente diferente. Como chocolates e pizzas, mas com outra lógica de compensação calórica. Aprendi a "conduzir" o meu corpo. Não deixo de viver - nem pensar, eu gosto muito de comida! - mas faço de outra maneira. 

Se há alguém que se sente como eu me sentia: sinto-me tão diferente e tão melhor! Portanto também é possível para outras pessoas. É certo que fiz a dieta LEV e adorei, mas isto não tem que ver com a LEV, muito menos este texto foi encomendado. Eles nem me contactaram, fui eu que os procurei. Podia ser outra dieta qualquer, há várias formas de perder peso, só temos de encontrar o que funciona melhor para nós.

Estou feliz, sinto-me bem, com energia e vontade de dizer a toda a gente que é possível. Tenho o corpo que é resultado do empenho e compromisso que assumo comigo mesma diariamente. Uns dias com comidas mais calóricas, outros com saladas e mais cuidado, outros a gastar no ginásio, outros sem sair da cadeira e daí nasce o resultado. Dá para tudo, chocolates incluídos, mas é preciso fazer um caminho de consciencialização 


Para os interessados, estou a preparar o próximo post com perguntas e respostas que me colocaram e fui reunindo sobre a minha experiência com a LEV. Podia ser outra dieta, mas foi essa que fiz. Da mesma forma que este, não é um post encomendado. 




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19.8.20

Algarve 2020

Já não ia ao Algarve... ui, nem sei! Uns 15 anos? É possível, até porque da última vez que fui encontrei o PAM num bar e eu estava com um antigo namorado, por isso foi mesmo há uma vida e meia.

E o motivo para nunca mais ter rumado ao Algarve é simples: aproveitei para fazer outras viagens.

Entretanto, a vida mudou, chegou a Carminho e nunca mais fizemos férias de verão. Onde estão os filhos pequenos para mim não são férias, mas pode ser um bom tempo passado em família. As viagens a dois têm sido escassas, foram rareando à medida que ela ia tendo capacidade de notar a nossa falta. Agora ando sem coragem de me afastar. E este ano, com COVID-19, sendo a família habituée do Algarve a cada verão, cerca de uma semana antes de rumar a sul pensámos: e se fôssemos também?

Procurei, procurei, procurei, mas em cima da hora só encontrava preços obscenos ou buracos. E eu não consigo ir de férias para uma casa hedionda, com decoração de mau gosto ou espaços a precisar de obras. Feng shui, riquezas. Faz parte das férias habitar espaços agradáveis e bonitos.

Já estava prestes a desistir a minha investigação online quando encontrei o Cardeal Suites & Apartments. Paguei como qualquer cliente, isto não é publicidade, mas é tão bom que merece a minha divulgação. E pode ser que vocês também andem à procura.

Uma breve pesquisa explicou por que motivo encontrei disponibilidade neste sítio tão giro. O espaço foi inaugurado há cerca de dois meses, num ano em que o país está deserto de turistas. Lucky me, mas isto é péssimo para os negócios e como empresária sei o que custa.

O Cardeal Suites & Apartments é exactamente como aparece nas fotos, um quarteirão/condomínio composto por nove casinhas, decorado com bom gosto e ares de revista, óptimos acabamentos de obra (que o PAM gosta destas coisas e esteve a ver aquilo a olho), tudo novo e até as facas estão com umas lâminas que cuidado, ah, ah! Até o site é bonito!

Fica em Faro, nunca tinha ficado na cidade, mas é numa zona muito sossegada, com distância a pé dos barcos que vão para as ilhas de Faro (ilha Deserta, ilha do Farol, ilha de Culatra) e para nós que íamos andar de um lado para o outro, sempre com programas, amigos e praias diferentes todos os dias, era indiferente ficar na cidade. Supermercados, shoppings, tudo por perto.

Foi a Cláudia que nos recebeu, uma simpatia, dona do espaço e ninguém põe melhor a mão na massa do que a pessoa que mais se importa com o negócio. Os terrenos eram da família do marido há décadas, ali estavam armazéns parados no tempo, tiveram a ideia de arrasar tudo e construir de raiz o Cardeal Suites & Apartmentsrecorrendo aos materiais da zona e ajudando a economia local. 

É um espaço moderno, pensado para agradar hóspedes que têm exigências de rigor e bom gosto como nós temos, não para turismo de massas, mas para uma coisa tranquila de poucos hóspedes. Maravilha das maravilhas, o -1 tem uma garagem para os carros, as portas e portões funcionam com códigos (não há chaves para ninguém), há painéis solares para poupança de energia, o AC da casa funciona impecável, os lençóis são bons, há almofadas com fartura, as zonas de duche no WC são enormes... só tenho elogios a dar a este espaço.

Ficámos na casa Buganvília, mas de uma próxima vez gostaria de ficar na Oliveira, a casa maior, gosto de espaço! Não foi possível porque estava ocupada uma parte dos dias, mas ficou-me debaixo de olho.

Se procuram um lugar bonito para poder ficar no Algarve a preços que não sejam um assalto, têm aqui uma excelente opção que encontram directo no site do Cardeal Suites & Apartments, no Booking aqui ou no Airbnb aqui, ambos com poucos comentários, mas os que existem deixam perceber que todos os elogios que faço são verdadeiros e a pontuação é excelente.

