30.5.19

Fauna e Flora - que comida tão boa!


O Fauna e Flora é um sítio muito instagramável que eu conheci por via de influencers. De repente toda a gente ia ali e eu também queria ir - não por esse motivo - mas porque de facto a comida nas fotos parecia realmente atraente. E com o que eu gosto de comida e de um brunch, as minhas papilas tinham de passar por ali.

Um dia, já muitos meses depois de saber da existência do espaço, lá rumámos a este café ou restaurante em Santos. A fila era enorme, mas eu estava grávida (acho) e tinha alguma prioridade. Seja como for, esperámos uns bons 40 minutos por mesa. A vontade era muita e a espera não desiludiu.

Desde esse dia voltámos à porta algumas vezes para desistir desiludidos. O sucesso é bom, mas não dá para lidar com aquelas filas de pessoas e tempo de espera. Não sei como está esse aspecto hoje em dia, mas como a vida profissional nos permite, optámos então por adoptar uma estratégia: vamos almoçar em dias da semana e depois da hora típica de almoço. Assim não esperamos, mas tem sempre gente na mesma. Tentamos ir uma vez por mês, mais ou menos.

Desde a primeira vez repetimos os mesmos pratos, é tão bom que não dá para variar. Nunca comi disto noutros restaurantes. Começamos por dividir o açaí bowl (6,50€) que pela sua cobertura de fruta e muesli de excelente qualidade é dos melhores açaí que já comi - sendo que tenho muita experiência de Brasil. A tosta tericow (8,50€) é uma tosta perfeita que poderia comer todos os dias: picadinho de vaca em pão torrado, com abacate, cebola crocante, ovos perfeitamente escalfados (os mais perfeitos que já comi) e rebentos, toda uma combinação de ir ao céu que também dá para dois. Seguem-se umas panquecas guilty (6,50€) de manteiga de amendoim, banana, chocolate quente, amendoins salgados caramelizados, não há explicação e comemos os dois, mas dava para três. Tudo regado a um smoothie paradise (4€).

Riquezas, experimentem. A sério, em nenhum sítio como os paladares que oferecem no Fauna e Flora, é um espaço que adoro, adoro, adoro. Se gostarem dos ingredientes, sigam o nosso cardápio, não vão ficar desiludidos. 

O serviço é bom, o espaço é bonito, o pessoal é simpático e bem disposto, têm uma comunicação muito gira no instagram, eles só pecam pela falta de espaço (imagino que o sucesso tenha superado largamente as expectativas) e pelo facto de fecharem para férias, uma opção muito 1980. 

Recomendo muito! Bués, bués!





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1.2.19

Pregos, peixe, fim-de-semana, perto do rio e bom para crianças. Yummy!



No último verão recebi um press release da cadeia O Prego da Peixaria do qual fiquei fã: nele anunciavam o encerramento da loja do Príncipe Real, depois de cinco anos aberta com sucesso e em expansão, explicando que "para que um negócio se mantenha sustentável, este não deverá acompanhar os excessos da especulação imobiliária que ocorrem actualmente"

You got my atention! Achei extraordinária a honestidade (e a verdade), preto no branco, sobre o escândalo de valores que se praticam em Lisboa por esta altura. Por melhor que corra um negócio, com valores de renda milionários, quem quer trabalhar para aquecer?

O Prego da Peixaria já tinha loja no Saldanha, em Alvalade, no Time Out Market (Mercado da Ribeira) e com o encerramento desta loja abriram em Algés. Ficou a ganhar quem mora na zona da linha e quem vai passear a Belém ou no passeio marítimo Algés-Oeiras, onde adoramos fazer caminhadas e vamos com regularidade. É o nosso calçadão português.

Já éramos clientes em Lisboa, a localização veio mesmo a calhar para quando passeamos por ali. 
E oh!, se a comida é boa!

As entradas (chamuças, croquetes, rissóis, bolo do caco torrado, etc.) são de lamber os dedos. 

Nas bebidas, fujo quase sempre para o Capuchinho Vermelho, um smoothie de frutos silvestres que eu adoraria saber fazer em casa. Já experimentei a sangria e os sumos naturais, podem optar por estes à confiança, mas o Capuchinho Vermelho é mesmo o que eu gosto.

Da carta, já experimentei lombo, picanha, tártaro de carne, repito muitas vezes as opções que já conheço, mas ainda há muito para experimentar.

Das sobremesas, a Delícia de Chocolate é óptima e não devem abandonar o espaço sem experimentar o gelado artesanal de Ferrero Rocher.

O Prego da Peixaria é daqueles restaurantes que sabemos que é sempre bom, opção segura. O espaço é grande, tem 70 lugares sentados no interior e 56 lugares de esplanada, têm cadeiras adaptadas para crianças, fraldário (com toalhitas e cremes para bebés), a carta tem menus pensados para os mais pequenos e a arquitectura e decoração são espectaculares. Recomendo! 

Fui convidada para fazer esta espécie de reportagem e dar a conhecer o restaurante, mas já era/sou cliente de qualquer maneira, #nãoépublicidade .





