26.7.16

"Knock, knock!"

Creio que todos os portugueses são familiares aos nomes "Operação Paelha", "Operação Remédio Santo", "Apito Dourado", entre outros nomes que designaram grandes investigações da Polícia Judiciária. Não entrando propriamente no mundo da investigação, estou a preparar-me para o mundo da "lição", começando a estudar a hipótese de dar início à "Operação Cirque du Soleil".

Com estes dias de verão, eu e o PAM, em dias que podemos, temos tirado algumas manhãs para dormir e acordar sem a música do despertador. Só que algumas vezes isso acontece nos dias em que a senhora que nos limpa o lar aparece em casa. Então, acordamos com as chaves, a porta a abrir e os ruídos a que o trabalho de limpeza obriga.

Até aqui tudo normal.

E nós, nos dias em que podemos, na cama nos mantemos apesar de acordados, umas vezes a ver as notícias nos telemóveis ainda no escuro, outras vezes a descansar os olhos no escuro à espera que a energia desça para nos levantarmos da cama e à vezes nem o PAM está e sou eu que estou sozinha na cama e no quarto.

E há coisa de uns dois meses começou a dar-se um fenómeno que me irrita profundamente: como temos o cesto de roupa suja no closet (que é dentro do quarto) e estando os estores para baixo, a senhora que limpa a casa parte do princípio que estamos a dormir profundamente, não bate à porta e entra no quarto abrindo a porta de mansinho, vai buscar cesto para lavar e sai de mansinho novamente.

E da primeira vez incomodou-me, mas uma pessoa não vai implicar por um esquecimento no meio do escuro. Da segunda começo a perguntar-me o que se passa. Da quinta em diante de cada vez que a porta se abre sem o "knock, knock" até me fervem as costas e percebo que se tornou um hábito.

Eu percebo a intenção que é achar que estamos num sono profundo e não querer acordar-nos, como se fosse possível. Mas depois penso na equação "quarto de casal + onde dorme um casal + onde casal está às escuras + quarto silencioso + privacidade", se calhar não era mal pensado desistir na boa intenção de "deixar dormir" e jogar pelo seguro.

Nunca interrompeu nada, nunca apanhou nada, nunca viu nada, nunca houve nenhuma situação chata, mas isto provoca-me calores nas costas. E causa-me constrangimento ter de ensinar uma coisa básica a um adulto, sem falar na falta de paciência que me invade para coisas elementares e pouca disposição para a chatice. Sou uma pessoa pela paz.

Então, queria preparar a "Operação Cirque du Soleil". Esta semana pretendo começar em treinos para esta posição para a qual seremos apanhados em "flagrante". O objectivo é matar a senhora de vergonha e nunca mais ter coragem de entrar numa divisão de porta fechada onde nos encontremos, pelo menos sem bater à porta.

Espero que o PAM alinhe, senão terei de rasgar as cuecas ao homem e deixá-lo em pelota nano-segundos antes de a senhora entrar no quarto de mansinho, sem bater à porta, pela quinquagésima vez.


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19.7.16

O top do baptizado




Querem saber do top que usei no baptizado do meu sobrinho, mas temo que não traga boas notícias.

Comprei o top online há um mês, na MANGO. Nunca o tinha visto nas lojas e calhou encontrar online porque estava a dar uma volta na net para consultar o que havia de saldos. Tenho-o procurado, até porque queria ter mais fotografias para publicar, mas ele está mais que sumido da loja online. Creio que a existir, já só o encontram em restos de loja, mas para todos os efeitos a refª é a 64069000. 

No meu caso comprei o tamanho M, mas atenção que virei as costas para a frente. Embora pareça que não, para quem quer disfarçar o peito, um decote em V mais profundo funciona melhor do que um decote em V mais subido. Fiz a experiência e resultou bem!

Esta não era a fatiota de baptizado que tinha prevista, fiz uma alteração de última hora. Estava completamente inclinada para um vestido amarelo que tenho por estrear, mas apetecia-me usar o top de lantejoulas tão anos 20. Problema: eu não tinha absolutamente nada que ficasse bem com o top.

Faltavam quatro horas para o baptizado, íamos almoçar um sushi ao centro comercial e pensei que, com sorte, talvez encontrasse uma calças brancas curtas que não fossem chapadas às pernas, que era mesmo o que eu precisava. Estava com as esperanças no chão, as lojas já só têm restos, era pouco provável. Mas dei umas voltas e fez-se luz! Havia também na MANGO exactamente o que eu procurava!

Toda a gente (gente de coxa com carne) sabe o difícil que é encontrar calças largueironas e com corte, que não faça parecer que vestimos um saco de batatas e eu gostei tantos destas calças que já encomendei a versão cor-se-rosa. Foi uma sorte dos diabos, era o único par na loja, o meu tamanho e a um nice price de 15€. Havia um anjo a olhar por mim naquele dia!




Outro problema foi a constatação de que não me apetecia levar nenhum dos sapatos da minha marca. A festa era num jardim, com relvado, a ideia de ter os saltos a espetar-se na terra, num desconforto constante, não era para mim. E percebi que tenho muito poucos modelos apropriados para festas mas com saltos baixos, na ordem dos 5cm a 6cm. Vou ter de trabalhar melhor nisso! Como solução, escolhi umas sandálias já antigas que tinha da Massimo Dutti.

As pulseiras são da HLC Jewelry, o abanico do El Corte Inglés (antigo), os brincos rainha de ourivesaria (antigos), a clutch Purificación Garcia (antiga) e o verniz das unhas é o Kiko nº 281.

O vestido do meu sobrinho, em seda natural e bordados ingleses, cor pérola, nasceu das mãos da minha mãe. A ideia é que o vestido seja usado em futuras ocasiões, passando de geração em geração, para se tornar um vestido de família, já que o antigo vestido de família começa a ficar muito fragilizado.




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© A Maçã de Eva

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