Boa sorte, Cláudia! Ficamos a torcer pelo sucesso do seu negócio! 

#nãoépublicidade





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28.7.20

Protecção solar que uso na Carminho


#nãoépublicidade 

Eu, histérica da protecção solar, me confesso. Nunca me esquecerei de um relato que li num comentário de IG (acho que foi no perfil da Pipoca), de uma mulher que tinha cerca de 30 anos e cancro de pele por causa de um escaldão que apanhou aos 12 anos. Basta um escaldão para provocar dano celular e anos depois desenvolver melanoma. Um único escaldão chega, sabiam? E ser mãe e ouvir que o filho tem cancro de pele por causa de um escaldão em idade que é nossa responsabilidade?

Não tenho memória de apanhar escaldões em criança, mas em adolescente corri riscos da estupidez. Quanto mais escura e mais bronzeada, mais gira e cool. O envelhecimento da pele era só daqui a muitos anos, o cancro de pele só devia acontecer aos outros. Se soubesse o que sei hoje! 

Hoje em dia é raro estender-me ao sol e ando sempre de protecção máxima. Lido todos os dias com melasma no rosto, uso protecção verão ou inverno, passo a vida a ler sobre o assunto em busca do último grito para disfarçar o que tenho na cara.

Como podem imaginar, sou agora histérica da protecção solar da Carminho que, espero, aprenda e cumpra o que aprendi e tenho para ensinar. Espero que essa coisa de ficar de pele escura seja uma moda que se acaba. Hoje fico branca como uma lula e quero lá saber, aceito a minha cor natural.

Descobri este protector solar da BIODERMA o ano passado, o Photoderm Mineral, e é o que tenho usado na Carminho. É perfeito. Faz uma película esbranquiçada sem ser desconfortável, sei exactamente se deixei algum espaço de pele sem protecção, olho para o relógio para saber quando tenho de renovar, anda ao sol e nunca ficou com vermelhidão (dava-me um fanico). E ontem reparei que está com o corpo escurinho e o rabo branco. Mesmo assim, bronzeia.

É uma embalagem pequena, mas é perfeito para idades pequenas, cicatrizes que se querem poupar, zonas sensíveis, fiquei fã desta protecção solar.

É verdade que a Bioderma por vezes me envia presentes (que adoro), mas neste caso nem foi um deles. Se procuram uma protecção segura para os vossos filhos pequenos, este creme é impecável e seguro, basta ir reaplicando ao longo do dia e fico descansada.

Fiz esta e esta publicação nas redes sociais e os comentários falam por si, a opinião sobre este protector solar não é somente minha.





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27.7.20

Frango com tomate e queijo




Já foi há muito tempo, um dia numa viagem ao Brasil comi um frango com tomate e queijo que me ficou na memória. Cheguei a casa e quis replicar, foi a Sirly que tomou conta da ideia. É uma óptima opção para variar de bifes de frango simples e as crianças costumam apreciar, muito provavelmente porque dá uns ares de sabor a pizza.

bifes de frango
2 ou 3 tomates maduros
1 cebola 
alho
azeite 
polpa de tomate a olho
sal 
pimenta
limão
orégãos 
queijo 

1. Temperar os bifes de frango com sumo de limão, sal, pimenta e alho por umas horas.

2. Numa panela, refogar a cebola em azeite. Acrescentar o tomate, um dente de alho e quando estiver cozinhado, adicionar uns golpes de polpa de tomate a olho. Temperar com sal, orégãos e bater com a varinha mágica.

3. Num pirex, estender os bifes fazendo camadas com o molho. Na última cada de molho, adicionar queijo que pode ser mozzarella ou outro, pode até ser mistura de queijos, conforme preferência pessoal. 

4. Polvilhar a última camada com orégãos. Levar ao forno a 180ºC até os bifes ficarem bem cozinhados e o queijo gratinado, cerca de 30min.


É óptimo!




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6.7.20

Quanto valem uns bolsos?



Saia da Massimo Dutti, refª 5265/853, aqui



Saia da Mango, refª 67049206, aqui


Andava há que tempos em busca de uma saia beige deste género e eis que apareceram duas, uma na Massimo Dutti e outra na Mango. 

Ao experimentar a saia da Mango, adorei, mas a falta de bolsos foi um terrível turn off.
Devia ser proibido fazer saias destas sem bolsos!

 O que me levou à saia da Massimo Dutti (que ainda não vi nem experimentei), mas estamos a falar de 26€ contra 70€.

Coloca-se a pergunta: quanto valem uns bolsos? 






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24.6.20

Planos para a minha sala




O plano já é antigo, tem mais de um ano, mas como tudo que é meu, arrasto no tempo.
Ando doida para ter uma planta destas em casa.

Mas falsa, sem me dar trabalho, sem crescer e depois não saber o que lhe fazer, 
daquelas tão boas que parecem verdadeiras e uma pessoa tem de ir lá mexer com os dedos para ter a certeza.

Onde? Alguém sabe?





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18.6.20

Toda a protecção solar que uso no rosto tendo melasma ou o que devem usar para atrasar o envelhecimento da pele



Este é um post que já vos devia desde o verão passado: tudo o que uso relativo à protecção solar de rosto, tendo em conta que tenho melasma.