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13.12.18

Almoço em bom e ter a cria entretida ao lado



Não me matem, a minha filha é a melhor coisa do mundo, mas almoçar fora tem sido um desprazer para mim e para o PAM. Não é que seja o fim do mundo, mas eu gostava de ter vida adulta na presença dela. Simplesmente parece uma vontade impossível.

É uma criança, uma criança esperta e com energia e como tal, não tem interesse nenhum em ficar sentada, quieta e sossegada numa cadeira durante o tempo que nós adultos gostamos de usufruir de um almoço.

Experimentámos vários espaços, demos o benefício da dúvida várias vezes, optámos por sítios mais children friendly e geralmente para um brunch (não era boa ideia escolher nada assim mais elaborado). Mas não dá, é mesmo um desprazer, não vale a despesa e algumas vezes é só uma camada de nervos.

A criança quer ser livre e passear-se pelos restaurantes, quer ir ter com outras pessoas, quer lamber o chão, brincar com facas, quer ser rastejante e com isso eu e o PAM não conversamos, comemos à vez (às vezes frio), estamos constantemente a levantar-nos para recolhê-la de perigos e inconveniências, sempre a interromper qualquer fio condutor de um assunto. Parece que vamos apenas na missão de comer e ir embora e isto não me dá prazer nenhum.

Há dias recebi um press release que parecia de encomenda. Um restaurante com uma ideia iluminada: espaço para crianças, com serviço de babysitters gratuito (das 13h às 17h) e almoço para adultos em paz. Parecia que me tinham lido os pensamentos dos últimos tempos.

O Monte Mar Lisboa, aqui, é um restaurante-marisqueira que fica junto à zona ribeirinha do Cais do Sodré, numa vista espectacular para o rio, a ponte, barcos, num cenário mesmo agradável. Eu não sabia que este restaurante existia, nem imagino o simpático que deve ser no verão.

A nossa experiência foi muito boa. No espaço existe um castelo insuflável, uma piscina de bolas, brinquedos, pinturas faciais, plasticinas, desenhos para pintar, não falta nada para entreter os mais pequenos. O restaurante tem duas salas de mesas grandes, o que é óptimo para quem não tem vontade de ouvir as crianças e assim poder estar sossegado. Mas para quem leva os filhos, estão ali à distância dos olhos.

Quando cheguei estava cheia de vontade de me sentar e ter um momento a dois, regado a vinho. Mas comecei a ver a minha vida a andar para trás quando a Carminho desatou a chorar ao ser levada para a piscina de bolas. Achei mesmo que não ia funcionar, mas foi uma questão de tempo, as babysitters puseram-se em campo, brincaram com ela e distraiu-se. Em minutos a piscina de bolas era para ela a melhor coisa do mundo e na hora de ir embora foi uma gritaria (ver aqui).

Comi tão bem! Para começar, na mesa aparecem umas tigelas de pão torrado e amanteigado que antes de comer têm de se benzer. São uns segundos na boca e uma vida nas ancas, mas vale o estrago, são tão boas! Começámos com umas amêijoas à bulhão pato que ficavam mesmo bem com as torradas. Como habitualmente, dividimos um prato de peixe e outro de carne. Seguimos para os filetes de pescada uma vez que eram especialidade da casa. Comia outra vez, maravilhosos, não são mais uns filetes como de costume, recomendo! Para carne pedimos schnitzel, aqueles escalopes vienenses que tantas saudades deixaram desde que fomos a Viena há mil anos. Óptimo também! Terminei com uma mousse de avelã (que é uma tarde gelada) e o PAM com um strudel de maçã. Podem consultar a carta aqui.

Tudo excelente, comida mesmo boa, enquanto a criança brincava feliz. De vez em quando visitáva-nos na mesa (ver aqui), roubava pão ou umas batatas fritas e regressava à brincadeira. Eu nem sei quantas vezes vezes dissemos um para o outro: "isto assim é tão bom!". Entretanto encontrámos amigos, também com os seus filhos perdidos na piscina de bolas, ficámos à conversa e só saímos do restaurante perto das 18h.

A Carminho foi já almoçada, mas sei que para estes dias existe um menu infantil, pelo que poderia ter sido opção.

Do mesmo espaço recebi um novo press release, o Monte Mar Lisboa alargou a iniciativa para o meio da semana: todas as Quartas disponibiliza as coworking mornings (das 9h às 13h), com pequeno-almoço de hotel, serviço de babysitter e internet, tudo pelo valor de 15€ (fica mais barato que ter uma babysitter em casa e ainda comemos bem). Hei-de experimentar!

Para facilitar ainda mais a vida, o restaurante tem um serviço de transporte com a UBER, vão buscar a casa, deixar a casa depois do jantar, tudo incluído. Este serviço não experimentei, mas é contactar o restaurante para mais detalhes.





