23.2.21

Séries: Unbealivable


Trailer aqui

Unbealivable, esta série de oito episódios é boa demais. Toda a gente devia ver e aprender o que sente uma vítima de violação. 

A confusão, o medo, a falta de foco, o desnorte, a dúvida, a culpa e todo um rol de comportamentos que uma grande parte das pessoas não entenderá, como a falta de firmeza em colaborar com as autoridades.

A série é da Netflix, podem saber mais aqui e é inspirada na realidade, quando um violador em série difícil de apanhar realizou diversos ataques em Washington e no Colorado. Esta série de crimes resultou numa reportagem da ProPublica, "An unbealivable story of rape", que podem ler aqui.

Afinal, Marie foi violada ou é só uma jovem estranha, meio dramática e mentirosa? 
A depressão.
A pressão dos que a rodeiam.
A quantidade de vezes que tem de repetir a história.
O desprezo.
Os anos que passam.

Todas as pessoas deviam ver esta série, mulheres e homens. E todos os pais deviam dar às filhas adolescentes a ver, se entenderem que têm a maturidade necessária para dali retirar ensinamento.

A série é tão boa que se não fosse uns momentos parvos ali no fim a atirar para o filme americano de quinta categoria, era perfeita.





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22.2.21

Três condicionadores para cabelos finos


E para quem tem cabelos finos e sem volume como o meu, deixo três sugestões de condicionadores para este tipo de cabelo tão difícil. Eu que o diga, há um meme que circula na internet que diz "força, foco e fé, aprendi com o meu cabelo". Confere!

Para quem tem cabelo fino (e pouco cabelo), não é fácil encontrar produtos que deixem a melena hidratada mas sem ficar pesada, colada à cabeça, o que não gosto nada de ver e mata tantas fotos. Às vezes acho que estou bem, tiram-me uma foto e pergunto-me como pareço tão "lambida" se não vejo isso ao espelho.

A escolha dos produtos de cabelo é muito determinante em como se aguenta ao longo do dia e tenho procurado afinar as minhas escolhas.

Sem nenhuma ordem específica, trago três condicionadores de marcas diferentes que experimentei nos últimos meses e que recomendo. Destes três, gostei de todos!

Apivita Holistic Hair Care Hippophae TC & Laurel - condicionador tónico para cabelo fino e escasso, foi a última aquisição da marca depois de andar a experimentar tantos bons produtos da marca. Gostei e cumpre, facilita o pentear, tem 150ml, custa cerca de 12€ e tem um cheiro que me lembra as espumas de barbear, mas de forma suave. A Apivita tem outros condicionadores que parecem ser interessantes: para cabelos oleosos com pontas secas, hidratante, para protecção da cor, cabelos sem brilho, nunca experimentei estas variedades mas hei-de encomendar e experimentar com o tempo.

O Dove 1 Minute Milk Gel - condicionador reparador para cabelos fracos e danificados, nunca vi nos supermercados portugueses e achei a informação de detalhe interessante. Destas três sugestões que trago é o mais barato, tem 200ml, custa 2,80€, tinha baixas expectativas e foi uma excelente surpresa! Gostei mesmo muito, tem um cheiro suave, simples, lembra um creme de corpo ligeiramente frutado. Cumpre o objectivo e não pesa no cabelo. Nem é só pelo preço - que faz deste condicionador uma opção económica - ele é francamente bom, considerem experimentar.

Por último, o Moroccanoil Volume - condicionador de volume para cabelo fino e sem volume, foi o primeiro dos três que experimentei e era uma marca que já namorava há que tempos. Muito bom! Dos três é o mais caro, 23,85€, tem 250ml e em termos cheirinho e de acabamento acetinado no cabelo, este é o melhor (mas não quero com isto dizer que os outros não sejam bons, é apenas uma questão de gosto pessoal). Excelente no desembaraçar, a marca deixou-me curiosa a experimentar mais produtos.

E desse lado, quais são os vossos condicionadores preferidos? Conhecem algum destes?
 




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19.2.21

Documentário: Fake Famous

Este documentário é tãaaaaaaa bom que ando há dias a pensar nele e podem vê-lo na HBO.

A ideia é genial: fazer uma experiência social e criar um influencer de forma artificial, ou seja, que não cresceu a pulso produzindo conteúdos capazes de reter a atenção de potenciais seguidores. 

E o que é preciso para se ser famoso no Instagram? Dinheiro. Só e apenas dinheiro.

O documentário começa com um casting que procura pessoas que querem ser famosas. Uma pessoa sente logo um vazio constrangedor. Para que é que uma pessoa quer ser famosa? E daí assiste-se a um desenrolar de poses, acção, falsidade e enganos. Mas nem tudo corre como previsto e é aí que está a parte interessante.

Até onde vai o poder da realidade vs dinheiro? 
Quanto empenho serão capazes de colocar em mostrar uma coisa que não são em nome da fama? 
Quanto pesa a mentira na consciência?
Mais vale ter poucos seguidores verdadeiros ou não importa a qualidade, desde que sejam muitos?

A realidade dos seguidores comprados é doentia desde a responsabilidade do próprio Instagram às manobras pessoais de querer parecer mais do que se é. OK, isso até é expectável, o Instagram só quer dinheiro e estes jovens vivem obcecados com a fama. Mas estranhei o papel de palhaço das marcas. 

Como marca já fui contactada mil vezes para parcerias. Dou um olho e zás, encontro seguidores falsos. E - para mim - quem compra seguidores não se acha suficiente, tem fraca auto-estima, engana as marcas e está o negócio fechado, é um "não".

Para ver se um perfil tem seguidores comprados e há muitas (mas muitas) influencers portuguesas que fazem isso, basta dar um olho aos seus seguidores. Uma lista onde constem nomes estranhos, demasiados nomes estrangeiros, sobretudo com caracteres ilegíveis para nós (árabe, persa, chinês, etc.), demasiados seguidores que quase não têm fotos, que seguem poucas páginas ou mal têm seguidores, isso é sinal de que há seguidores comprados. 

Pena que o documentário não tenha um segundo episódio que passe o pente pelo comportamento de algumas influencers e, mais ainda, pela antítese do profissionalismo e do rigor, entalando algumas marcas pela falta de palavra. Já me aconteceu. Adorava poder contar, mas terei de guardar para mim. No entanto, enquanto marca que comunica com outras marcas, eu conto. Algumas pessoas podem não saber, mas entre marcas vamos pedindo referências, partilhamos histórias e opiniões. E isso, riquezas, pode significar mais ou menos trabalho para a influencer. Geralmente menos.

No entanto, discordo completamente da ideia que o documentário transmite de que estes influencers querem que as pessoas se sintam mal, inferiores. Não, acho antes que querem parecer mais, gabar-se, ostentar, parecer que são os maiores. São diferentes pontos de vista, embora ambos maus.

Anyway, neste belíssimo documentário o fim é muito interessante, mas cada um terá a sua conclusão. Qual foi a vossa? E qual é o futuro dos influencers que não constroem nada e contam com a eternidade das suas caras bonitas?




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© A Maçã de Eva

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