Para quem tem melasma, vamos esclarecer o seguinte: não há solução, não há cura, não se reverte, apenas podemos evitar que piore e disfarçar. O que eu uso e toda a informação que consta neste post é fruto de muita leitura e de aconselhamento profissional. Nestas sugestões que vos deixo estão as indicações do meu médico dermatologista que adoro (Dr. João Maia da Silva, CUF) e que tão bem me tem ouvido, tratado, sem NUNCA se desinteressar pela parte estética que tanto me importa. Este médico foi um achado.

Para quem não tem melasma, mas quer evitar ter, quer adiar as rugas, para quem se preocupa com a pele, todos estes produtos são uma excelente opção. Acreditem, o melhor anti-rugas que podem usar na vida é protecção solar continuada, seja verão ou inverno, dentro ou fora de casa.

Os raios solares não se resumem à simplicidade UVA e UVB que costumamos ouvir falar, há mais realidade além disso (UVA, UVB, HEVis, IR-A) e os protectores solares não protegem contra todos os raios. Riquezas, a aprendizagem é longa, não dá para colocar tudo aqui, mas se tudo o que é luz indirecta provoca envelhecimento da pele, imaginem luz solar directa na toalha da praia. Sim, até através dos vidros, em casa ou no carro.

A marca recomendada pelo meu médico dermatologista e que vim a estudar é a Heliocare, da Cantabria Labs, uma empresa espanhola ligada à investigação, dermatologia, ginecologia, medicamentos, etc. Ou seja, estamos a falar de uma empresa que opera virada para o ramo médico e não de cosmética. 


Vamos aos produtos que estão na foto!


Heliocare 360º Mineral Tolerance Fluid SPF 50 - este foi o primeiro protector solar recomendado pelo dermatologista. A marca tem a linha 360º que recebe esse nome porque protege a pele contra todo o espectro de raios solares com uma tecnologia que é patente da empresa, o Fernblock (encontram mais informação no site da marca). 

Não tem nenhum cheiro em particular, nem bom nem mau. Na primeira aplicação achei que ia ser impossível seguir a recomendação do médico porque nos primeiros segundos de aplicação a cara fica branca, mas são mesmo uns segundos, quando se espalha não fica nenhuma amostra de branco. Tem uma textura que parece oleosa, não tendo óleo. O que faço é aplicar pó com um pincel e já está, fica impecável, não faz transpirar, não me deixa com brilhos, posso aplicar maquilhagem, é uma excelente protecção solar. No entanto, prefiro este creme para o inverno e meia-estação do naqueles dias de verão com muito calor.


Heliocare Ultra Gel SPF 90 - Gostei tanto do creme anterior que fui ver qual era a oferta da marca. Esta foi a minha segunda compra Heliocare com orientação do dermatologista. Como tem uma textura gel, achei que ia gostar mais e não me enganei. É muito bom, de elevadíssima protecção SPF90, no entanto já não é o 360º contra todo o espectro de raios solares, ainda que seja excelente. Ele desapareceu, mas voltei a encontrá-lo, acho que lhe mudaram a embalagem e agora tem este aspecto (ver aqui). A textura é óptima e o acabamento também.


Heliocare 360º Gel Oil-free SPF 50 - Há umas semanas estava na Notino a fazer compras quando descobri que vendem Heliocare e que existia uma novidade na marca: o mesmo 360º, desta vez num consistência gel oil free e com o plus de ter um acabamento seco. Como tinha os outros a acabar, encomendei e foi uma excelente surpresa. Óptima protecção com o melhor toque e acabamento. Esta versão é de ano inteiro, fiquei cliente e ainda por cima é mais barato que os anteriores. Além disso, por algum motivo este protector dá-me a sensação de ter um cheirinho frutado, embora não o seja, pois não existem perfumes adicionados a esta gama de protectores solares.

Este é o meu top 3 na escolha da protecção solar no rosto e que tem recomendação médica. Mas há ainda outro que em termos de textura é o meu preferido de sempre.


Não está na foto, mas reparei há dias na embalagem do ISDIN Fusion Water SPF 50 que este protector também protege contra a gama completa de raios solares (UVA, UVB, HEVis, IR-A). Já tinha referido este protector solar logo quando saiu em 2016 (aqui), é das melhores texturas de sempre. Honestamente, este protector é o mais parecido com a sensação de não ter aplicado nada na cara, tem uma enorme base de água (não substitui um hidratante) e é por isso perfeito para quem não gosta de cremes, para o dia-a-dia, para aplicar antes da maquilhagem, etc. Foi por acaso que reparei na indicação da gama de raios solares completa na embalagem que comprei recentemente. Não sei se o protector sempre foi assim e apenas passaram a incluir a informação na caixa ou se mudaram a fórmula. O que é certo é que no site a informação não consta como tenho na minha embalagem. É perfeito! 

Também não está na foto e conheci posteriormente a este texto (vim aqui acrescentar), é o FotoUltra100 da ISDIN, um spot prevent, que como o nome indica ajuda a prevenir a formação de manchas além do seu trabalho de protecção solar. Este protetor assegura uma proteção UVA três vezes superior ao mínimo recomendado num protetor solar SPF50+ e foi uma excelente surpresa que vai directo para os preferidos: boa textura, confortável, sem oleosidade, combina bem com a maquilhagem, gosto muito, é um excelente protector citadino ou de verão.