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24.4.18

O meu sushi preferido? Amaterasu - Pateo do Sushi



Posso jurar que 90% das vezes que comemos fora optamos por sushi e talvez por isso me perguntem tantas vezes que sushi recomendo. Há três anos que faço a mesma escolha, o Amaterasu - Pateo do Sushi. Não fica numa zona trendy, não é central, mas é o melhor e com uma relação qualidade-preço que não existe em mais lado nenhum. É sempre a nossa opção, já perdemos a conta aos amigos e jantares com a família que ali fizemos e já devem ter visto muitas vezes em publicações que fiz nas redes sociais do blogue.

Um restaurante manter-se há três anos como preferido (para mim e para o PAM), é obra! Tendo a achar que os restaurantes muitas vezes perdem qualidade ou nós enjoamos, mas este é mesmo, mesmo, bom e mantém-se no nosso pódio desde a primavera de 2016.

Quando abriu adorei a experiência, foi fenomenal, mas achei a zona quase uma pena. Um restaurante tão bom tinha de estar no centro de Lisboa (está em Algés), mas de facto a qualidade faz com que as pessoas se desloquem e rapidamente se tornou um sucesso. O espaço que já é grande precisava do dobro de mesas: está sempre cheio! Convém marcar, é um fenómeno de visitas a qualquer dia da semana, fui lá algumas vezes para ir embora desgostosa.

Não há, não há, não há em nenhum lado, uma sopa shimeji shiro como há neste restaurante. Eu sou capaz de ir lá só pela sopa. Cá entre nós, eu queria era que me convidassem: "a menina é tão boa cliente, venha cá aprender a fazer a sopa na nossa cozinha". Já viajei muito, vou sempre a restaurantes de sushi noutras cidades e nunca encontrei uma sopa como esta.

Um dia fui ao Amaterasu com uma das minhas tias, perguntei se queria uma sopa miso de cogumelos, fez uma cara de dúvida, perguntando: "mas isso não é um bocadinho água de lavar pratos?". A típica pergunta de quem nunca bebeu uma sopa destas a sério. Uma vez na mesa, mudou completamente de opinião e também nunca tinha provado uma assim. Eu já bebi tantas sopas miso, duvido que já tenham bebido igual. Não há vez que eu vá este restaurante e não peça uma sopa shimeji shiro.

Há dois anos que não saio muito do registo de pedidos que deixo abaixo. Podia fazer ali uma refeição por dia e era feliz.

Sopa shimeji shiro
Ceviche Amaterasu ou Ceviche Oriental
Menu de almoço (que inclui gyozas de entrada)

ou

Sopa shimeji shiro
Ceviche Amaterasu ou Ceviche Oriental
Combinado de gunkans (uma degustação de 18 gunkans de babar)

ou

Sopa shimeji shiro
Gyozas de legumes
Combinado Bankai (36 maravilhosas peças de fusão)


Acho que duas vezes por semana existe regime all you can eat de sushi tradicional, mas eu é mais fusão, pelo que só experimentei uma vez, não é o meu género.

Não sei como, nunca experimentei os Ramen.

Podem consultar a carta com maior pormenor aqui.
O facebook do Amaterasu - Pateo do Sushi está aqui.

Também aceitam take away, o que foi de muito valor nos primeiros dias depois de a Carmencita ter nascido. Sabia-me pela vida!

Recomendo, recomendo, recomendo!


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20.9.17

Finalmente provei tapioca!




Tantas vezes vou ao Brasil e nunca tinha provado tapioca. Com o advento do saudável, das corridas, do fitness, da comida sem glúten e outras variantes, cada vez mais ouvia falar de tapioca sem ter provado.

Para mim foi uma surpresa, achava que as tapiocas eram uma massa tipo crepe ou panqueca, mas afinal é um granulado branco, quase parecem bolinhas de esferovite que colocadas ao calor unem-se fazendo uma tapioca redonda e estaladiça. 

Experimentei a Hó Tapioca (Armazéns do Chiado, em Lisboa), onde vi brasileiros a trabalhar. É boa ideia que as pessoas atrás deste tipo de negócios sejam verdadeiros conhecedores do mesmo. 

Nem sei bem como descrever, a tapioca não tem um sabor forte, é um sabor levemente perfumado. O segredo estará na escolha dos recheios e na qualidade da tapioca que deve ficar crocante. Além disso, é uma refeição leve que permite abusar (o que acaba por ser contraproducente com a ideia light, mas uma pessoa gosta de experimentar!).

Nas tapiocas salgadas eu e o PAM dividimos a versão Paris (com cogumelos e legumes), a Tropical (frango e ananás) e a Giovanni, a minha preferida (de queijo, presunto e rúcula). Nas doces (nas fotos abaixo), dividimos a de Nutella e morangos e a Beijinho, algo tipicamente brasileiro, de morangos, leite condensado e côco. Apesar de ser grande fã de Nutella, gostei mais da Beijinho. E claro, as tapiocas pareciam leves, coisa pouca, mas saímos a rebolar.

No Brasil há tapiocas por todo o lado, fazem parte dos cardápios das garotas saradas e dietas vegetarianas, já que são livres de glúten, ricas em proteínas vegetais, ferro, vitaminas, ácido fólico, cálcio, ómega 3 e não faltam ideias para fazer uma tapioca que pode ser doce ou salgada. Fica a ideia!






