Eu pelo-me por drásticas transformações, mulheres que parecem saídas do caixote do lixo e afinal há por ali um imenso glamour que só precisava quem as conduzisse com bom gosto.
Estas transformações em particular são geniais, adorava fazer uma coisa destas. Será que me mudavam muito?
Oh boy! Oh boy! Desde que vi apresentações deste filme, há meses, andava em pulgas para o ver. E não desiludiu!
Tenho de dizer que não sou uma fã da Igreja. Mesmo. Mas, atenção, nada disso tem a ver com fé ou a religião. A Igreja Católica e outras igrejas, desde há muito me parecem antros de podridão, de segredos e escândalos. Como em todas as profissões, existirão pessoas más e boas, mas quase me dá a sensação que alguns predadores (tantos) escolhem o Seminário como forma de fugir à sua pedofilia ou a sentimentos homossexuais, acabando por no meio religioso meio encontrar o seu alívio no crime e no silêncio.
Umas das coisas impressionantes do filme é a manipulação sobre os mais fracos que explicam o seu silêncio de uma forma parecida com: "ele pediu-me para lhe fazer sexo oral. Ele é um Padre, ele é a Igreja. Como se diz não a Deus?"
Uma história verdadeira, um filme fabuloso que secretamente tenho vontade de oferecer a todas as pessoas religiosas que conheço, que acham que esta realidade é longínqua e eu não acredito tanto nisso.
E quando o filme acabar, não se levantem. Fiquem para ler o que aparece no ecrã e respirar fundo.