Ter melasma é uma infelicidade. Há casos muito piores, bem sei, mas não é nada agradável ter de olhar ao espelho todos os dias e ver estas manchas escuras em forma de borboleta. A maquilhagem ajuda, mas nada ajuda mais do que prevenir que fique cada vez mais escuro.

Lembro-me de uma vez que fui a Toronto no outono, estavam uns dias espectaculares, não levei chapéu a achar que não ia ser preciso e só de andar na rua, sem grande calor e com protecção máxima, regressei com as manchas castanhas. Era evidente que tinha piorado, não queria acreditar. Portanto, a protecção solar ajuda a prevenir maiores problemas, a evitar danos celulares, as rugas e tantos outros danos provocados pelo sol, mas no que toca à cor (bronzeamento) só fugir da exposição directa do sol ajuda.

Com os anos passei a usar chapéus na cidade (não é pelo estilo, é para poupar a minha cara). Na rua ando pela sombra. Se tenho de parar na rua viro-me de costas para o sol. Basicamente, aprendi a viver com o sol e não exponho a minha cara em bronzeamento desde 2016. Se soubesse o que sei hoje!

No entanto, não deixo de viver, gosto de passear e adoro o verão! Então, à melhor protecção solar aplico por cima bloqueadores que fazem uma camada de cor por cima da pele como um barro. Assim fico eu pintada, mas impeço que a pele bronzeie nas zonas onde aplicar (nos bocadinhos de tempo que não tenho como fugir ao sol isto é fundamental).


Da La Roche-Posay, o Anthelios Blur Lisseur Optique, dá-me a sensação que comprei o último e foi descontinuado (daí a falta de link). Adoro este produto! É como uma mousse seca com cor, extra suave, sem nenhum cheiro em particular. Talvez encontrem algum resto de stock nas farmácias. Se encontrarem, agarrem, é mesmo muito bom. Adoro usar quando vou andar a pé. No entanto, onde encostarmos (se encostarmos) vai sujar. Não será má ideia ter uma toalhitas por perto ou não esquecer que não dá para despir a camisola a roçar na cara. 


O Bioderma Photoderm Max 50+ e o ISDIN Compact 50+ (nas farmácias), são discos de protecção solar compacta que também funcionam como um barro. O da Bioderma prefiro com tempo seco, é mais hidratante e o da ISDIN prefiro com humidade e calor, é mais seco. 


O Bioderma Photoderm Nude Touch SPF 50+ é um excelente citadino com acabamento seco que já recomendei antes (neste post aqui) e uso desde que saiu para o mercado, em 2018. Vi no site que a embalagem parece ter mudado, não sei se a fórmula também se alterou (deixei de receber produtos da marca e como recebo outras coisas perdi um pouco rasto), mas o meu está a acabar e brevemente compro outro. Na Notino foi onde encontrei mais barato. 


O SunBrush da ISDIN 50+ (compra-se nas farmácias) é uma fotoprotecção em pó 100% mineral, óptima opção para o caso de começar a ficar com a pele brilhante em dias de muito calor e combina lindamente com maquilhagem. Leva-se bem na mala, gosto muito deste pó mas para acabamento, não uso como protecção solar única. 


Ai riquezas, espero que apreciem e que este post vos ajude que deu uma trabalheira! Os meus produtos estão bem usados, na verdade a maior parte estão a acabar, não são as primeiras embalagens que compro, têm sido anos de aprendizagem e de estratégia para não piorar as manchas (e já agora retardar o envelhecimento) e que tenho conseguido muito bem. 

Agora que encontrei a fórmula certeira com este mix de produtos, espero que vos ajude!






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3.6.20

COVID-19: não saber o que está a ser feito significa que nada está a ser feito?



Há cerca de um mês o Gabinete Português para o Parlamento Europeu convidou-me a participar de um webinar. O convite estava endereçado a alguns influencers e jornalistas. Objectivo: disseminar informação, informar quem trabalha com plataformas e audiências, com informação real e verdadeira, da fonte, em vez de alimentar a sede de conhecimentos com informação duvidosa que vai circulando onde a desinformação é rainha: nas redes sociais.

Foi uma experiência muito interessante, adorei! Foi a primeira vez que participei num webinar, é como uma reunião gigante, uma vídeo-chamada com vários intervenientes, super ordeiro, foi possível intervir, colocar questões, foi bom ver gente nova interessada. Caras bonitas (lindas, na verdade), maquilhadas, mas eram mais do que a sua beleza, os cremes ou as roupas que as influencers têm fama de publicar nas suas páginas. 

Tudo com cérebros funcionais e inteligência nas questões colocadas, foi uma lufada de ar fresco. 