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13.3.17

Gelados novos: Pizpireto





Este fim-de-semana demos uma volta junto ao rio. Estava um dia de sol espectacular, uma temperatura simpática, tudo convidava a um gelado. Por acaso cruzámo-nos com um negócio de gelados numa mota do qual nunca tinha ouvido falar: a Pizpireto, que podem espreitar aqui e aqui.

O design era interessante, os gelados tinham óptimo aspecto, perante a nossa curiosidade, o rapaz que estava a trabalhar tratou logo de nos abordar e explicar o conceito: gelados de pauzinho com uma percentagem de fruta de 50% a 70%, muito acima dos restantes gelados artesanais, no caso dos gelados de fruta. Depois os outros, versão não-fruta, podem contar com uma textura diferente dada a base de leite. Escusado será dizer, tudo isto corta nas calorias quando comparados com os gelados comuns.

Decidimos experimentar, o PAM escolheu o de morango, eu escolhi o de oreo, 2,50€ cada um.

Óptimos, óptimos, óptimos! Mas mesmo bons! É daqueles negócios que ficamos contentes de descobrir e à primeira dentada nos tornamos clientes para correr todas as opções de sabores.

Se passarem pela zona do rio não deixem de experimentar, não podia recomendar mais. Fiquei mesmo contente com esta descoberta.



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28.2.17

Brunch: Choupana Caffe


Acho que nunca tinha feito um brunch, logo eu que gosto tanto de comida. Era uma ideia que andava a namorar há que tempos, já tinha lido vários artigos e sugestões sobre o assunto. Lisboa está pejada de espaços que estão a fazer brunchs aos fins-de-semana e este Domingo, por sugestão de uns amigos, fomos ter com eles ao Choupana Caffe.

Não conhecia o espaço, fica na Av. da República logo a seguir ao Saldanha, a loja é gira, gira, tem mil variedades de pão e o brunch é absolutamente divinal! Fiquei fã, é certo que vamos voltar muitas vezes.

O brunch funciona aos Sábados e Domigos das 10H às 16H, fomos mesmo em cima da hora e os amigos até tiveram de pedir por nós enquanto estacionávamos. O espaço estava cheio, é muito concorrido (é bom que se farta, não admira) e enquanto escrevo esta recomendação o PAM está para aqui a reclamar que ainda vou encher mais o brunch e nunca mais vamos arranjar mesa na vida.



Todos as opções de brunch trazem um cesto com três variedades de pão (que chega, sobra e ainda podem levar os restos para casa), podemos optar por um croissant ou um scone (eu pedi um, ele pediu outro e dividimos, eram óptimos!), pratinhos com manteiga, doce e mel, um cappuccino, escolher entre sumo de laranja, sumo do dia ou iogurte (ele foi pelo sumos de laranja e eu pelo sumo do dia que era de frutos silvestres e manga, espesso, maravilhoso) e um brownie que não provámos, estava esgotado (parece que é frequente) e que para mim foi substituído por um croissant de chocolate e para ele por um pastel de nata.

Além disto têm ainda de escolher entre opções 1, 2 e 3. Ele escolheu a opção 1, de salmão fumado e eu a opção 2, de fruta e queijo, ao que acresce ainda ovos mexidos e salada.

O brunch nunca mais acaba, é comida atrás de comida, tudo óptimo para comer nas calmas e ir conversando. Nem consegui comer o croissant de chocolate no fim, pedi para embrulhar e levei para casa.

O preço é de 14,50€/pessoa e vale a pena. Recomendo mesmo, mesmo! E por aí, têm outros brunchs para recomendar? Estou fã deste registo, quero disto todos os fins-de-semana.

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3.10.16

Sushi: Aron Sushi




Há cerca de duas semanas fomos experimentar um sushi que nos foi recomendado por amigos, o Aron Sushi, que podem espreitar aqui e aqui, e que fica mesmo ao lado do El Corte Inglés.

Fomos num registo diferente, um almoço sem muita pressa mas também não era para ficar horas à mesa num grande repasto (havia todo um mercado de carrinhos de bebé para ir estudar durante a tarde). No sushi não é habitual optarmos por menus de almoço, mas nas mesas vizinhas os pratos tinham tão bom aspecto que decidimos experimentar. E ainda bem que o fizemos, é só dos menus de almoço melhor servidos que já vi.

Existem vários tipos de menus conforme o gosto de cada pessoa, nós fomos pelo que apresenta mais peixe e menos arroz. E que qualidade de peixe! Fenomenal, é sem dúvida um espaço onde iremos regressar.

O menu de almoço começa com uma sopa miso, uma salada pequena e uma entrada à escolha do chef. A seguir vem o prato de sushi que é mais do que suficiente para uma pessoa, um peixe maravilhoso, tenro, adorámos, tudo à escolha do chef.

Concluímos a dividir uma sobremesa, um gelado tempura armado em cheesecake, com coulis de frutos silvestres a sério (não há cá compotas açucaradas) que é óptimo de tamanho para dividir.

O preço do menu que escolhemos (sopa, entrada, salada e prato de sushi) é de 17,50€ por pessoa ao que acresce bebidas, sobremesas, cafés e tudo o que for pedido à parte.

Recomendadíssimo!





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17.8.16

Sushi: Hikidashi Taberna Japonesa



A cidade está cheia de novos restaurantes de sushi e nós cheios de vontade de correr todos, um por um. O PAM tinha no bolso a recomendação para ir ao Hikidashi Taberna Japonesa, em Campo de Ourique, em Lisboa, e ontem rumámos ao sítio.

À porta, estava a carta que espreitei antes de entrar. Eu não tinha procurado informação nenhuma, fui às cegas por indicação do PAM, mas assim que olhei, saltou-me: "mas isto é caríssimo!". Ele não fez caso.

Assim que nos sentámos, não consegui deixar de reparar no balcão de madeira, queria ter um assim em casa. É de uma madeira africana rara, tem uma cor e uns veios dignos de revista de decoração.

Discretamente, diz-me o PAM: "está ali ao fundo o amigo do João", "qual?", "aquele, do Banco Privado". Deixámo-nos estar e a comida foi chegando.

O ceviche era óptimo, o rolo de salmão e caranguejo maravilhoso, a qualidade do peixe era francamente boa, de topo, mas o sashimi eram fatias de papel e eu gosto de alguma consistência. E essas fatias de papel que estão na imagem e se devoraram num instante, custaram 16€.

O restaurante é realmente bom, a qualidade é top, as quantidades muito pequenas e não é que tenha passado fome, mas também não saí de lá com a sensação "isto é que foi um repasto!". Tanto que no fim o PAM ainda pediu um temaki.

No fim, dividimos um coulant de doce de leite (armado em leite condensado cozido) com gelado que era mesmo, mesmo, bom!

Quando chegou a conta, pimbas. Foram 70€ por um almoço francamente bom, mas de pouca quantidade e com um preço que fez o PAM dizer "por isso que é aquele gajo está aqui neste restaurante!".

Muito bom, recomendo experimentar sem dúvida (com reticências ao preço), mas é daquelas experiências de uma vez. Duvido que regressemos, única e exclusivamente pela relação quantidade/preço.



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16.6.16

Tartar-ia: podia comer ali todos os dias



A Tartar-ia fica no Mercado da Ribeira em Lisboa. Descobri este espaço por acaso, ou melhor, quem o descobriu foi o PAM. 

Num espaço com tanta oferta, temos de reconhecer que nem sempre é fácil "deixar entrar" uma novidade na lista de experimentações, quando já conhecemos o que é bom. Mas sem isso, também ficam por descobrir surpresas.

Já não me lembro quando foi, num qualquer jantar, eu fui para um lado pedir a minha refeição, ele para outro e encontramo-nos numa mesa. Quando cheguei, fiquei logo de olhos vidrados no prato dele. E quando provei, arrependi-me de não o ter acompanhado. 

Não há palavras para o bom que são estes tártaros, para a sensação de "não faço ideia o que está neste prato mas é explosivo", para algo que é impossível de fazer em casa, para uma refeição tão boa que nos perdura na memória e estamos sempre com vontade de voltar.

Depois disso, sempre que voltamos ao Mercado da Ribeira, é ali que comemos. Até à data, a Tartar-ia deixou-nos completamente fechados à possibilidade de experimentar coisas novas.

Suspeito que podia comer comida crua a vida inteira. E tenho a certeza que podia dormir ali ao lado do frigorífico, alimentar-me ao almoço e ao jantar, não fazia fitas.

Temos escolhido sempre o tártaro de salmão de 150gr., mas já experimentei o bife tártaro (acompanhado por um espuma de puré de outro mundo, nem sei o que continha), também muito bom, mas o peixe cru bate forte cá dentro e sou muito fã de nabo (?) em fios.

É divinal, imperdível, só tenho pena que não seja mais barato e estaríamos por lá sempre à abertura de portas. Por dois pratos iguais ao da imagem, uma refeição light, e um copo de vinho branco, pagámos 31,50€. 

Recomendo vivamente.


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26.4.16

As pizzas da ZeroZero



Descobri esta nova pizzaria em Lisboa (que talvez não seja assim tão nova) pela mão de uma amiga que fez um post no FB enquanto jantava. Nunca tinha ouvido falar, segui o link, fiquei curiosa e ficou a intenção de lá ir um dia.

Passaram-se meses e um dia, não sabíamos onde ir almoçar, lembrei-me e rumámos ao Príncipe Real. E foi tão bom que este fim-de-semana voltámos.

Tínhamos uma pizzaria preferida que, infelizmente, tem vindo a perder qualidade. E a ZeroZero já tomou o lugar no pódio, tornou-se a nossa pizzaria preferida e em equipa que ganha não se mexe.

Como animais de hábitos e tão contentes que ficámos na primeira experiência, à segunda repetimos as pizzas: a Funghi (cogumelos) e a Ortolana (parecido com uma vegetariana), que dividimos. Ele bebeu a coca-cola do costume, eu fui pelo chá da casa, cor-de-rosa e altamente invulgar. É uma mistura deles, muito fresca e com um toque de canela e hortelã, adorei!