Podia ficar aqui uma eternidade e escrever um longo texto sobre o que aprendi, mas vou resumir em alguns highlights as coisas que achei mais interessantes:

1. A União Europeia a trabalhar com influencers e a procurar cidadãos mais activos é uma forma certeira de olhar para o mundo real. No webinar o interlocutor afirmou que mais do que governos ou entidades, "people tend to trust people”. E é verdade, os seguidores com o tempo estabelecem uma relação de confiança. Isso significa que podemos aproveitar o "público" que temos, assumir sentido cívico e ajudar com informação, que muitas vezes até pode calhar ser da área profissional do influencer. Exemplo: durante o mês de março fiz imensos stories para ajudar os meus seguidores a interpretar os gráficos da COVID-19 no mundo. Já não é a minha área profissional, mas durante muitos anos trabalhei em comunicação em saúde. E nisto difundi informação verificada e indiquei fontes. Noutros casos motivei à solidariedade fazendo a ponte entre marcas fabricantes de cremes e hospitais com profissionais com problemas de pele provocados pelos equipamentos de protecção. Ajudei a preencher necessidades, informei e isso foi gratificante.

Sobre informação verdadeira, para saberem mais pelas vossas mãos, cliquem aqui, têm notícias do que se faz na Europa (incluindo em português).   


2. A União Europeia iniciou um combate às fake news que durante algumas semanas se debruçou sobre 
"notícias" (com origem fora das fronteiras da UE) de que a União Europeia era useless e que a crise da COVID-19 iria desintegrar a União Europeia. Provavelmente todos passámos por artigos que traçavam cenários negros. 


3. A European Center for Disease alertou a União Europeia para um potencial perigo do vírus a meio de Janeiro. Em Janeiro o assunto discutia-se na comunicação social como sendo um problema da China.


4. Logo em Janeiro a União Europeia enviou ajuda médica para a China. E isto não é de conhecimento público porque é habitual da União Europeia ajudar outros países, os fundos não gastos para fazer campanhas de propaganda.


5. Num par de semanas, a União Europeia mobilizou milhões para minimizar o impacto económico na Europa. Afirmaram, com algum humor, que nessas duas semanas foram tomadas mais decisões que no espaço de um ano.


6. Existe um enorme financiamento para o desenvolvimento de uma vacina. Não é dinheiro atirado ao ar sem controle, trata-se do financiamento de equipas científicas específicas que com a ajuda da União Europeia são colocadas em contacto, em comunicação e coordenação, em vez de haver lugar à concorrência. Isto é muito importante para, por exemplo, não se fazerem os mesmos testes em diferentes laboratórios, o que seria duplicar trabalho, gastar o tempo e o investimento financeiro da ciência, tudo em vão.


7. A União Europeia alterou rapidamente a legislação para acabar com os ghost flights. E o que é isso? Eu não fazia ideia. Para poder trabalhar determinada rota, uma companhia aérea tem de cumprir um mínimo de voos. Em pleno COVID-19, com as pessoas em casa e as viagens canceladas, as companhias aéreas estavam a fazer voos vazios para não perderem essa rota na sua lista de destinos.  


8 . Nos anos 50, aos primeiros passos da criação da União Europeia, um dos projectos paralelos era o de criar uma União Europeia para a Saúde, o que veio a cair por terra. Agora a questão renasceu e bem. Esta pandemia, a chapada no sentimento geral de que seria impossível acontecer algo assim mudou muita coisa (convenhamos, parece um episódio de Black Mirror), sobretudo a forma de pensar em muitas áreas e, nomeadamente, a dependência que a Europa mostrou ter do continente asiático em relação à produção de máscaras.

Para mim que trabalhei na área, uma União Europeia para a Saúde seria um trabalho espectacular. Devemos lembrar uma enorme conquista que é o direito à saúde: um espanhol doente em Itália é tratado num hospital como um italiano. Temos isso tão garantido que esquecemos que é algo fantástico. Mas o que acontece a um mexicano doente nos EUA? Aliás, o que acontece a um doente americano sem dinheiro nos EUA? 

Conheço uma pessoa, portuguesa, que sofreu um acidente na neve há uns anos. Foi para a Suíça, o acidente aconteceu nas montanhas do lado de Itália, foi transportada, foi operada, ficou com uma excelente cicatriz, foi acompanhada, voltou a Portugal. Na altura acompanhei o caso de perto e achei tudo de um profissionalismo, de um sentido de humanidade e de boas práticas entre países, assinalável. De facto fazer parte de uma União Europeia é uma coisa fantástica.

Por falar nisso, pessoas que fazem viagens pela Europa, sabiam que existe um Cartão Europeu de Seguro de Doença (aqui)? Se vos acontecer alguma coisa num país da União Europeia só têm de mostrar o cartão e a conta fica paga. Podem requerer o cartão no site da Segurança Social Directa, enviam para casa e tem a validade de dois anos. Tenho sempre que faço uma viagem!


No webinar eu era única portuguesa, mas foi impossível não reparar na quantidade de croatas activos. Destacavam-se. Por que motivo os portugueses serão tão pouco activos nestes assuntos? Existirá um desinteresse total por parte dos influencers e de quem os segue? Ou os portugueses em geral dão tudo por garantido, alguém faz o trabalho e por isso o assunto não merece melhor reflexão e dedicação? "Alguém que trate" chega?

Alguns seguidores sabem, no início de março, com a COVID-19 a dar os primeiros passos, decidi fazer um vídeo a ver se chegava ao Primeiro Ministro. Com o risco de sair dali completamente humilhada, dei o passo em frente, tornei-me voz activa, gravei e publiquei (e acabei convidada para o webinar).