No fim da primeira refeição o empregado de mesa quis saber a nossa opinião, ao que o PAM respondeu que para além do sabor e frescura dos ingredientes, não se sentia enfartado depois de uma pizza tão grande. E pelos vistos, a razão para isso tem segredo: a massa é integral, feita com farinha 00 (daí o nome do restaurante), farinha essa que vem de Itália. Quando fazem a massa, ela é fermentada por 14 horas e ainda leva 48 horas de descanso antes de ser cozinhada. Ou seja, não fermenta na barriga!

Das duas vezes ficámos na sala interior (com uma decoração muito gira), virados para o forno enorme e sempre inspeccionado o aspecto das pizzas que voavam do balcão. Aprendemos entretanto, o forno é diferente, rotativo, o que permite que a massa coza por igual. A escolha da lenha também é feita a olho, lenha de azinho, que não deixa marcas pretas nas pizzas e tem um aroma diferente que se junta à massa.

Da primeira vez pagámos 29€, desta última vez pagámos 38€, juntámos duas sobremesas, uma mousse de guanduja e um mil folhas de caramelo salgado.

Óptimo, recomendo mesmo!




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24.2.16

Papilas: La Bottega Piadina



Sabem aqueles espaços onde comem tão bem que no fim da refeição não queriam ter acabado? Aqueles espaços em que horas depois ainda estão a pensar na refeição? Aqueles espaços onde horas mais tarde estão a perguntar-se quando voltam? Foi assim a minha experiência no espaço La Bottega Piadina.

Não é um restaurante de ficar nas mesas horas à conversa, é um espaço de fazer a refeição e sair. É um sítio pequeno, não cabem muitas mesas, pelo que pode ser difícil encontrar cadeira, mas às horas que fomos, pelas 15H e a um Domingo, acho que a "hora de ponta" já teria passado.

Os turistas entram aos molhos, fiquei com a impressão que o espaço estaria indicado (e bem) num qualquer roteiro da cidade. As piadinas são uma comida italiana, de uma massa que não é crepe nem pizza, muito leve e fininha e por isso não enche e muito menos deixa a sensação de ficarmos muito cheios, a rebentar. A massa é dobrada ao meio, fazendo uma meia lua e o seu interior, divinalmente recheado.

Não foi fácil escolher, hesitei muito, queria ter provado tudo. O PAM optou pela Mare, de salmão, e eu fui pela Ciao Bella, de mozarella e presunto. As piadinas são entregues em tábuas de madeira e o segredo é desvendado logo à primeira dentada: a frescura dos ingredientes! Que maravilha aquele estalar da massa acabada de cozinhar com tomate fresco, rúcula sem medo, mozarella e presunto nas quantidades ideais, tudo tão bom que fiquei francamente triste quando acabou. E por ser tão leve (não confundir com fome) e tão boa ao paladar, dá a sensação que poderíamos continuar a comer. A do PAM, de salmão, também era fantástica, uma perfeita combinação de sabores, um queijo que não imaginaria combinado com salmão e que fica tão bem.

O FB do La Bottega Piadina está aqui, fica em Lisboa, na Calçada do Combro nº 8, mesmo ao lado da Praça Luís de Camões ou, para quem conhece, em frente à rua que dá para o Adamastor, uma grande vista da cidade.

Resisti à piadina de Nutella, tudo pelo bem da minha camada adiposa, mas não o deveria ter feito, pois fiquei a pensar nela. Fica para uma próxima vez, é certo que voltarei muitas mais vezes. Não podia recomendar mais, têm de passar por lá.





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Sushi: uma vida inteira enganada



Apanhei um artigo que dizia que os europeus usam mal os pauzinhos de sushi. Não podia ser, sou uma artista no manuseamento de pauzinhos de sushi. Mas depois vi a fotografia e percebi.

Os pauzinhos de sushi não se separam, partem-se para fazer um poiso. Os asiáticos devem achar-nos criaturas estranhas.


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30.3.15

Voltar aonde se é feliz: o BOOK






Todos devemos voltar ao lugar onde fomos felizes e o BOOK é um deles.

Fui a este restaurante no Porto o ano passado. Na altura escrevi aqui, ficaram surpreendidos e agradecidos, de tal ordem que me convidaram para voltar e saborear um menu de degustação um dia que voltasse ao Porto. Voltei a semana passada e não fiz cerimónia. Com ou sem convite voltaria a este restaurante para experimentar a carta de Primavera, por isso arrisquei o contacto.

O restaurante estava no mesmo lugar, com a mesma luz convidativa, casa cheia como sempre, mas desta vez fui de outra maneira: era convidada para saborear uma dança de pratos sem fim. E o que eu gosto de comer! 

Mal eu sabia que se seguiriam sete pratos, na verdade nem sei como consegui, ou consegui porque é tudo de um sabor genial, mas reparei que os meus pratos voltavam para a cozinha tão rapadinhos que deviam ter dúvidas se eram pratos limpos ou sujos.

E enquanto a dança de pratos ia e voltava, eu e o PAM falávamos sobre o que nos apresentavam na mesa, as entradas, os empregados, a decoração, a luz, a música. Até que eu perguntei:

- Arranja-me um defeito.

Silêncio e risos.

- Diz-me um restaurante em Lisboa que seja assim.

Não temos. Temos outros e bons, mas como este que encaixe tão bem nas nossas preferências, não temos.

E eu queria um BOOK em Lisboa. Todos temos aquele punhado de restaurantes aos que vamos sempre, dos quais somos clientes e se este existisse em Lisboa, era certo que estaria no nosso punhado. Não estando em Lisboa (e enquanto não fazem crescer um irmão por cá, que eu já pedi), faz parte das nossas preferências no Porto, que visitamos cada vez mais vezes.

O BOOK tem um ambiente espectacular, comentámos que até a escolha da música era perfeita. A luz e a decoração ajudam e, claro, daquela cozinha nascem maravilhas, trust me. E depois, não é daqueles restaurantes que levam o couro e o cabelo. Da primeira vez pagámos 30€ por pessoa, o que para este ambiente e qualidade culinária, não é mesmo nada do outro mundo, pelo contrário.

E este foi o banquete que se seguiu:



O Book é um restaurante onde se pode beber um Mojito à confiança, sabem fazê-los. E ao PAM levaram um Daiquiri nunca antes provado, mas era como se lhe tivessem lido os pensamentos, aquilo tinha a cara dele. Se eu tivesse provado antes teria dito imediatamente "isto é para o PAM".



De entrada, uma espécie de patanisca de bacalhau com puré de grão e cebola estaladiça. O puré, a cebola, o bolinho de bacalhau, cada um ou todos na mesma garfada, era genial. Foi dos pratos que mais gostei.



Também no meu top ficou este creme de lentilhas vermelhas com cogumelos. Pena a imagem ter ficado desfocada, mas o sabor desta sopa foi ditado pelo silêncio, deixámos de falar. Um sabor fabuloso, cremosa como se quer uma sopa, uma combinação fantástica juntar os cogumelos às lentilhas, e eu com um pacote de lentilhas vermelhas na despensa em casa a tentar perceber como se cozinha esta sopa. 



Mais uma entrada, uns cogumelos divinalmente recheados. E mais uma vez foi como se nos lessem os pensamentos, pois somos devoradores de cogumelos. Até o tempero da salada estava no ponto e os croutons eram especiais. E não, fomos às escuras, nunca nos perguntaram se tínhamos preferências ou se havia alimentos que não gostássemos. Eu adoro sentar-me a uma mesa e não ter ideia do que vou comer.



Para fazer um intervalo, um sorbet de citrinos e vodka, tangerina lá pelo meio, os Santinis desta vida que deitem as papilas a esta iguaria. Espectacular!



Prato de peixe: salmão folhado e batatinhas com molho tártaro. A sério, isto é tão, mas tão bom. A combinação da massa folhada, o salmão ao ponto com o centro de verdes, o molho com a acidez perfeita, um excelente casamento.



Prato de carne: leitão pequenino com molho de pimentas, uma salada espectacular (com citrinos para desenjoar) e uma salada de batata e cebolada. De todos, este era o prato que menos tinha a minha cara, pois não sou grande apreciadora de leitão (ainda assim comi tudo). O mesmo não se pode dizer do PAM, grande apreciador de leitão, que imediatamente arregalou os olhos e tudo devorou.



Sobremesa (ou sobremesas). Aqui já estava nas últimas, eu queria continuar mas não conseguia e tinha medo de acabar mal-disposta. Não consegui acabar com as sobremesas (falta de espaço!), mas provei todas mais do que uma vez. Da esquerda para a direita: tacinha de frutas com creme fresco, bolacha de chocolate e peta-zetas, o meu preferido! Ainda existem peta-zetas? O que eu gostei de ficar a ouvir os estalinhos no céu da boca. Ao centro, um crumble de pêra com gelado de canela (Santinis desta vida, olho neste gelado) uma excelente sobremesa quente de inverno. E à direita, um tiramisú com leite condensado e tudo o que leva café já se sabe que me perco. Ao ouvir 'tiramisú', o PAM já se estava a desiludir, "este não é para mim", provei, disse que devia provar e como resultado comeu tudo, o homem que nunca come doces não deixou ficar nada e disse que era o preferido dele.


A equipa da cozinha e da sala do restaurante é aquela que se vê nas primeiras fotos. Estava à espera de encontrar uma equipa de 10 pessoas na cozinha, mas são três espectaculares que dão conta do recado e o chefe que não cheguei a conhecer porque só me lembrei de pedir para ir à cozinha agradecer já tarde. Na sala já eram mais do que na cozinha e todos, mas todos, se observam bem-dispostos e amigos, o que faz toda a diferença.

No fim, já com o Mojito a ditar a disposição, acrescido do vinho que infelizmente não fotografei mas que era óptimo (quase juro que tinha uma ave no rótulo), lá pedinchei fotos com as equipas, quase na hora de fecho, já com a sala mais vazia, num ambiente super descontraído, sem cerimónias, pessoas do norte mesmo porreiras.