No meu coração achei que ia ter algumas pessoas a ver, as pessoas que já me seguem. É que os assuntos políticos cativam pouco as pessoas e não esperava muito dali. Mas o resultado foi completamente viral e muito além de qualquer boa expectativa que pudesse ter.

Em geral, eu também não gosto de política ou de políticos. Mas gosto de determinação e de ver trabalho feito.

Não tenho um espírito de que o meu país não presta, acho que temos coisas muito boas e competentes, mas no vídeo fiz críticas à lentidão da acção. No reverso da medalha, Espanha aqui ao lado está há três meses na imprensa a admirar a estratégia portuguesa, as competências profissionais, parece que somos os maiores. E cá dentro achamos que é tudo farinha do mesmo saco.

Criticar é fácil, há sempre uma sensação de que se está a fazer muito menos do que se poderia fazer porque muitas vezes não há exactamente aquilo que é uma necessidade óbvia: informação sobre o que está a ser feito.

Com o estalar da COVID-19, achei curioso e interessante que a União Europeia tenha pedido cooperação às plataformas das redes sociais para combater a desinformação. O fact check ganha cada vez mais importância no mundo moderno e hoje em dia a disseminação de um tipo de informação criada para gerar cliques é mais difícil que há dois anos. Mas ainda assim é um trabalho volumoso e em constante adaptação. Se precisarem de confirmar se uma notícia é verdadeira, vão a esta página que vai fazendo trabalho (e que eu nem sabia que existia).

A União Europeia tem grupos de trabalho na criação de conteúdos digitais. Seria ingénuo pensar que basta escrever meia dúzia de linhas e esperar que a informação se dissemine. Não, são precisos conteúdos gráficos, atraentes, pois os olhos comem e é aí que nasce a primeira atracção pelo conteúdo. No entanto, é só uma parte do caminho. 

Produzir é fácil, mas a partilha fica nas mãos de outras pessoas. Disseminar depende da boa vontade de terceiros e, sobretudo, da consciência de sentido cívico e de sentido europeu. Para ir seguindo e saber mais do que está a ser feito, sobre o tema COVID-19 e outros assuntos, sigam estas páginas de Instagram aqui, aqui e aqui.

A União Europeia fez-se do espírito de solidariedade, dos melhores princípios humanos e, mais do que ser um cidadã de um país, ser cidadã europeia para mim significa "segurança". Entre muitas outras características, gosto de me sentir parte da União Europeia, a expressão "juntos somos mais fortes" faz todo o sentido.

No fim, depois de diálogos tão interessantes e aprendizagem, perguntei-me: como é que um país europeu pode preferir o isolamento à oportunidade pertencer à União Europeia? Será sempre um mistério para mim.

Sejam activos, isso melhora a qualidade de vida de todos 


Entretanto fui hoje convidada para um novo webninar, desta vez sobre desinformação e fake news em detalhe. Estou curiosa! Interessa-vos saber mais?




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2.6.20

Esparguete de courgette com camarões e pesto



"Esparguete" de courgette? É já a seguir e num minuto! #sirlypower

A minha varinha mágica é uma mega-aquisição e dispensa aqueles monos enormes de manivela para espiralizar. Vejam a minha courgette espiralizada neste vídeo que fiz aqui. São literalmente segundos!

Bate sopas que é uma maravilha, traz várias lâminas de corte (espiralizador, ondulado, em fita ou picadora), bate natas daquelas de virar ao contrário e não cair, é uma felicidade na cozinha. Basta ver as reviews no site (aqui), não me deixam mentir. É a Philips ProMix HR2657/90, recomendo a quem procura uma boa e completa varinha mágica. 

Para mim que se cozinha muito em casa e gosto de boa comida , saudável e de baixas calorias, estou encantada. E a Sirly também, até sorri com a facilidade de espiralizar.

Deixo-vos esta receita de "esparguete" de courgette com camarões e pesto que é uma delícia pouco calórica.

3 courgettes
300 gr. de camarões cozidos
molho pesto
sal
azeite
manjericão

1. Lavar as courgettes e espiralizar.

2. Num wok, colocar um fundo de azeite e saltear a courgette. Temperar com sal a gosto.

3. Descascar os camarões enquanto a courgette cozinha.

4. Quando a courgette estiver no ponto, desligar o lume, adicionar umas colheres de pesto, mexer bem e acrescentar os camarões descascados. Decorar com folhas de manjericão.


Já está! Mais simples que isto é difícil!

Recomendo a acompanhar com uma boa salada.

Usei um molho de pesto biológico que comprei no Lidl, é bom, mas podem fazer o vosso pesto em casa, se preferirem (nunca me aventurei).


 🎁 @philips #philips #espiralizar #legumes #courgette #varinhamágica




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1.6.20

Carminho e a cadeira da papa



Nas últimas semanas tenho aproveitado para vender, dar, devolver, you name it, tudo o que já não está em utilização em casa. E esta cadeira da papa da Chicco foi uma peça que me custou mesmo, mesmo, abdicar.

Isto não é publicidade, notem que estou a escrever este texto quando a cadeira já tem uma nova dona, mas era impossível não tirar uma última foto e partilhar o boa que é. Se estão para ser pais brevemente, se conhecem alguém a ter bebé brevemente, esta cadeira é uma escolha certeira. Não podia recomendar mais.

Na verdade, começámos por ter outra cadeira de refeições, cheia de design, toda gira, mas... na prática era mais design e pouco adequada para o bebé. Vendemos e procurámos outra solução mais adequada às necessidades do bebé (e nossas, também!).

A Polly Progress5 da Chicco foi-nos recomendada. Confortável (o que a anterior não era, mas na altura percebia pouco do assunto), com várias posições, sobe, desce, reclina, retira tampo, lava, retira e recoloca assento, assento lavável e impermeável, resistente, com rodinhas, foi uma maravilha.  O vídeo mostra bem o potencial. 

A cadeira ainda servia perfeitamente, mas a Carminho cresceu, passou a querer usar as cadeiras normais, não pude obrigá-la a ser bebé para sempre e tive de abdicar. 

A nova dona da Polly Progress5 é agora a filha de um amigo meu, levou a cadeira impecável, sem danos, tal como saída da loja. É daquelas cadeiras que compram, usam durante uns quatro anos e ainda está boa para durar para mais crianças, rodar dentro da família, pelos amigos and so on.

Mesmo antes de o meu amigo tocar à porta, tirei umas fotos com a Carminho sentada. Às tantas pensei se aquele sentimento de tristeza era mais um reforçar íntimo de que não haverá mais bebés. Mas não, já me passou, a tristeza era que esta cadeira me fez mesmo feliz, nunca me desiludiu e a Carminho cresceu. Nunca queremos abdicar de coisas boas.

A cadeira Polly Progres5 pode começar a ser utilizada desde o nascimento e tenho pena de não a ter tido logo desde o início. Teria dado muito jeito ao meu lado, mas na altura tínhamos este baloiço (que também ganhou nova dona entretanto). A cadeira, além das refeições, dá para usar como assento de fixar a uma cadeira dentro ou fora de casa, mas nunca usei essa modalidade. Crianças e restaurantes não é a minha cena, nunca escondi.

Quem também tem esta cadeira? Não é espectacular?

Temos cada vez menos coisas de bebé, acho que da Chicco só sobra o carrinho de bengala e a cama de viagem (hei-de escrever post sobres estes dois). 

Se tivesse outro bebé repetia todas as escolhas Chicco que fiz, será sempre uma referência de bebé para mim 

#nãoépublicidade







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16.5.20

Sopa de agriões


Adoro sopa e a Sirly veio com receitas bem boas! 

Esta sopa de agriões é das minhas preferidas #sirlypower

A Sirly começou a fazer sopas com uma varinha mágica da Philips que tive durante anos e anos. Adorava-a, nunca me deu problemas, até que a lâmina do pé se estragou de tanto uso, mas o motor continuava impecável a trabalhar. Infelizmente, a varinha era tão antiga que o pé já não se fabricava para substituição.

Comprei uma varinha de marca mais barata para remediar o trabalho das sopas enquanto procurava o pé da Philips no OLX, no Ebay, na Amazon, corri tudo sem sorte nenhuma. E em menos de um ano a varinha de marca barata começou a fazer barulhos infernais como se fosse explodir.

Nem perdi mais tempo, temos outra Philips. Esta é Pro Mix, traz varinha, batedor de natas (firmes de virar ao contrário!), espiralizador, tudo na mesma varinha e para durar mais de uma década outra vez. 

No site todas as pessoas que fizeram uma review deram cinco estrelas. Também recomendo! 

1 pacote de agriões
4 courgettes
5 cenouras
1 cebola
1 chuchu
1 nabo
3 dentes de alho
azeite 
sal

1. Descascar as courgettes, as cenouras. a cebola, o chuchu, o nabo, os dentes de alho, lavar, cortar e colocar numa panela grande.

2. Cobrir com água a ferver e deixar cozer cerca de 20 minutos.

3. Desligar o lume e bater com a varinha mágica até ficar um creme aveludado.

4. Acrescentar sal, mexer, deixar os agriões e deixar cozer cerca de 5 minutos.

5. Desligar o lume, deitar um fio de azeite, mexer, tapar com a panela e deixar repousar cerca de meia-hora.


Maravilhosa!

🎁 @philips #philips #sopa #legumes






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15.5.20

5.5.20

Salame de chocolate



Ah, que maravilha! A receita do salame de chocolate da mamãe para vós e pelas mãos da Sirly! 

É perfeito, não é muito doce, não é amargo, mata o bicho de chocolate, é fresquinho e faz sucesso em qualquer festa.

4 gemas
100 gr. de cacau
100 gr. de manteiga à temperatura ambiente
125 gr. de bolacha Maria
180 gr. de açúcar em pó

1. Partir a bolacha Maria em pedaços dentro de uma tigela.

2. Noutra tigela, bater a manteiga com as gemas. Nunca aquecer a manteiga.

3. Acrescentar o cacau e o açúcar em pó. Notem que tem de ser açúcar em pó, não optem por açúcar normal para não ficarem a trincar granulado, é desagradável.

4. Juntar a bolacha partida à mistura, formar um salame em papel de alumínio e levar ao congelador.


Há quem opte por manter o salame de chocolate no frigorífico. Não gosto NA-DA! Assim nem como. Para mim o salame fica no congelador at all times.