Se eu tivesse um restaurante, era com uma equipa destas que eu quereria trabalhar.

Não poderia recomendar mais este restaurante no Porto. O BOOK é um restaurante de visita obrigatória.


Obrigada ao BOOK por este convite tão espectacular. Bravo!


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16.3.15

Selfish




Recentemente o Centro Comercial Amoreiras renovou a área de restauração (e que bem que está!). Eu vivo a 10 minutos das Amoreiras, vou lá muitas vezes e logo que abriu a área renovada dei uma volta para ver o que havia de novo. Fiquei de olhos em bico com um novo restaurante do qual nunca tinha ouvido falar, o Selfish. O aspecto dos pratos era de babar, o menu era para lá de interessante e os preços muito simpáticos.

Estávamos a meio da tarde, não fiz nenhuma refeição, mas o restaurante não me saiu da cabeça durante dias. Uma noite em que não me apetecia cozinhar, desafiei o PAM para irmos até lá. "O que é isso? Não vou gostar! Que seca! Não sei o que é!", blá, blá. Hoje ele é o maior fã deste espaço, por ele jantava aqui todos os dias. Aos Domingos à noite, é certinho que estamos lá. É tão, mas tão bom!

Ainda não corri toda a ementa, mas dêem-me tempo, chegarei lá!

A escolha é simples, começamos por escolher salmão ou atum. Depois é escolher se queremos em hamburguer no pão, hamburguer no prato, se preferimos um tártaro, um lombo grelhado ou um lombo braseado com sementes de sésamo (este é o que tenho comigo quase sempre). Depois, é escolher dois acompanhamentos: salada, batata assada com rosmaninho, batatas fritas (verdadeiras) às rodelas, arroz thai ou, os meus preferidos, legumes salteados e puré de açafrão.


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11.3.14

Eu estou bem é a comer - Grande Palácio de Hong Kong


Eu podia ter menos apetite. Eu podia comer como uma menina em vez de comer as quantidades de um homem, como o PAM me acusa de fazer. Sim, eu podia comer menos, mas também era menos feliz. Eu gosto mesmo de comer, mas de comer bem. Calma que sou selectiva!

E por gostar de comer, coisa que partilho com amigos, vamos falando de restaurantes que experimentamos e recomendamos, assim quase uma troca de cromos. 

No Sábado passei em casa de amigos que me falaram maravilhosamente de um restaurante chinês. Nota: ninguém fala bem de restaurantes chineses e desde que há uns anos a SIC fez uma reportagem nojenta nestes restaurantes, a queda deve ter-se acentuado e eu quase deixei de ir.

Mas a minha amiga, a Vizinha, que não é menina para comer porcarias falou deste restaurante dizendo que no dia seguinte ainda estava a pensar no que tinha comido. E são esses restaurantes que eu gosto!

Descobriram-no estes meus amigos quando na Tentações leram uma reportagem em que perguntavam a vários chefs de cozinha onde gostavam de comer e o Grande Palácio de Hong Kong era comum a vários. Os meus amigos foram, adoraram, a seguir fui e o PAM e adorámos também. 

Num dia estavam a dar-nos a dica, no dia seguinte já lá estávamos a almoçar.

Da experiência que o PAM tem das temporadas que viveu em Macau, diz que este restaurante chinês é o que tem a cozinha mais fiel à realidade do que se cozinha pelo oriente.

O restaurante está sempre cheio, às vezes há fila à porta. Não contem com desperdício de mesas. Assim que entrámos foi-nos indicada uma mesa onde estavam outras pessoas. E uma pessoa tem de entrar no espírito e deixar de lado o medo que nos oiçam as conversas.

Também a simpatia não é o forte deste restaurante, que é mesmo a comida. Não é que sejam antipáticos, mas não existe calor humano, são asiáticos, é a cultura deles, estão ali para trabalhar, não para sorrir.

À minha frente, um casal jovem de olhos em bico pediam todo o tipo de iguarias para a mesa. Tao magrinhos, não faço ideia onde metiam aquela comida toda, eu estava impressionada!

Quanto a preços, pareceu-me o mesmo que se paga noutros restaurantes chineses: duas entradas, dois pratos, duas bebidas e uma sobremesa a meias, pagámos 30€ já com gorjeta.

Os crepes são maravilhosos, os pratos são tão bem servidos que duas doses dá para três. Quando sobra, não tem problema, é pedir para levar numa caixinha e no dia seguinte aquece-se no microondas. O gelado frito é maravilhoso, mas enorme! Ainda bem que o vimos na mesa ao lado para pedir apenas um gelado e dividir.

O Grande Palácio de Hong Kong tem página aqui, existe em Lisboa, perto do Marquês de Pombal e outro perto da Praça do Chile. Existe também no Porto (ó eu a recomendar no Porto!), podem consultar as moradas aqui.

Claramente fiquei cliente, é o único restaurante chinês a que vou voltar vezes sem conta. Recomendo mesmo!


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© A Maçã de Eva

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