Devido aos ingredientes, nunca fica com uma textura pedra tipo cubos de gelo. Para consumir basta tirar cinco minutos antes e partir as fatias numa tábua de madeira com faca afiada. Depois é voltar a colocar no congelador o que sobrar.

Além de saber muito melhor fresco, desta forma o salame de chocolate dura semanas e semanas no congelador.

E vocês, como fazem?

#sirlypower


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11.4.20

Séries: Unorthodox


Trailer aqui

Ui, ui... eu nem sei o que diga, mas talvez comece por dizer que foi uma série que me deixou inquieta.

Regra geral, não gosto de religiões e esta história verídica é um bom exemplo disso. Eu sei ver que todas as religiões partem de um bom princípio, mas depois vem o homem e estraga tudo. Atenção, não é o Homem que estraga, válido para seres humanos. São mesmo os homens que estragam, que com carisma fazem as suas interpretações das escrituras, põem um rebanho a segui-los, aquela anormalidade torna-se religião, as mulheres são subjugadas, os homens são reis e todas estas histórias com características comuns de falta de liberdade e mente controlada, metem nojo.

Unorthodox é uma série muito pequena, de apenas quatro episódios. Estreou na Netflix há uns dias, com pormenores alterados para a ficção, mas é uma história verdadeira e inspirada neste livro.

Esty é judia, tem 19 anos, faz parte de uma comunidade ultraortodoxa que vive em Williamsburg, Brooklyn, NY.  Toda a sua educação é virada para a religião e para o que a religião manda. A sua missão como mulher é casar, procriar, cuidar e ter filhos em barda. Não tem TV, nunca teve acesso à internet, as mulheres não podem cantar porque é impróprio, vivem num mundo completamente bizarro à parte do resto do mundo.

O mundo dela é tão à parte que nem sabe que tem uma vagina e não sabe o que é sexo exactamente.

Na sua comunidade, os casamentos são arranjados. Quando casam, os pares só passaram os olhos um pelo outro umas poucas vezes e é-lhes dada permissão para uns minutos de conversa, para se conhecerem. Os casamentos são acordados entre as famílias e um qualquer casamenteiro manda-chuva. 

Todos os rituais em volta daquilo são... horríveis. Toda aquela forma de viver a sociedade com homens num lugar, mulheres noutro, homens a mandar, mulheres mandadas, homens com prazer, mulheres a sofrer, tudo aquilo é no mínimo revoltante. 

Até que Esty decide que aquilo não é vida.

Muito bom.



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9.4.20

Um dia mato este gajo #96



O meu marido anda a gozar-me em praça pública pelo corte de cabelo que apresenta.

Em minha defesa, segue a verdade dos acontecimentos:

PAM Maria estava há dias a protestar que precisava de cortar o cabelo. Não podendo fazê-lo no melhor spot de Lisboa, o The LOFT, ameaçou comprar uma máquina de rapar cabelo, o que fez. A máquina de 20€, claro está, não valia nem os 20€.

Note-se que durante o tempo em que ameaçou rapar o cabelo, também Maçã Maria protestou pelo facto de não apreciar o marido com cabelo à militar, pedindo-lhe que tivesse paciência e aguardasse por um corte decente. Afirmou inclusivamente "nenhuma mulher gosta de marido feio".

No WC, pronto para dar uma auto-carecada, PAM Maria rapidamente percebeu que não conseguia fazer o trabalho sozinho, pois a máquina era pouco eficaz e exigia 100 passagens para cortar a mesma estrada de cabelo.

Já com dores no braço e um WC que metia nojo aos cães, PAM Maria chamou sua mulher aos gritos, passando o pincel para ela.

É sempre ela, a coitada.

E o trabalho ficou feito, cabelo cortado por igual.

MAS, não satisfeito, sempre a viver a vida no fio da navalha, PAM Maria decidiu que desejava o cabelo ligeiramente mais curto atrás. Mudou o pente à máquina e chamou Maçã Maria aos gritos, mais uma vez.

Maçã Maria lá foi, contra a sua vontade, assumindo falta de vocação para o que lhe era pedido, avisando que era uma má ideia. Tentou fazer ver o seu ponto de vista, mas perante insistência, cedeu à vontade do queixoso.

Acontece que PAM Maria colocou mal o tamanho do pente na máquina, passou a mesma para as mãos de Maçã Maria, que por sua vez pegou na máquina com maus modos e sem olhar.

No momento em que encostou e arrastou a máquina no couro cabeludo, foi a desgraça que se vê provada em imagem.

Maçã Maria quase desfaleceu. Deu um grito como quem vê corpos em decomposição à beira da estrada de um país em estado de sítio, levando a mão esquerda à boca.

Depois, foi um mix de gritos, gargalhadas e lágrimas.


Em defesa da honra de Maçã Maria, atribua-se a responsabilidade ao queixoso.

Dá-se como provado que o sofrimento do queixoso será minimizado pela falta de contactos sociais a que a pandemia obriga, sendo que uma vez regressado ao exterior e ao trabalho a sua melena já terá sido rectificada pela natureza.

Acrescem ainda momentos de gáudio proporcionados à família por vídeo-chamada, lágrimas e dores de barriga de tanto rir, o que nesta fase de pandemia é de valor e não deve ser desconsiderado.

É saber lidar!




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© A Maçã de Eva

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